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- 'No Kings' leva multidões contra Trump às ruas nos EUA
NOVA YORK -Milhões de pessoas tomaram as ruas dos Estados Unidos no sábado, 18, em manifestações contra Donald Trump sob o lema "No Kings" ("Sem Reis"), mobilizações que os republicanos classificaram como ódio ao país. Em grandes cidades como Nova York (Nova York) e Los Angeles (Califórnia) até em pequenas localidades ou perto da residência de Trump em Mar-a-Lago (Flórida) quase sete milhões de pessoas participaram de mais de 2.700 eventos, segundo os organizadores. "O presidente acredita que seu poder é absoluto. Mas nos Estados Unidos não temos reis e não cederemos ao caos, à corrupção e à crueldade", afirma o movimento "No Kings", que reúne quase 300 organizações, em seu site. Em Nova York, milhares marcharam pela Broadway, saindo da Times Square. Entre eles, Nadja Rutkowski, que emigrou para os Estados Unidos da Alemanha aos 14 anos e protesta por temer que a história fascista possa se repetir. "Venho de um país onde o que está acontecendo agora já aconteceu antes, em 1938", contou. "As pessoas estão sendo sequestradas nas ruas", disse. "Sabemos disso, estamos vendo isso, está acontecendo em tempo real. Por isso temos que nos levantar", insistiu. "Nunca pensei que viveria para ver a morte do meu país como democracia", declarou Colleen Hoffman, uma aposentada de 69 anos. "Estamos em crise: a crueldade deste regime, o autoritarismo. Sinto que não posso ficar em casa sem fazer nada", acrescentou. Os manifestantes exibiam cartazes com slogans como "As rainhas dizem não aos reis" e "Protestamos porque amamos os Estados Unidos e queremos recuperá-los!". Em Los Angeles, os manifestantes desfilaram com um balão gigante de Trump de fraldas. Também exibiram cartazes e bandeiras, como o símbolo pirata do mangá One Piece, que se tornou símbolo da rebeldia da Geração Z em protestos antigovernamentais do Peru até Madagascar. A mobilização aconteceu de forma pacífica, mas no final do dia foram registrados alguns distúrbios no centro, onde a polícia usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, segundo o jornal Los Angeles Times. A força de segurança afirmou na rede social X que "quase 100 agitadores" marcharam na noite de sábado usando lasers e luzes intermitentes de tamanho industrial. "Foi emitida uma ordem de dispersão e os manifestantes foram retirados da área", acrescentou, sem informar se a operação resultou em detenções. 'País de iguais' "Dizem que se referem a mim como um rei. Eu não sou um rei", declarou Trump ao canal Fox News antes das manifestações. O presidente respondeu aos eventos de sábado em sua plataforma Truth Social com uma série de vídeos gerados por inteligência artificial que o mostram como um rei. Em um vídeo, ele aparece usando uma coroa e pilotando um avião de combate que lança o que parece ser excremento sobre manifestantes anti-Trump. Seus principais aliados no Partido Republicano se mostraram mais combativos. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, chamou a jornada de protesto de manifestação de "Ódio aos Estados Unidos". Em contrapartida, o congressista democrata Glenn Ivey rejeitou o termo "ódio" e disse à AFP na sexta-feira: "Entendo por que estão nervosos e tentam apresentar o movimento de forma negativa." "É realmente uma resposta ao que eles estão fazendo: minar o país, destruir o Estado de Direito e enfraquecer nossa democracia", acrescentou. Na quinta-feira, Deirdre Schifeling, diretora política e de defesa da União Americana pelas Liberdades Civis, afirmou que a intenção dos manifestantes era mostrar que "somos um país de iguais". "Somos um país de leis aplicadas a todos, do devido processo e da democracia. Não seremos silenciados", afirmou. Leah Greenberg, cofundadora do Projeto Indivisível, criticou os esforços da administração Trump para enviar a Guarda Nacional às cidades do país, reprimir imigrantes em situação irregular e processar opositores políticos. "É o manual clássico do autoritarismo: ameaçar, difamar e mentir, assustar as pessoas para que desistam". "Não seremos intimidados", disse Greenberg. No protesto em Washington, que reuniu de 8 a 10 mil manifestantes perto do Capitólio, Paulo contou que o momento atual o fazia lembrar de sua infância durante a ditadura militar no Brasil. "Tenho a incrível sensação de 'déjà vu' quanto às medidas que estão sendo tomadas em termos de aplicação da lei, em termos de culto à personalidade", afirmou. Já Isaac Harder, de 16 anos, garantiu que teme pelo futuro de sua geração: "É um caminho fascista. E quero fazer o possível para impedir isso". O ator Robert De Niro, vencedor do Oscar e um conhecido crítico de Trump, convocou os manifestantes a se mobilizarem. "Estamos nos levantando novamente, levantando nossas vozes de forma não violenta para declarar: Sem Reis". ** Com AFP **
- Mulher ganha US$ 100 mil na Powerball com ajuda de ChatGPT
WYANDOTTE - Uma mulher de Wyandotte, no Michigan, escolheu os números do Porwerball busando a inteligência artificial do ChatGPT e, para a sua surpresa, conseguiu ganhar US$ 100 mil. O caso ocorreu em 6 de setembro, mas foi divulgado na última quinta-feira, 16. De acordo com o comunicado oficial da loteria, Tammy Carvey acertou quatro números brancos e a Powerball, sendo eles 11, 23, 44, 61, 62 e 17. “Eu só jogo na Powerball quando o prêmio chega lá em cima e nesse já estava acima de US$1 bilhão, então comprei um bilhete. Pedi ao ChatGPT um conjunto de números da Powerball e esses são os números que joguei no meu bilhete”, conta a americana. Leia mais: Mulher ganha US$ 150 mil em Powerball com ajuda de ChatGPT Ela relata ainda que quando viu que tinha ganhado, achou que tinha levado US$ 50 mil, pois havia pesquisado a quantia no Google. No entanto, a jogada estava valendo o dobro. “Pensei isso até eu entrar na minha conta da Loteria de Michigan e perceber que adicionei o Power Play ao meu bilhete e, na verdade, ganhei US$ 100 mil! Meu marido e eu estávamos em total descrença”, relembra. Carvey planeja quitar sua casa com o prêmio e economizar o restante. ** Com Assessorias **
- Trump concede perdão e anuncia soltura imediata do ex-deputado George Santos
George Santos deveria cumprir pena de sete anos de reclusão (Foto: Arquivo Manchete USA) NOVA YORK - O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 17, que concedeu perdão ao ex-deputado filho de brasileiros George Santos, que cumpria pena desde julho por fraude e falsidade ideológica. Segundo Trump, ele será libertado "imediatamente". Santos cumpria a pena em prisão federal. O político caiu em desgraça após mentir sobre sua história de vida e enganar doadores durante a campanha. Ele admitiu ter cometido fraude eletrônica e roubado a identidade de pelo menos dez pessoas — inclusive familiares — para financiar sua eleição ao Congresso. "George passou longos períodos em confinamento solitário e, segundo todos os relatos, foi terrivelmente maltratado. Portanto, acabo de assinar uma comutação de pena, libertando George Santos da prisão IMEDIATAMENTE. Boa sorte, George, e tenha uma ótima vida!", escreveu o presidente. O republicano de Nova York cumpriu pouco mais de um ano de mandato antes de ser expulso da Câmara, em 2023. Em um acordo judicial, ele aceitou pagar cerca de US$ 580 mil em multas, além de cumprir pena de prisão. Em abril, a Justiça determinou que George Santos deveria se apresentar até 25 de julho para começar a cumprir a pena. Em uma carta enviada ao tribunal antes de receber a sentença, Santos disse estar “profundamente arrependido” dos crimes e chamou de “severa demais” a condenação pedida pelos promotores. Estrela republicana Santos foi eleito em 2022, ao conquistar para o Partido Republicano um distrito rico que abrange partes do Queens e de Long Island, até então um reduto democrata. Logo depois, revelou-se que o então desconhecido político havia mentido sobre grande parte de sua trajetória, apresentando-se como um empresário bem-sucedido que havia trabalhado em prestigiadas empresas de Wall Street e possuía um valioso portfólio imobiliário. Na realidade, Santos enfrentava dificuldades financeiras e até processos de despejo. As revelações levaram a investigações criminais e parlamentares sobre como ele financiou sua campanha. À medida que sua sentença se aproximava, Santos se mostrava reflexivo nas redes sociais, agradecendo tanto aos apoiadores quanto aos críticos. “Aprendi que, não importa se somos de esquerda, direita ou centro, somos todos humanos e, na maioria das vezes, americanos (rsrs), e temos um superpoder que valorizo muito: a compaixão”, escreveu ele, à época. Com agências internacionais
- ICE libera cineasta brasileira presa em entrevista de green card
Casal compartilhou foto nas redes sociais para comemorar liberdade de Bárbara (Foto: Redes Sociais) LOS ANGELES - A cineasta Bárbara Marques está livre após passar um mês sob custódia do ICE e ser colocada na lista de passageiros para um voo de deportados para o Brasil no início de outubro. "Estou muito feliz em dizer que Bárbara está de volta para casa", escreveu o marido de Bárbara, o americano Tucker May em uma postagem nas redes sociais nesta quinta-feira, 16. "Agradecemos a todos que nos ofereceram palavras gentis, nos mantiveram em seus pensamentos ou nos ajudaram com nossas campanhas para garantir que tivéssemos o devido processo legal que todos merecem". A publicação foi compartilhada pela cineasta, sem detalhes sobre como ocorreu a liberação. Bárbara foi presa no dia 16 de setembro logo após uma entrevista com a imigração em Los Angeles, na Califórnia, para obter o green card através do casamento. Contra ela, pesava uma ordem de deportação por faltar a uma Corte em 2019. A família alega que a cineasta desconhecia a carta de remoção e buscava regularizar a documentação imigratória quando foi detida. Bárbara e May se casaram em abril. No início do mês, o ICE afirmou que a cineasta permaneceria sob custódia até ser repatriada. Em nota, a agência federal disse que a brasileira "é uma estrangeira em situação irregular" e que "não possui documentos de imigração válidos que a autorizem a estar ou permanecer legalmente nos Estados Unidos". Leia também: ICE acata ordem judicial e não deporta brasileira A capixaba chegou a ser transferida para a Lousiana, de onde seria deportada para o Brasil. A defesa de Bárbara conseguiu horas antes uma ordem judicial que impediu a extradição no dia 1 de outubro. Carreira Marques dirigiu um curta-metragem, "Cartaxo", lançado em 2020, sobre o dia em que a atriz Marcélia Cartaxo foi homenageada no Los Angeles Brazilian Film Festival do ano anterior. Na ocasião, Cartaxo apresentou o filme "Pacarrete", que venceu o Festival de Cinema de Gramado daquele ano. Ela fez outros curtas, como "Amor", de 2018, sobre o diagnóstico de Alzheimer de seu avô, e "Basement", de 2021, um terror com elenco americano. Natural do Espírito Santo, a capixaba se formou em cinema no Rio de Janeiro, em 2015, e depois estudou atuação na Amda, uma escola de artes cênicas em Los Angeles. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Tribunal de recursos dos EUA rejeita envio da Guarda Nacional para Illinois por ora
A corte ainda considerou provável que tenha havido uma violação do direito constitucional de soberania de Illinois CHICAGO - Um tribunal federal de recursos rejeitou nesta quinta-feira, 16, o pedido do governo Trump para suspender decisão de instância inferior que impede temporariamente o envio de tropas da Guarda Nacional a Illinois durante a análise da apelação. A decisão permite que uma ordem de restrição temporária contra o destacamento, emitida em 9 de outubro pela juíza distrital April Perry, em Chicago, permaneça em vigor. Um painel de três juízes do 7º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, com sede em Chicago, disse que não havia provas de que as autoridades federais estariam sem condições de aplicar as leis de imigração. O presidente Donald Trump invocou seu poder de enviar tropas da Guarda Nacional para Illinois após alegar que funcionários federais haviam enfrentado protestos violentos ao tentar prender pessoas que estão ilegalmente no país. "As prisões e deportações de imigrantes prosseguiram em ritmo acelerado em Illinois no último ano, e o governo tem proclamado o sucesso de seus esforços atuais para fazer cumprir as leis de imigração na área de Chicago", disse o tribunal. A corte ainda considerou provável que tenha havido uma violação do direito constitucional de soberania de Illinois, agravada pelo envio de tropas da Guarda Nacional do Texas ao Estado. O tribunal suspendeu uma parte da ordem de Perry que havia impedido a federalização das tropas da Guarda Nacional de Illinois, permitindo que as tropas permaneçam sob controle federal. Em uma declaração, Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca, disse que o presidente havia exercido sua autoridade legal para proteger autoridades e bens federais. "O presidente Trump não fechará os olhos para a ilegalidade que assola as cidades americanas e esperamos ser defendidos por um tribunal superior", disse Jackson. Os representantes do procurador-geral de Illinois, Kwame Raoul, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários após a decisão. ** Com Reuters **
- Ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA Bolton é acusado de manuseio indevido de informações confidenciais
Bolton afirma inocência diante das acusações (Foto: Arquivo) WASHINGTON - John Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, foi indiciado nesta quinta-feira, 16, sob a acusação de ter manuseado indevidamente informações confidenciais, marcando a terceira vez nas últimas semanas que o Departamento de Justiça garantiu acusações criminais contra um crítico do presidente republicano. O advogado de Bolton não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, mas já havia negado anteriormente que Bolton tivesse cometido irregularidades. O indiciamento, apresentado no tribunal federal de Maryland, imputa a Bolton oito acusações de transmissão de informações de defesa nacional e 10 acusações de retenção de informações de defesa nacional, todas em violação à Lei de Espionagem. Cada acusação é passível de punição de até 10 anos de prisão se Bolton for condenado, mas qualquer sentença seria determinada por um juiz com base em uma série de fatores. Trump, que fez campanha para a Presidência com uma promessa de retaliação depois de enfrentar uma série de problemas legais após o término de seu primeiro mandato na Casa Branca em 2021, dispensou normas de décadas criadas para isolar a aplicação da lei federal de pressões políticas. Nos últimos meses, ele pressionou ativamente o Departamento de Justiça da procuradora-geral Pam Bondi a apresentar acusações contra seus supostos adversários, até mesmo afastando um promotor que ele considerava estar se movendo muito lentamente para fazer isso. Perguntado por repórteres na Casa Branca sobre a acusação de Bolton nesta quinta-feira, Trump disse: "Ele é um cara mau". EMAIL DE BOLTON SUPOSTAMENTE HACKEADO Bolton foi embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas e assessor de Segurança Nacional da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, antes de emergir como um dos críticos mais veementes do presidente. Ele descreveu Trump como desqualificado para ser presidente em um livro de memórias que lançou no ano passado. No indiciamento, os promotores disseram que Bolton compartilhou mais de mil páginas de informações sobre suas atividades diárias como assessor de Segurança Nacional, incluindo informações ultrassecretas, com duas pessoas não autorizadas de abril de 2018 a agosto de 2025. O indiciamento não mencionou os destinatários. O indiciamento diz que as anotações que Bolton compartilhou com as duas pessoas incluíam informações que ele obteve em reuniões com altos funcionários do governo, discussões com líderes estrangeiros e briefings de inteligência. Os promotores disseram que um "ator cibernético" ligado ao governo iraniano invadiu o email pessoal de Bolton depois que ele deixou o serviço governamental e acessou informações confidenciais. Um representante de Bolton informou ao governo sobre a invasão, mas não informou que ele havia armazenado informações confidenciais na conta de email, de acordo com o indiciamento. O próprio Trump já foi indiciado por violações da Lei de Espionagem por supostamente transportar registros confidenciais para sua casa na Flórida depois de deixar a Casa Branca em 2021 e recusar repetidos pedidos do governo para devolvê-los. Trump se declarou inocente e o caso foi arquivado depois que ele ganhou a reeleição em novembro de 2024. ** Com Reuters **
- Governo americano diz que conversa com Brasil foi muito positiva e combina cronograma de trabalho
Mauro Vieira e Marco Rubio em reunião na Casa Branca nesta quinta-feira (Foto: Divulgação/ Embaixada do Brasil) WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos classificou como "muito positivas" as conversas entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e sua contraparte americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, nesta quinta-feira, 16. O posicionamento consta em uma declaração conjunta entre os integrantes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, divulgada no início da noite. No comunicado, o representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer, Rubio e Vieira afirmam que houve "conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento". "O embaixador Greer, o secretário Rubio e o ministro Mauro Vieira concordaram em colaborar e conduzir discussões em múltiplas frentes num futuro próximo, estabelecendo um caminho de trabalho conjunto", diz a declaração. "Ambas as partes também concordaram em trabalhar juntas para agendar uma reunião entre o presidente Trump e o presidente Lula na primeira oportunidade possível", continua. A divulgação de uma manifestação conjunta, assinada pelos dois governos, não é um padrão do Departamento de Estado, indicando uma sintonia entre as partes sobre o teor do encontro. O comunicado não atrela as sobretaxas a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e à condenação de Jair Bolsonaro (PL), como já fizeram Rubio e Greer anteriormente ao tratar do tema. Para integrantes do governo brasileiro, isso é mais um sinal de que há uma orientação para que se avance em acordos comerciais, a despeito de questões políticas. Após o encontro, em pronunciamento a jornalistas, Vieira afirmou que este é um "início auspicioso de processo negociador" com os Estados Unidos. O ministro também disse que pediu o fim de sanções aplicadas pelos EUA, como suspensão de vistos e punições financeiras a autoridades. Este foi o primeiro encontro presencial entre representantes de alto escalão dos dois governos desde que Lula e Trump tiveram uma rápida interação durante a Assembleia Geral da ONU. Depois, ambos os presidentes conversaram por telefone. Trump reafirmou publicamente ter tido uma "química" com Lula. Apesar da declaração oficial, interlocutores do governo americano ligados ao Departamento de Estado minimizaram o aspecto positivo da reunião e disseram que, para o secretário de Estado, a parte política ainda importa. A maior parte das sanções a autoridades brasileiras, como a suspensão de vistos, partiu do Departamento de Estado, que tem uma ala considerada mais ideológica e ligada ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o empresário Paulo Figueiredo. Os sinais públicos dados pelos auxiliares de Trump nesta quinta, porém, sinalizam uma perda de espaço dessa ala. ** Com Agência Folha **
- ICE libera goiano a tempo de acompanhar nascimento do filho
Mulher e amigos se mobilizaram para soltar Guilherme a tempo de ver a filha nascer (Foto: Instagram) LOS ANGELES - O goiano Guilherme Lemes Cardoso e Silva, 34 anos, comemorou essa semana nas redes sociais a oportunidade de estar na Califórnia o lado da mulher, a americana Rachel Leidig, na hora do nascimento da filha após passar mais de 60 dias preso sob custódia do ICE. Em uma postagem de Rachel no Instagram, há fotos dela e Guilherme segurando a bebê, assim como uma imagem do documento que comprova o arquivamento do caso contra o brasileiro. Leia também: Brasileiro em processo de green card é preso pelo ICE em Washington Isidore Seay Leidig-Lemesnasceu em 10 de outubro às 20h02, com 3,58 kg e 48 cm. "Veio ao mundo com ambos os pais ao seu lado, cercada de família, muito amor e gratidão por podermos estar todos juntos. Um dia antes do aniversário do papai, em 11 de outubro, e é a cara do pai", escreveu a mãe na segunda-feira, 13. Ela acrescentou que o casal ainda está no meio do processo de imigração e que há insegurança diante do momento político que os Estados Unidos atravessam. Contudo, também fez questão de exaltar o fato de estarem juntos novamente. "Amamos todos vocês e somos imensamente gratos por todo o amor e apoio que têm dado à nossa família e aos nossos corações." Guilherme, que havia sido preso por uma suposta irregularidade em seu status imigratório, foi libertado sob fiança em 12 de setembro. A decisão partiu de um juiz do estado de Washington, onde ele estava detido, após a promotoria arquivar o processo criminal e retirar todas as acusações, segundo seus advogados. No dia 11 de julho, o carro do ilustrador foi interceptado por dezenas de agentes federais quando ele estava a caminho da escola para buscar a filha de 4 anos, fruto do primeiro casamento, em San Juan Island. Guilherme foi preso mesmo estando em processo ativo para a obtenção da residência permanente. Na época Rachel estava grávida de 7 meses começou uma campanha para chamar a atenção para a imprensa americana para o drama ilustrador. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Tesouro corrige secretário e diz que paralisação pode custar US$ 15 bi por semana à economia dos EUA
As estimativas são de que essa paralisação deve ser a mais longa da história dos EUA WASHINGTON - A paralisação do governo federal, que já dura duas semanas, pode custar à economia dos Estados Unidos até US$ 15 bilhões por semana em produção perdida, disse um funcionário do Tesouro na noite de quarta-feira, 15, corrigindo uma declaração anterior do Secretário do Tesouro Scott Bessent, que havia estimado o custo em até US$ 15 bilhões por dia. Bessent usou a estimativa incorreta em duas aparições separadas mais cedo na quarta-feira, enquanto instava os democratas a “serem heróis” e se unirem aos republicanos para encerrá-la. Giro do Mercado: Inscreva-se gratuitamente para receber lembretes e conferir o programa em primeira mão Um funcionário do Tesouro disse que a estimativa de custo foi baseada em um relatório do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Bessent disse em uma coletiva de imprensa que a paralisação estava começando a “atingir o músculo” da economia dos EUA. A onda de investimentos na economia dos EUA, incluindo em inteligência artificial, é sustentável e está apenas começando, mas a paralisação do governo federal é cada vez mais um obstáculo, disse Bessent. “Existe uma demanda reprimida, mas o presidente (Donald) Trump desencadeou esse boom com suas políticas”, disse Bessent em um evento da CNBC realizado paralelamente às reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington. “A única coisa nos desacelerando aqui é essa paralisação do governo”, disse Bessent. Ele afirmou que os incentivos na lei tributária republicana e as tarifas de Trump manteriam o boom de investimentos e alimentariam o crescimento contínuo. “Acho que podemos estar em um período como o final dos anos 1800, quando surgiram as ferrovias, como nos anos 1990, quando tivemos a internet e o boom da tecnologia de escritório”, disse Bessent. Bessent também disse que o déficit dos EUA para o ano fiscal de 2025, encerrado em 30 de setembro, foi menor que o déficit de US$ 1,833 trilhão registrado no ano fiscal anterior. Ele não forneceu um valor, mas disse que a relação déficit/PIB poderia cair para a faixa de 3% nos próximos anos. O Departamento do Tesouro ainda não divulgou o número anual do déficit. O Escritório de Orçamento do Congresso estimou na semana passada que o déficit fiscal de 2025 caiu apenas ligeiramente, para US$ 1,817 trilhão, apesar de um aumento de US$ 118 bilhões na receita alfandegária resultante das tarifas de Trump. “O déficit em relação ao PIB, que é o número importante, agora tem um cinco na frente”, disse Bessent no evento da CNBC. Questionado se gostaria de ver um três no início da relação déficit/PIB, Bessent respondeu: “Sim, ainda é possível”. Ele acrescentou que a relação cairia se os EUA conseguissem “crescer mais, gastar menos e conter os gastos”. ** Com Reuters **
- Manifestação em Everett pede ao ICE para soltar brasileiro de 13 anos
Manifestantes pendem o retorno de brasileiro para Massachusetts (Foto: Divulgação) EVERETT - Centenas de pessoas se reuniram na terça-feira, 13, em frente à prefeitura de Everett para pedir ao ICE a soltura de Arthur, jovem brasileiro de 13 anos, detido na semana passada pela polícia local e transferido menos de 24 horas depois para um centro de dentenção juvenil na Virgínia, já sob a custódia do Serviço de Imigração. O movimento popular foi capitaneado pelas organizações LUCE Immigration and Justice Network of Massachusetts e La Comunidad pouco antes de uma sessão da Câmara de Vereadores que passou recentemente uma resolução para que os policiais não acionem os agentes do ICE em caso de crimes avaliados como de menor gravidade. Para a vereadora Alcy Jabouin "todos deveriam estar preocupados". "Como pais, professores e avós devemos estar furiosos", opinou. Parte dos manifestantes, incluindo professores do município, participou da reunião pública da Câmara, para pedir transparência sobre o caso. O senador estadual Sal DiDomenico, democrata representante dos condados de Middlesex e Suffolk, pediu aos agentes federais para deixarem Everett. "Tragam essa criança de volta e fiquem longe da nossa comunidade", disse. Na terça-feira, 14, em entrevista coletiva, o prefeito Carlo DeMaria revelou que Arthur foi preso após os policiais responderam a uma denúncia de ameaça contra outro menor e encontrarem uma faca em posse do brasileiro. Já o chefe de polícia, Paul Strong, negou que o garoto carregava uma arma de fogo assim como não mencionou prisões anteriores. O pronunciamento das autoridades de Everett desmente uma postagem no X realizada pela secretária assistente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês), Tricia McLaughling, de que o adolescente é uma ameaça à segurança pública com uma "extensa ficha criminal, incluindo agressão violenta com arma perigosa, agressão física, arrombamento, invasão e destruição de propriedade". "Ele possuía uma arma de fogo e uma faca quando foi preso", destacou a secretária sem apresentar provas. DeMaria observou que só pôde revelar informações sobre o caso do menor porque o DHS publicou sobre o assunto. PARCERIA COM O ICE O prefeito afirma que a polícia de Everett não acionou o ICE, mas os agentes têm acesso aos dados dos detidos a partir das impressões digitais colocadas no sistema. Strong confirmou que o ICE já buscou outras pressoas em circunstâncias semelhantes, mas é o primeiro caso envolvendo um menor. A rapidez da ação, entretanto, chama a atenção. O prefeito e o delegado não souberam definir porque a mãe de Arthur, Josiele Berto, só foi avisada que o filho estava sob custódia do ICE após o menino deixar a delegacia. Ela foi chamada para buscar o filho, fator que coloca em xeque a gravidade das acusações uma vez que o adolescente seria liberado - mas esperou no local por mais de uma hora e meia até ser notificada que os agentes federais haviam levado o estudante da Albert N. Parlin School. APOIO Uma campanha na internet já arrecadou mais de US$ 26 mil para garantir a defesa de Arthur. A americana Kate O'Day compartilhou o apelo em sua rede social para que o menino volte para casa. Outras mães ecoam a indignação de Kate. "Meu filho joga futebol com essa criança, ele não é um monstro", escreveu Kim Gardner. Já Michele Hebert descreveu Arthur como "pura luz" e disse não acreditar que ele foi parar em um lugar como aquele. DIREITO À FIANÇA No dia seguinte à prisão de Arthur, o juiz Richard Stearns, da Corte Federal de Boston, ordenou que o DHS justificasse até nesta terça-feira, 14, a prisão do menor. Caso contrário, o menino deve comparecer diante de um tribunal de imigração para uma audiência de fiança. Na decisão, o juiz menciona que a prisão do brasileiro é a mais recente de uma série de detenções de adolescentes na área. A defesa de Arthur foi notificada pela Escritório da Promotoria dos EUA no início da manhã de sexta-feira que o menino havia sido transferido da sede do ICE em Burlington para o Northwestern Regional Juvenile Detention Center, em Winchester, na Virgínia, a cerca de 800 km de casa. O advogado Andrew Lattarulo disse que o jovem está em processo de asilo com a família e, por isso, tem os documentos necessários para estar provisoriamente no país. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump considera tirar partidas da Copa do Mundo de Boston e disputa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles
Trump afirma que Infantino concordaria em transferir a sede de Boston se ele pedir (Foto: Arquivo) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 14, que tentará tirar os jogos da Copa do Mundo de 2026 de Boston e a disputa da Olimpíada de 2028 de Los Angeles se achar que as cidades não estão devidamente preparadas ou se as condições forem inseguras. Trump afirmou que ligaria para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pediria que ele transferisse esses jogos se as políticas da cidade comandada pela prefeita democrata Michelle Wu estiverem criando problemas de segurança. Ele estava respondendo a uma pergunta que fazia referência a uma recente onda de ocupações de ruas no estado de Massachusetts, onde multidões ou grupos de veículos bloquearam estradas e criaram distúrbios. "Eu amo o povo de Boston. Sei que os ingressos para os jogos estão esgotados, mas sua prefeita não é boa", disse Trump durante um almoço bilateral com o presidente argentino Javier Milei. "Acho que ela está prejudicando Boston. A resposta é sim: se alguém estiver fazendo um trabalho ruim e se eu achar que há condições inseguras, eu ligaria para Gianni, o chefe da Fifa, que é fenomenal, e diria: 'vamos mudar para outro local'", acrescentou. Trump convidou o chefe da Fifa para a assinatura do acordo para interromper a guerra em Gaza esta semana e já recebeu Infantino na Casa Branca diversas vezes. Um representante de Wu não comentou imediatamente as declarações do presidente americano. O republicano disse que faria um pedido semelhante para transferir os Jogos Olímpicos, se necessário, criticando a forma como o governador da Califórnia, Gavin Newsom, lidou com os incêndios em Los Angeles no início do ano. Los Angeles está se preparando para sediar cerca de 800 eventos relacionados à Olimpíada. "Se eu achasse que Los Angeles não estaria preparada adequadamente, eu a transferiria para outro local", disse Trump. "Gavin Newsom, ele precisa se recompor." A Copa do Mundo deve gerar um ganho econômico único, sendo o evento esportivo com maior público em solo americano. Os jogos em Boston devem gerar um impulso estimado em US$ 1 bilhão para a economia da região, de acordo com autoridades do turismo. A prefeita Wu frequentemente descreve a capital de Massachusetts como uma das grandes cidades mais seguras dos EUA, citando uma taxa de homicídios recorde no ano passado. Em uma audiência no Congresso em março, a democrata disse que a abordagem de Boston em relação à imigração protege contra a aplicação injusta da lei e ajuda a reduzir os índices de criminalidade, construindo confiança entre a comunidade e as autoridades policiais. Tanto Wu quanto a governadora de Massachusetts, Maura Healey, denunciaram as recentes ocupações de ruas. Este mês, dois adolescentes foram presos após um incidente em Boston, que, segundo o departamento de polícia, resultou em uma viatura sendo atingida por fogos de artifício. Healey afirmou que há "tolerância zero" para tal conduta no Estado. ** Com Bloomberg **
- Brasileiro e outras 5 pessoas perdem visto dos EUA por comentários sobre morte de Charlie Kirk
O brasileiro teria publicado que Kirk "foi o motivo de um comício nazista onde marcharam em sua homenagem" e "morreu tarde demais" WASHINGTON - O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 14, ter revogado os vistos de seis pessoas que criticaram o influenciador trumpista Charlie Kirk, morto por um atirador em um evento universitário em Utah no mês passado. O anúncio ocorreu no momento em que o presidente americano, Donald Trump, concedia postumamente ao ativista, que completaria 32 anos nesta terça, a medalha presidencial da liberdade, a mais alta honraria civil outorgada pelo governo americano. "Os Estados Unidos não têm obrigação de hospedar estrangeiros que desejam a morte de americanos", disse o departamento na rede social X, antes de publicar o que os alvos da ação —identificados como cidadãos de África do Sul, Argentina, México, Brasil, Alemanha e Paraguai— teriam publicado. O brasileiro teria publicado que "Charlie Kirk foi o motivo de um comício nazista onde marcharam em sua homenagem" e que Kirk "morreu tarde demais". "Visto revogado", escreveu a diplomacia americana no X. Já o cidadão argentino teria acusado Kirk de "espalhar retórica racista, xenofóbica e misógina" e afirmado que "ele merece" estar no inferno. Outra pessoa, de acordo com o departamento, escreveu em alemão: "Quando fascistas morrem, democratas não reclamam". O sul-africano, por sua vez, teria afirmado que as pessoas estavam magoadas, em suas palavras, porque um protesto racista havia terminado "em tentativa de martírio" e que Kirk havia sido usado para inflar um "movimento de lixo branco nacionalista". O mexicano disse, ainda segundo o órgão, que Kirk "morreu sendo racista, morreu sendo misógino" e que "há pessoas que merecem morrer". O paraguaio, por fim, teria dito que Charlie Kirk "morreu segundo suas próprias regras". O departamento, que já havia afirmado que os EUA tomariam medidas contra estrangeiros que "elogiassem, racionalizassem ou minimizassem" a morte de Kirk, acrescentou que continua identificando portadores de visto que, segundo o órgão, celebraram o assassinato do ativista. O influenciador fundou a organização Turning Point USA, que se tornou a mais influente entidade política de direita entre a juventude dos EUA dos últimos anos. Sua morte causou forte comoção no país e motivou o governo Trump a escalar sua retórica contra "inimigos internos" e estrangeiros que fizeram pouco caso do assassinato. Desde quando assumiu o seu segundo mandato, em janeiro, o governo Trump tem realizado uma ampla repressão à imigração, o que inclui uma verificação intensa das redes sociais de estrangeiros e a revogação de milhares de vistos estudantis. O presidente disse na cerimônia de entrega da medalha nesta terça que Kirk "foi assassinado no auge de sua vida por ousar falar a verdade, viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte". Também estavam presentes no evento a viúva de Kirk, Erika, que é a nova presidente da Turning Point USA, e o líder argentino, Javier Milei, que está em Washington para uma reunião bilateral com Trump. ** Com Reuters **
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