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  • Lula diz que Trump dá presente de aniversário a Moraes ao revogar Magnitsky: ‘Vitória da democracia’

    BRASÍLIA/WASHINGTON - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 12, que o presidente norte-americano Donald Trump deu um presente de aniversário a Alexandre de Moraes ao revogar a Lei Magnitsky. Segundo Lula, (a vitória de Moraes) “é a vitória da democracia brasileira”. “Alexandre de Moraes faz 35 (anos) neste sábado. E o Trump deu de presente para ele o reconhecimento de que não era justo um presidente de um outro País punir um ministro de uma Suprema Corte brasileira porque estava cumprindo a Constituição brasileira”, disse o presidente durante a inauguração do  SBT News em São Paulo. Segundo Lula, na conversa que ele teve com Trump na semana passada, o norte-americano perguntou sobre o assunto. “‘É bom para você?’ Eu falei: ‘Não é bom para mim, é bom para o Brasil e é bom para a democracia brasileira. Aqui você não está tratando de amigo para amigo. Você está tratando de nação para nação. E a Suprema Corte para nós é uma coisa muito importante, Trump’”, disse. Lula afirmou, porém, que “ainda falta mais pessoas porque não é possível admitir que um presidente de um país possa punir, com as leis dele, autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. portanto”. No mesmo evento, Moraes agradeceu o empenho do presidente nas negociações para a retirada da sanção e afirmou que sempre acreditou que o episódio seria revertido, classificando o recuo como uma vitória institucional do País. “Eu acreditava que a verdade prevaleceria”. Moraes foi sancionado pelo governo Trump no dia 30 de julho deste ano em um contexto de pressão das autoridades americanas para que ele recuasse no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado. A lei Magnitsky impõe sanções financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. O dispositivo legal à disposição do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos nunca havia sido utilizado contra membros do Poder Judiciário. O governo americano ainda não publicou a justificativa para ter retirado o ministro e a sua esposa da lista de sancionados. Em julho, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos afirmou que “o objetivo final das sanções não é punir, mas promover uma mudança positiva de comportamento”. A gestão Trump puniu Moraes por considerar que ele promovia uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus apoiadores, conforme declarou o próprio presidente dos Estados Unidos. DERROTA DE EDUARDO A aplicação da Lei Magnitsky pelo governo Trump foi fruto de intensa pressão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos em fevereiro deste ano com o objetivo de convencer as autoridades americanas de que o julgamento do seu pai era fruto de perseguição política. O lobby de Eduardo junto à administração Trump contou com o apoio do influenciador Paulo Figueiredo. O rol de punições a Moraes incluía o bloqueio de bens em seu nome ou que sejam seus, mas que, eventualmente, estivessem sob posse de norte-americanos. Além disso, quaisquer empresas ou entidades ligadas ao ministro ficaram proibidas de operar no país. A aplicação da Lei Magnitsky também implicava em sanções a instituições financeiras e outras pessoas que “se envolverem em determinadas transações ou atividades” com o ministro. Empresas como bancos e operadoras de cartões de crédito foram proibidas de realizarem qualquer operação que envolvesse Moraes, sob pena de receberem multas milionárias e outras sanções. Com informações da Agência Estado

  • Brasileiro símbolo da luta contra o ICE é o 'bostoniano do ano'

    BOSTON - O brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, notabilizado pela mobilização popular após ser preso pelo ICE em junho a caminho de um treino de vôlei na Milford High School, está entre os Bostonianos do Ano, uma homenagem do jornal The Boston Globe aos residentes que fizeram a diferença em 2025. A publicação destaca que o jovem fez uma promessa ao ser liberado da custódia do ICE no meio do ano: ser a voz de todos os imigrantes que são detidos injustamente. "Da noite para o dia, Gomes se tornou uma espécie de jovem guerreiro entre as comunidades imigrantes. Onde quer que fosse, desde a lanchonete Dairy Queen perto de casa até uma barbearia, era reconhecido por pessoas que o agradeciam por sua coragem em se manifestar contra o ICE", ressalta o jornal. Leia também: Juiz libera jovem de 18 anos preso pelo ICE em Milford "Antes da prisão, Gomes queria ser encanador, como um de seus tios. Agora, está determinado a cursar faculdade e considera escolher uma carreira entre o direito, a política ou os negócios. Enquanto isso, ele abraça seu papel como ativista", escreve a jornalista Marcela Rodrigues. As pessoas não devem ter medo de ser “detidas pelo ICE algum dia sem motivo algum”, disse ele a uma multidão durante um comício em novembro na Assembleia Legislativa de Massachusetts. “Muitos estudantes estão com tanto medo... eles não sabem o que vai acontecer com suas famílias ou o que pode acontecer no futuro", reproduz o texto. Além de Marcelo, o The Boston Globe homenageia esse ano os bombeiros que combateram o incêndio em uma casa de repouso de Fall River que abrigava 69 pessoas. A 826 Boston foi reconhecida por manter o compromisso de tranformar estudantes em escritores mesmo diante do corte de US$ 250 mil em fundos federais. As vítimas de abuso sexual do médico Derrick Todd, Hospital Brigham and Women’s de Boston, também foram lembradas. Já os presidentes da Universidade Harvard, Alan Garber, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Sally Kornbluth, foram homenageados por resistirem à pressão da administração Donald Trump para se ajustarem às ideologias do governo federal. O Skating Club de Boston foi exaltado pela coragem de continuar após perder parte da sua equipe em um acidente aéreo no início do ano. O clube lançou a campanha Always Champions para criar bolsas de estudo e homenagens em memória das vítimas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Justiça liberta imigrante deportado por engano para El Salvador

    Kilmar Abrego Garcia ao ser preso novamente após passar dois dias em liberdade com a família FILADÉLFIA - Kilmar Abrego Garcia, o imigrante que o governo de Donald Trump deportou por engano, deixou o centro de detenção em que estava na Pensilvânia na tarde desta quinta-feira, 11, após uma decisão judicial. A juíza federal Paula Xinis, de Maryland, onde reside o salvadorenho com a mulher e os três filhos americanos, ordenou que o salvadorenho fosse solto "imediatamente" sob o argumento que ele estava preso "sem justificativa legal". A subsecretária do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, acusando a magistrada de "ativismo judicial". "Esta decisão não tem nenhuma base jurídica e continuaremos lutando com unhas e dentes nos tribunais", escreveu na rede social X. O caso de Abrego García, a quem a administração Trump tentou expulsar para diferentes países africanos, tornou-se um símbolo para aqueles que se opõem à política de deportações em massa de imigrantes sem o devido processo legal. Em março, ele foi deportado para El Salvador por engano, junto com outros 200 imigrantes, e só foi devolvido aos EUA após meses de batalha judicial. Na época, o Departamento de Justiça admitiu que o salvadorenho havia sido deportado devido a um "equívoco administrativo". Relembre o caso Abrego Garica, que chegou aos EUA ilegalmente aos 16 anos em 2012, foi deportado para El Salvador por engano pelo governo Trump em março, apesar de uma decisão judicial de imigração de 2019 determinar que ele não fosse enviado para seu país natal devido ao risco de perseguição por gangues. O homem foi trazido de volta em junho após decisões judiciais que contrariaram a vontade do presidente de o mantê-lo na megaprisão de Bukele conhecida por condições severas, onde o imigrante afirma ter sido torturado. Leia também: Juíza proíbe deportação de Kilmar horas depois de nova prisão pelo ICE Ao voltar para os EUA, Abrego Garcia foi mantido preso em uma prisão no Tennessee, e libertado sob custódia em agosto. Ele passou dois dias com a família em Maryland e foi preso novamente após uma entrevista de custódia, procedimento comum para imigrantes em liberdade provisória. Segundo seus advogados, autoridades do governo Trump ofereceram deportá-lo para a Costa Rica, que fica na América Central e tem espanhol como língua oficial, assim como seu país natal El Salvador, caso ele aceitasse se declarar culpado de acusações de transporte de imigrantes vivendo ilegalmente nos EUA. No entanto, Abrego Garcia se declarou inocente e seus advogados passaram a negociar um acordo com o governo Trump para evitar a deportação para a Uganda. A defesa de Abrego Garcia também pede ao juiz federal Waverly Crenshaw, de Nashville, responsável pelo caso criminal, que rejeite as acusações, sob o argumento de que o imigrante está “perseguido e processado de forma seletiva” pelo governo Trump em retaliação por contestar sua deportação anterior. **Com Agências **

  • EUA ameaçam separar famílias para cumprir meta de deportação de Trump

    Os Vargas cederam à pressão do ICE por medo de serem separados da filha de seis anos WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos está usando a família dos imigrantes para forçar a autodeportação. É o que mostra o email de uma autoridade de imigração para Kelly e Yerson Vargas em que oferece a deportação para sua terra natal, a Colômbia, ou correr o risco de serem acusados de um crime e separados de sua filha de 6 anos, Maria Paola. Os Vargas, presos em um centro de detenção no Texas, já haviam recebido uma ordem de deportação e foram pressionados a embarcar em voos para a Colômbia. Eles resistiram porque enviaram pedidos de visto como vítimas de tráfico humano, dizendo que enfrentaram trabalho forçado e ameaças de morte de membros do cartel no México enquanto transitavam para os EUA. No email de 31 de outubro, a autoridade de imigração ameaçou processá-los por não cumprirem a ordem de deportação, um estatuto raramente utilizado que pode levar a dez anos de prisão. O caso ilustra como a vasta repressão à imigração do presidente Donald Trump está cada vez mais se apoiando em ameaças de separar famílias e outras táticas agressivas para pressionar as pessoas a aceitarem a deportação - mesmo que tenham apresentado reivindicações legais que, em administrações anteriores, teriam permitido que permanecessem no país, de acordo com imigrantes, advogados, funcionários atuais e antigos e registros judiciais. Essas táticas incluem ameaças de sentenças de prisão por resistir a uma ordem de deportação ou cruzar a fronteira ilegalmente - crimes que anteriormente raramente eram processados e levariam à separação dos filhos -- bem como detenção prolongada sem oportunidade de buscar a libertação e deportação para países terceiros distantes. O czar de fronteira da Casa Branca, Tom Homan, defendeu a abordagem do governo Trump. "Estamos usando todas as ferramentas disponíveis", disse ele em uma entrevista à Reuters. "Tudo o que estamos fazendo é legal." PRESOS E PRESSIONADOS Os Vargas optaram por abandonar seus pedidos de visto e embarcar em um voo de deportação em novembro, em vez de correr o risco de serem separados, com Maria Paola colocada em um sistema federal de abrigo para crianças imigrantes desacompanhadas. "Eu tinha medo de que eles me colocassem na cadeia e cumprissem todas as ameaças que fizeram", disse Kelly Vargas. A porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), Tricia McLaughlin, disse que a família recebeu uma ordem de deportação em 2024, teve uma apelação negada e recebeu o devido processo legal. Ela não comentou sobre o pedido de visto para vítimas de tráfico humano. Quando questionada sobre o caso de Vargas e de outra família ameaçada com acusações federais e separação, McLaughlin disse que os agentes do ICE não "ameaçam" as pessoas e informaram adequadamente que elas poderiam enfrentar acusações federais. "Esses estrangeiros ilegais infringiram a lei e foram avisados de que enfrentariam as consequências de seus crimes", declarou ela. Os ativistas de imigração e outros críticos dizem que os Vargas e outros com reivindicações potencialmente legítimas para permanecer nos EUA estão sendo pegos no que equivale a um jogo de números. O governo Trump disse que pretende deportar 1 milhão de pessoas por ano, mas é provável que não atinja essa meta, dadas as tendências atuais. O DHS informou na quarta-feira que o governo Trump havia deportado mais de 605 mil pessoas desde que Trump assumiu o cargo, o que o coloca em um ritmo de menos de 700 mil deportações até o final do ano. ** Com Reuters **

  • Veterano de guerra deportado confronta secretária de Segurança Interna em sabatina no Congresso

    Park apareceu em uma chamada de Zoom enquanto a secretária Kristi Noem era sabatinada WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, foi confrontada por um veterano de guerra durante uma sabatina no Comitê da Câmara sobre Segurança Interna nesta quinta-feira, 11, ao negar que seu departamento deporte ex-soldados. “Não deportamos cidadãos norte-americanos ou veteranos militares”, respondeu Noem ao ser questionada pelo deputado democrata, Seth Magaziner, de Rhode Island. Nesse momento, o parlamentar chamou o ex-residente de Honolulu, Havaí, Sae Joon Park, deportado em junho, através de uma chamada de Zoom por um Tablet. “Ele é um veterano de guerra, um ganhador do Purple Heart. Ele se sacrificou muito por este país”, disse Magaziner. “No início deste ano, você o deportou para a Coreia, um país onde ele não mora desde os 7 anos de idade.” Park foi forçado a se autodeportar sob a ameça de ser preso por delitos antigos envolvendo drogas. Ele deixou uma mãe com demência em estágio inicial e seus filhos. Noem disse que o DHS irá rever o caso de Parker, mas não garantiu a reavaliação de outras deportações Noem concordou com o parlamentar que o Departamento de Segurança Interna (DHS) deveria rever o caso de Park A secretária adjunta do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou posteriormente que Magaziner não mencionou que o coreano tinha antecedentes criminais, embora o congressista tenha abordado o assunto em seu discurso. "Em 2010, um juiz de imigração emitiu uma ordem de deportação contra ele. O recurso de Park ao Conselho de Apelações de Imigração naquele mesmo mês foi rejeitado pelo Conselho em abril de 2011", disse McLaughlin em comunicado. "Sem base legal para permanecer nos EUA e com uma ordem final de deportação, Park foi autorizado a se autodeportar para a Coreia." Durante a sabatina, Magaziner também apresentou o veterano militar Jim Brown, do Missouri. A esposa de Brown — natural da Irlanda — viveu nos EUA por 48 anos até ser detida e entrar em processo de deportação. Segundo Magaziner, seu único registro criminal foi a emissão de dois cheques sem fundo, totalizando US$ 80, há alguns anos. Um levantamento extra-oficial mostra que o governo Trump deportou mais de 10 mil veteranos desde janeiro. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Juíza proíbe deportação de Kilmar horas depois de nova prisão pelo ICE

    Kilmar ao se despedir da mulher antes de voltar para a custódia do ICE na manhã dessa segunda-feira BALTIMORE - Kilmar Abrego Garcia, que foi deportado por engano pelo governo Trump para El Salvador no primeiro semestre e trazido de volta para os Estados Unidos em junho, foi detido novamente por agentes de imigração nesta segunda-feira, 25, dois dias depois de ser solto pela Justiça criminal sob o risco de ser enviado para um país africano. Uma liminar, porém, bloqueia a expulsão imediata do salvadorenho de 30 anos. A intenção do governo americano era deportar Kilmar mais uma vez, o destino seria Uganda. Mas horas depois do homem voltar para a custódia do ICE, a juíza Paula Xinis proibiu que ele deixe o país até a realização de uma audiência para determinar se ele pode contestar a deportação para um país terceiro. Kilmar se transformou em um símbolo das rigorosas políticas anti-imigração do segundo mandato de Donald Trump. Sua deportação ganhou repercussão mundial e representou uma batalha entre a Casa Branca e a Justiça americana. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou hoje que o ICE "está conduzindo o processo para a deportação" de Kilmar e fez uma série de acusações contra ele. Leia também: Justiça dos EUA determina fiança para migrante deportado Abrego "O presidente Trump não vai permitir que este imigrante ilegal, membro da gangue MS-13, traficante de pessoas, agressor doméstico em série e predador de crianças continue a aterrorizar os cidadãos americanos", afirmou Noem. Apesar de acusações, a Justiça dos EUA não encontrou provas críveis ligando Kilmar à gangue venezuelana. Kilmar foi deportado para El Salvador por engano pelo governo Trump em março, e trazido de volta em junho após decisões judiciais que contrariaram a vontade do presidente de o manter lá. Ele ficou mantido em uma megaprisão de Bukele conhecida por condições severas, onde ele disse ter sido torturado. Ao voltar para os EUA, Kilmar foi mantido preso em uma prisão no Tennessee, e libertado sob custódia na sexta-feira. Ele passou dois dias com a família em Maryland e se entregou no escritório do ICE, por volta das 7h30 desta segunda-feira, segundo seu advogado. Ele tinha uma entrevista de custódia marcada para as 9h, procedimento comum para imigrantes em liberdade provisória. Cercado por apoiadores que gritavam “Sim, é possível” em espanhol em sinal de resistência, Kilmar e sua esposa se abraçaram no saguão do prédio antes de passar pelo controle de segurança. “Quando fui preso, eu sempre me lembrava dos momentos lindos com minha família, momentos de ir ao parque, de brincar no pula-pula com meus filhos. Esses momentos vão continuar me dando esperança para seguir nessa luta. Não perderemos a fé. A todas as famílias que foram separadas ou que já foram ameaçadas com separação familiar, este governo nos atingiu com força. Mas quero dizer uma coisa a vocês: nunca percam a esperança", afirmou Kilmar antes de ser preso novamente. Segundo seus advogados, autoridades do governo Trump ofereceram deportá-lo para a Costa Rica, que fica na América Central e tem espanhol como língua oficial, assim como seu país natal El Salvador, caso ele aceitasse se declarar culpado de acusações de transporte de imigrantes vivendo ilegalmente nos EUA. No entanto, Kilmar se declarou inocente e seus advogados buscam negociar um acordo com o governo Trump para evitar a deportação para a Uganda. Sem isso, ele poderia ser enviado o país africano, considerado “muito mais perigoso”, segundo documentos judiciais apresentados no sábado. Em tempo: O governo da Uganda disse na semana passada ter chegado a um acordo com os EUA para receber imigrantes ilegais que Trump queira deportar. A defesa de Kilmar Garcia também pede ao juiz federal Waverly Crenshaw, de Nashville, responsável pelo caso criminal, que rejeite as acusações, sob o argumento de que o imigrante está “perseguido e processado de forma seletiva” pelo governo Trump em retaliação por contestar sua deportação anterior. O salvadorenho havia sido deportado para El Salvador pelo governo Trump apesar de uma decisão judicial de imigração de 2019 determinar que ele não fosse enviado para seu país natal devido ao risco de perseguição por gangues. Ele foi trazido de volta aos EUA em junho para responder a acusações criminais. Seu caso ganhou destaque porque, durante meses, o governo Trump não tomou medidas aparentes para trazê-lo de volta, apesar do reconhecimento de uma autoridade de que sua deportação havia sido um “erro administrativo” e de uma ordem judicial federal determinando seu retorno. No mês passado, Crenshaw confirmou a decisão da juíza Barbara Holmes de libertar Kilmar da prisão preventiva, considerando que ele não representava perigo à comunidade nem risco de fuga. ** Com Agências **

  • Protestos contra o ICE substituem presépios convencionais nos EUA

    Igreja próxima a Chicago compara perseguição à Família Sagrada à caça aos imigrantes nos EUA DEDHAM - Uma igreja católica de Massachusetts irritou o ICE ao usar o presépio para fazer um protesto contra a agência federal, mas o movimento também acontece em outros templos nos Estados Unidos. Em Illinois, a congregação batista de Evanston colocou o recém-nascido Menino Jesus algemado e coberto com papel-alumínio, como nos centros de detenção migratória, enquanto Maria e José usam máscaras contra gás lacrimogêneo e logo atrás aparecem os soldados do rei Herodes mascarados em referência aos agentes do ICE. "Se Jesus tivesse nascido nos Estados Unidos agora, como seria sua manjedoura?", questionaram líderes da igreja na cidade vizinha a Chicago. Segundo a ministra associada, Jillian Westerfield, a ideia surgiu ao relacionar a perseguição enfrentada pela Sagrada Família com a situação atual de famílias imigrantes nos EUA. "Começamos a conversar sobre como iríamos representar o que estava acontecendo, em conexão com a história sagrada. Uma família de imigrantes que teve que fugir quando foi perseguida pelo Rei Herodes. Vimos paralelos", explica. No Texas, a igreja metodista Oaklawn, em Dallas, colocou a Sagrada Família dentro de uma cela. Família Sagrada está atrás das grades em igreja metodista do Texas Em sua página da internet, a instituição religiosa diz que "esta instalação em nossa entrada principal reimagina o Natal à luz da realidade enfrentada por milhares de famílias que fogem da violência, da pobreza e da instabilidade política". A Sagrada Família era composta por migrantes em busca de segurança. Em Dallas, muitas famílias enfrentam a mesma incerteza. No Natal, lembramos que Deus escolhe estar com aqueles que o mundo marginaliza. Que esta cena nos convide a abrir espaço — em nossos corações, em nossa cidade, em nossas políticas — para o Cristo que vem como uma criança imigrante sem-teto. Em Dedham, Massachusetts, O ICE está exigindo que a igreja Saint Susanna, retire o cartaz que alerta sobre a agência e substitui a sagrada família no presépio. O pedido foi endossado pela Arquidiocese de Boston. “A imigração esteve aqui”, diz uma grande placa ao lado da manjedoura vazia na Paróquia de Saint Susanna. “A Sagrada Família está segura no santuário da nossa Igreja. Se você vir a imigração, ligue para o LUCE.” Leia mais: ICE e Arquidiocese reclamam de manifesto pró-imigrante de igreja de Dedham Segundo o padre Stephen Josoma, é tradição da igreja usar o presépio para “mostrar o que está acontecendo e, este ano, meu Deus, parecia estar bem diante dos nossos olhos”. Diretor do ICE afirma que a manifestação coloca os agentes federais em perigo O sacerdote disse que vai manter a formação de prostesto do presépio pelo menos até conversar com o bispo da Arquidiocese. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Saída voluntária impede prisão de professor brasileiro

    Carlos Portugal Gouvêa alegou usar arma de chumbinho para caçar ratos BROOKLINE - O professor Carlos Portugal Gouvêa, acusado de fazer disparo com uma arma de chumbinho perto de uma sinagoga em Massachusetts, já estava no Brasil quando o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou sobre a prisão do brasileiro na semana passada. Em nota à MANCHETE USA , a assessoria de Gouvêa disse que os agentes de imigração levaram o professor para averiguação e deram a ele a opção de deixar o país de forma voluntária. "Ele decidiu por fazer isso e, desde a quinta-feira (4), está no Brasil em liberdade." O comunicado do DHS afirma que Gouvêa havia sido preso na quarta-feira (3), um dia antes de chegar ao Brasil, porque seu visto temporário de não imigrante foi revogado pelo Departamento de Estado duas semanas após o que o governo do presidente Donald Trump rotulou como "incidente de tiros antissemita" -- uma descrição em desacordo com a forma relatada pelas autoridades locais. “Trabalhar e estudar nos Estados Unidos é um privilégio, não um direito”, afirma o comunicado assinado pela porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin. “Não há espaço nos Estados Unidos para atos descarados e violentos de antissemitismo como este. Eles são uma afronta aos nossos princípios fundamentais como país e uma ameaça inaceitável contra cidadãos americanos que respeitam a lei.” A assessoria de Gouvêa afirma que o professor desconhecia a anulação de seu visto J-1, que o autorizava a lecionar como professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Harvard. O brasileiro estava afastado das funções acadêmicas desde sua prisão pela polícia de Brookline, mas a biografia do professor visitante na instituição americana continua ativa e diz que ele "fundou o primeiro escritório de advocacia no Brasil focado em questões de governança corporativa, o PGLaw, liderando a implementação dos primeiros programas de direitos humanos e negócios em empresas públicas brasileiras e outros projetos de grande escala nas áreas de direitos do consumidor, anticorrupção e conformidade com a diversidade”. Apesar das alegações do governo Trump, o Templo Beth Zion disse anteriormente aos membros de sua comunidade que o incidente não parecia ter sido motivado por antissemitismo, uma opinião compartilhada pelo Departamento de Polícia de Brookline, que investigou o caso. Gouvêa foi preso em 1º de outubro, quando a polícia de Brookline atendeu a uma denúncia sobre uma pessoa armada perto do Templo Beth Zion na véspera do feriado judaico do Yom Kippur. O professor disse que estava usando uma arma de chumbinho para caçar ratos nas proximidades, de acordo com Boletim de Ocorrência. Segundo o advogado de Gouvêa, Joseph D. Eisenstadt, a Promotoria do Condado de Norfolk analisou as circunstâncias do incidente e os antecedentes do brasileiro e desistiu de prosseguir criminalmente com o caso. A Promotoria apresentou uma moção no dia 6 de novembro para dispensar as acusações de perturbação da paz, conduta desordeira e vandalização de propriedade, o que foi acatado pelo juiz. A contravenção de atirar com arma de chumbinho resultou em seis meses de Liberdade Condicional em Pré‑Julgamento, uma forma de resolução em que o réu não é considerado criminalmente responsável por suas ações e não admite qualquer irregularidade. Segundo Eisenstadt, isso "não envolve confissão, admissão ou renúncia a direitos. Após o período de seis meses, assumindo que não haja novos incidentes de natureza criminal, essa última acusação também será arquivada. Esse arquivamento ocorrerá administrativamente, sem exigir a presença do Sr. Gouvea no tribunal ou uma audiência perante o juiz". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • EUA violam acordo judicial ao deter crianças imigrantes por meses, diz agência

    Relatórios apontam que o governo negligencia atendimento médico aos menores imigrantes detidos WASHINGTON - Cerca de 400 crianças imigrantes permaneceram sob custódia do governo dos Estados Unidos por um período superior ao limite determinado pela Justiça, de até 20 dias. Em alguns casos, as crianças ficaram detidas por mais de cinco meses. A informação consta em documentos do ICE, obtidos pela agência de notícias Associated Press (AP) e apresentados em relatórios na segunda-feira (8) por advogados envolvidos em uma ação civil iniciada em 1985, que resultou no acordo conhecido como Flores Settlement. Firmado em 1997, ele estabelece padrões para o tratamento de menores migrantes e fixa o limite de 20 dias em detenção. Nos documentos enviados ao tribunal, o ICE atribuiu as detenções prolongadas a três fatores principais: atrasos de transporte, necessidades médicas e trâmites legais. Advogados que representam as crianças, porém, contestam essas justificativas e dizem que elas não configuram motivos legais para manter menores sob custódia por períodos tão longos. Eles apontam que ao menos cinco crianças permaneceram presas por 168 dias, mais de cinco meses. Identidades e idades não foram divulgadas. Segundo a AP, o problema é generalizado, sem se concentrar em um único centro de detenção ou região do país. Procurado pela agência para comentar o assunto, o ICE não se manifestou. Lá Fora Outro ponto de preocupação é o uso de hotéis como locais temporários de detenção. Embora a prática seja permitida por decisão judicial por até 72 horas, os advogados afirmam que os dados fornecidos pelo governo não explicam por que algumas crianças passaram mais de três dias nesses espaços. Também há relatos sobre más condições nos centros de detenção. Segundo a AP, advogados documentaram ferimentos, atendimento médico insuficiente e alimentos contaminados. As denúncias incluem comida estragada e com larvas. Há relatos de crianças com diarréia, azia e dores de estômago. Em um dos casos, uma criança com sangramento causado por um ferimento no olho esperou dois dias para ser examinada por um profissional de saúde. Em outro, uma criança sofreu uma fratura no pé quando quando um funcionário deixou cair sobre ela um material pesado. Houve ainda situações em que médicos orientaram famílias a só retornar com uma criança intoxicada se ela vomitasse oito vezes. Ainda de acordo com a AP, a juíza federal Dolly Gee, da Califórnia, deve analisar na próxima semana os relatórios e poderá decidir se o tribunal deve intervir para garantir o cumprimento das regras de proteção a menores imigrantes. Denúncia sobre condições precárias em centros para migrantes têm sido frequentes. Em junho, uma investigação da revista americana Wired apontou aumento dos casos de emergência médica. Em ao menos 60% dos centros analisados foram reportadas complicações sérias relacionadas a casos de gravidez, tentativas de suicídio ou agressão sexual. Especialistas ouvidos à época pela revista disseram que esses números estavam subestimados. Segundo eles, equipes de emergência são acionadas apenas nos episódios mais extremos, e muitos outros casos nem sequer são relatados às autoridades médicas. **Com Ag. Folha**

  • EUA podem exigir histórico de redes sociais dos últimos 5 anos de turistas

    Deixar de apresentar alguma rede social passa a ser razão para negar a entrada nos EUA WASHINGTON - Turistas de dezenas de países, incluindo o Reino Unido, Japão e França, poderão ser solicitados a fornecer um histórico de seus últimos cinco anos nas redes sociais como condição para entrar nos Estados Unidos, sob uma nova proposta apresentada por autoridades americanas. Essa nova condição afetaria pessoas que são elegíveis para visitar os EUA por 90 dias sem visto, desde que tenham preenchido o formulário do Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA, na sigla em inglês). Analistas dizem que o plano coloca um obstáculo para possíveis visitantes, além de ferir seus direitos digitais. A decisão vai na contramão na expectativa do aumento do número de turistas estrangeiros no próximo ano já que os EUA vão sediar a Copa do Mundo de futebol masculino junto com Canadá e México, além das Olímpiadas de 2028 em Los Angeles. O documento da proposta foi apresentado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), do qual a agência faz parte, e já foi publicado no Registro Federal para receber comentários do público durante 60 dias. Como vai funcionar A proposta diz que "o elemento de dados vai solicitar que os aplicantes ao ESTA forneçam suas redes sociais nos últimos 5 anos", sem dar mais detalhes sobre quais informações específicas serão solicitadas. O ESTA atual exige uma quantidade comparativamente limitada de informações dos viajantes, assim como um pagamento único de US$ 40. Ele está disponível para cidadãos de cerca de 40 países — incluindo Reino Unido, Irlanda, França, Austrália e Japão — e permite que eles visitem os EUA várias vezes durante um período de dois anos. Além da coleta de informações das redes sociais, o novo documento propõe que sejam recolhidos números de telefone e endereços de email usados pelo turista nos últimos cinco e dez anos, respectivamente, e mais informações sobre seus familiares. O texto menciona uma ordem executiva de Trump em janeiro, intitulada "Protegendo os Estados Unidos de terroristas estrangeiros e outras ameaças à segurança nacional e segurança pública". O governo federal anunciou anteriormente que analisaria perfis de redes sociais ao avaliar solicitações de estrangeiros para vistos de estudante ou H1B para trabalhadores qualificados. O Departamento de Estado disse que vai analisar a "presença online" dos solicitantes e seus dependentes, e que as configurações de privacidade em todas as redes sociais devem estar públicas para que essa triagem possa acontecer. Os agentes foram instruídos a identificar aqueles "que defedendem ou apoiam terroristas estrangeiros designados e outras ameaças à segurança nacional; ou que perpetram assédio ou violência antissemita ilegal". **Com Agências **

  • Democrata é eleita como prefeita de Miami pela primeira vez em 30 anos

    Eileen Higgins celebra a vitória para a prefeitura de Miami nesta terça-feira MIAMI - A democrata Eileen Higgins tornou-se a primeira pessoa de seu partido em quase três décadas a ser eleita prefeita de Miami nesta terça-feira, 9, derrotando o candidato apoiado pelo presidente Donald Trump em uma cidade de maioria hispânica com tendência republicana na Flórida. A vitória de Higgins foi acenada menos de uma hora após o fechamento das urnas, com a apuração mostrando a ex-comissária do condado de Miami-Dade à frente de seu oponente republicano, Emilio Gonzalez, por 18 pontos percentuais. Uma disputa local oficialmente apartidária que normalmente atrai pouca atenção em todo o país, a corrida para a prefeitura de Miami este ano ganhou destaque nacional como um teste eleitoral crucial no reduto político de Trump. A escolha de Higgins reforça o ímpeto que os democratas ganharam em uma série de vitórias eleitorais no mês passado, que diminuíram as perspectivas republicanas de manter o monopólio de Trump no Congresso nas eleições de meio de mandato de 2026. O resultado em Miami também intensifica as preocupações dos republicanos sobre se o apoio hispânico que Trump conquistou dos democratas em 2024 diminuiu desde então. Higgins, de 61 anos, não mencionou as implicações nacionais de sua vitória em uma declaração publicada em sua conta no Facebook, preferindo classificá-la como um resultado que "vira a página de anos de caos e corrupção" em nível local. Ela é a primeira democrata a vencer a eleição para a prefeitura de Miami desde 1997, quando Xavier Suarez, pai do então prefeito republicano Francis Suarez, foi eleito pela última vez. A democrata também se torna a primeira mulher e a primeira candidata não hispânica desde a década de 1990 a ser eleita prefeita de Miami, uma cidade predominantemente hispânica com cerca de 487 mil habitantes, que faz parte do Condado de Miami-Dade. Os resultados sugerem que a força republicana diminuiu em Miami-Dade, onde, segundo o Miami Herald, muitos eleitores hispânicos historicamente inclinados à esquerda migraram para o campo de Trump no ano passado — assim como aconteceu em todo os EUA —, ajudando o republicano a conquistar 55% dos votos do condado na corrida presidencial de 2024. O confronto entre eles ganhou contornos nacionais após os triunfos dos democratas em uma série de eleições fora de época no mês passado, incluindo as eleições para governador de Nova Jersey e Virgínia, para prefeito da cidade de Nova York e um referendo sobre o redistritamento na Califórnia. Então, Trump se manifestou em 17 de novembro para endossar publicamente Gonzalez no Truth Social, incentivando os eleitores de Miami: "SAIAM E VOTEM EM EMILIO - ELE NUNCA VAI DECEPCIONÁ-LOS!" O Comitê Nacional Democrata respondeu declarando seu apoio a Higgins, assim como vários partidários proeminentes, incluindo o Secretário de Transportes dos EUA, Pete Buttigieg. Outra mulher democrata não hispânica, Daniella Levine Cava, é prefeita de Miami-Dade desde 2020 e foi reeleita no ano passado, mesmo com a vitória de Trump no condado na corrida presidencial. ** Com Reuters **

  • Ex-funcionários do Departamento de Justiça dos EUA criticam "destruição" de unidade de direitos civis

    Ex-funcionários acusam governo Trump de abandonar casos de americanos vulneráveis WASHINGTON - Mais de 200 ex-funcionários do Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos criticaram na terça-feira, 9, o que chamaram de "destruição" contínua de sua Divisão de Direitos Civis, dizendo que o governo do presidente Donald Trump abandonou a missão de proteger os norte-americanos vulneráveis. Em uma carta aberta no 68º aniversário da criação da divisão, eles alegaram que a procuradora-geral Pam Bondi e a procuradora-geral adjunta Harmeet Dhillon eliminaram casos importantes destinados a proteger as pessoas contra assédio e agressão sexual, brutalidade policial e desigualdades nas votações. Eles também acusaram a liderança de mudar a forma como as investigações de direitos civis são conduzidas, exigindo que "encontrem fatos que se encaixem nos resultados predeterminados da administração". "A maioria de nós planejava permanecer na divisão após a eleição de 2024. Mas depois de testemunhar essa administração destruir grande parte do nosso trabalho, tomamos a decisão dolorosa de sair", escreveram eles na carta, que foi publicada pelo Justice Connection -- um grupo de defesa dos funcionários do DOJ fundado por um ex-advogado da divisão. "Agora, devemos soar o alarme sobre a quase destruição da outrora reverenciada joia da coroa do DOJ." A Divisão de Direitos Civis foi criada pela Lei de Direitos Civis de 1957. A lei foi originalmente promulgada para ajudar a desfazer a segregação discriminatória de Jim Crow e proteger os direitos de voto dos negros. O Departamento de Justiça afirmou que está cumprindo a agenda para a qual Trump foi eleito. Em setembro, um porta-voz disse que a Divisão de Direitos Civis foi "restaurada à sua missão original de proteger os direitos constitucionais de todos os norte-americanos, em vez de buscar uma agenda política direcionada contra os oponentes da administração". "QUEREMOS QUE A POPULAÇÃO SAIBA" Na terça-feira foi a primeira vez que muitos ex-advogados da divisão se manifestaram publicamente desde que deixaram o departamento. Robyn Bitner, uma das organizadoras da carta, disse que o grupo espera que ela mostre aos norte-americanos sobre o que está acontecendo e os inspire a agir. "Queremos que o povo norte-americano seja nosso primeiro público", disse Bitner, uma ex-advogada que lidou com investigações de direitos civis envolvendo discriminação contra jovens. "Eles são as pessoas cujos direitos estamos protegendo. Queremos que a população saiba o que está acontecendo." Desde janeiro, a divisão perdeu cerca de 75% de seus advogados, o que, segundo a carta, foi parte de um "esforço coordenado" para expulsar as pessoas. "As novas prioridades da divisão estão realmente enraizadas na política partidária, e não na proteção dos direitos de todos", disse Regan Rush, ex-chefe da seção que liderou as investigações de direitos civis sobre abusos policiais ** Com Reuters **

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