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- Brasileiro pode pegar 5 anos de prisão por fraudar selos do governo dos EUA
Santos se apresenta como pastor e médico que dirige a CEMA JACKSONVILLE - O brasileiro Cesar Dos Santos Júnior pode ser condenado a cinco anos de cadeia pelo uso fraudulento de selos oficiais do governo dos Estados Unidos, informou o Departamento da Justiça (DOJ, na sigla em inglês) na última semana. O homem de 50 anos foi preso na Flórida no dia 27 de fevereiro após uma investigação revelar que a Chaplain Emergency Management Inc. (CEMA), presidida por Santos, mentia ao afirmar quer era ligada a órgãos federais. Além de alegar ser um braço da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), a empresa do brasileiro usava selos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal (FBI) para vender os serviços de formação de capelães ao custo médio de US$ 450. O inquérito não contabiliza quantas pessoas compraram o curso de capelania. O site da CEMA afirma que a agência pública foi criada na década de 1980 através de uma ordem executiva presidencial, mas aparece na Divisão de Empresas de Massachusetts como uma organização não governamental fundada em setembro de 2022. Santos, que se identificava como médico e pastor, era investigado desde 2019 e usava as logomarcas dos órgãos federais nos certificados, distintivos e identificações dos capelães em todo o país. O símbolo da CEMA é idêntico ao DHS, com a inscrição Departamento de Segurança Interna dos Capelães dos EUA (U.S. Department of Homeland Chaplain), descreve a acusação do promotor federal, Gregory Kehoe. No material publicitário e nos treinamentos - destaca a investigação - Santos dizia que os capelães assistem pessoas em situação de emergência e as identificações da CEMA "protegem em certo nível da deportação". Santos migrou para os EUA em 2016 e tentou se legalizar por uma petição para imigrante especial (I-360) que foi negada em junho do ano passado . Ele também apresentava diversos documentos falsos como um diploma da University of Berkley, de Michingan, que não existe. O brasileiro deve ser deportado ao fim do processo ou após cumprir pena. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Fifa faz 'reunião de crise' para discutir Copa do Mundo após ataque dos EUA ao Irã
Prêmio foi criado esse ano com a intenção de homenagear Trump (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Os dirigentes da Fifa realizaram "reuniões de crise" neste sábado, 28, para discutir possíveis repercussões na Copa do Mundo dos ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, de acordo com o jornal britânico The Times. Os encontros ocorreram após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, sobre mudanças que serão incorporadas a partir da Copa do Mundo. "Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom. "Continuaremos a nos comunicar como sempre fazemos com os três governos (anfitriões), como sempre fazemos em qualquer caso. Todos estarão seguros", afirmou. A ação militar deste sábado também levou figuras do futebol a questionarem, em caráter reservado, a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar um prêmio da paz da Fifa, outorgado ao presidente Trump em dezembro. A entrega do prêmio ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar que acabou sendo concluída em janeiro. O ditador Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico. A honraria criada para reconhecer personalidades que, em tese, contribuiriam para a paz, a um líder que vem comandando seguidas operações militares pode gerar críticas e levantar questões sobre a neutralidade da entidade esportiva. Procurada pela reportagem neste sábado, após os ataques ao Irã, a entidade não se manifestou. Os EUA, juntamente com México e Canadá, serão os anfitriões do torneio a partir do dia 11 de junho. O Irã, já classificado para o Mundial, tem seus jogos da fase de grupos marcados o território americano, em Los Angeles e um em Seattle. Embora difícil medir diretamente a posição de atletas e delegações, os conflitos recentes aumentam a pressão sobre representantes esportivos e federações. Ainda não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito. ** Com Ansa **
- Ataque a tiros deixa dois mortos no Texas
AUSTIN - Duas pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas em um tiroteio em um bar em Austin, a capital do estado do Texas, disse a polícia neste domingo, 1º. O atirador, que não foi identificado, também morreu, informou a chefe de polícia de Austin, Lisa Davis, em uma entrevista coletiva. O invasor foi morto por oficiais da polícia que responderam ao tiroteio, disse Davis. A polícia federal americana, o FBI, afirma que o ataque pode ter sido um “ato de terrorismo”. “Ainda é cedo demais para determinar uma motivação exata, mas há indícios sobre o indivíduo e seu veículo que apontam para um potencial nexo com o terrorismo”, informou Alex Doran, agente especial do FBI. “Por enquanto, só estamos em condições de dizer que se tratou potencialmente de um ato de terrorismo”, disse Doran a jornalistas. Com informações da AFP
- Irã promete vingança e Trump ameaça resposta 'nunca antes vista na história'
Iranianos, um deles segurando um retrato do líder supremo iraniano assassinado, observam enquanto tentam se aproximar de uma ponte que leva à Zona Verde, onde fica a embaixada dos EUA em Bagdá — Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP WASHINGTON - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que a República Islâmica tem "o direito e o dever legítimo" de vingar a morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado durante o ataque conjunto lançado por EUA e Israel. A declaração do presidente iraniano ocorre em meio a uma nova troca de bombardeios nos céus do Oriente Médio, envolvendo as forças da nação persa e do Estado judeu, com impactos confirmados no território de países vizinhos — mesmo após a ameaça do presidente Donald Trump de usar uma "força nunca antes vista" caso Teerã decida aprofundar o conflito. A linha adotada pelo presidente é a mesma reproduzida pela cadeia de comando do regime. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, disse que novos ataques estavam sendo preparados em uma publicação na rede social X neste domingo. Ele declarou que o país atingirá os EUA e Israel com uma força inédita. A retórica iraniana continua combativa mesmo após os alertas de Trump sobre a possibilidade de uma intensificação do conflito. Em entrevista ao portal Axios, no sábado, o presidente americano já havia dito que está pronto para um conflito rápido, de poucos dias, ou uma guerra prolongada. Em um post na Truth Social, durante a madrugada de domingo, ele fez uma nova advertência. "O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É MELHOR QUE NÃO FAÇAM ISSO, PORQUE SE FIZEREM, NÓS OS ATINGIREMOS COM UMA FORÇA NUNCA VISTA ANTES! Obrigado pela atenção!", escreveu Trump. Com agências internacionais
- Perseguição de agentes do ICE causa acidente com diversos carros em NJ
Carro envolvido no acidente transportava três crianças NEWARK - Uma perseguição realizada por agentes do ICE terminou em um acidente envolvendo pelo menos três carros, incluindo um veículo com três crianças, em Newark, Nova Jersey. O prefeito Ras Baraka criticou a perseguição de quarta-feira, 25, afirmando que os agentes federais ignoraram as leis locais que proíbem perseguições de veículos, a menos que haja uma ameaça iminente. "O ICE não pode entrar em nossa cidade e colocar pessoas inocentes em risco de forma imprudente, enquanto tenta prender seus alvos", declarou Baraka em um comunicado publicado no Instagram. Os registros de testemunhas mostram um suspeito sendo algemado e levado para um hospital. ** Com Agências**
- Pai reencontra filha após mais de 100 dias preso pelo ICE em caso raro de fiança
Reencontro de Márcio com a filha revela a dor das famílias separadas pela repressão à imigração BOSTON – Depois de passar 110 dias preso pelo ICE, o empresário brasileiro Márcio Pires, 42, andou na contramão da história de milhares de imigrantes e foi solto, apesar de ter entrado no país em 2005 através do sistema que era conhecido como cai-cai, quando o estrangeiro se entregava voluntariamente à Patrulha de Fronteira (CBP) e solicitava asilo ao governo americano. Mesmo com a maior parte dos imigrantes beneficiados pelo cai-cai sendo alvo do ICE para deportação, Pires conseguiu resistir aos dias nos presídios à espera de uma audiência na Justiça. O brasileiro foi preso em Massachusetts e transferido no mesmo dia para New Jersey onde dividiu com outras 47 pessoas uma cela com capacidade para apenas 17. “Nós nos revezávamos para dormir deitado, espalhados pelo chão”, conta Pires. Neste centro de detenção um preso conseguiu entrar com um celular e filmar a superlotação na cela. A ação provocou a transferência de Pires e outros detentos para o Texas onde permaneceu por quase quatro meses. O empresário era diariamente questionado por agentes do ICE sobre a possibilidade de assinar a deportação voluntária. “Eu tinha o objetivo de ficar no país e por telefone perguntei a minha esposa se ela estava aguentando. Quando ela disse sim eu decidi buscar forças e aguardar para ser ouvido por um juiz”, explica. Pai de quatro filhos com idades entre sete e 21 anos, Pires conta que os presos raras vezes recebiam atenção e alguns simulavam desmaios para atrair os carcereiros e, assim, receber assistência. Enquanto estava detido, a esposa de Pires contratou o advogado de imigração Danilo Brack para entrar com o pedido de habeas corpus e obter a chance de ir diante de um juiz. “Eu estava apreensivo porque o juiz não estava ouvindo nenhum advogado, mas o Dr. Danilo conseguiu me representar e tive o direito a uma fiança, algo que quase ninguém estava recebendo”, conta. Pires saiu do presídio usando uma tornozeleira GPS que foi retirada na sexta-feira, 6, um mês depois de conquistar a liberdade. “O caso do Márcio tem pontos atípicos. Primeiro, o juiz mandou me ligar e iniciar a audiência duas horas antes. Depois se confundiu com as pastas e alegou que meu cliente tinha uma serie de crimes. Ele estava vendo a ficha da pessoa errada. Pires não tinha nenhum crime e, ao contrário, mostrei que ele paga impostos, tem um filho com necessidades especiais e que é o único provedor da família”, explica o defensor. A fiança foi estipulada em 7,5 mil dólares e o brasileiro terá outra audiência em Corte no futuro, "provavelmente em Massachusetts onde ele mora”, segundo Danilo Brack. Vale ressaltar que, de acordo com os dados do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), até dezembro de 2025, os juízes de imigração realizaram 15.540 audiências de fiança, das quais apenas 4.062 resultaram em concessão de caução. A volta do empresário para casa chamou a atenção da comunidade brasileira nos EUA. A filha de 7 anos correu ao encontro dele e o abraçou ainda dentro do carro que o trazia. “Foi uma cena que me emociona todas as vezes que vejo até hoje”, diz Brack. Para mostrar que está cumprindo as ordens judiciais, Pires comparece regularmente ao escritório do ICE em Massachusetts, estado onde é sócio da empresa Gilmar General Construction há mais de cinco anos. “Neste período em que estive preso meu sócio Giovani Penedo manteve a companhia em atividade e agora só quero descontar o tempo perdido com o trabalho e minha família”, finaliza Pires. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Guerra de bola de neve provoca atrito entre prefeito e polícia de NY
Policiais tiveram que se retirar do parque após serem atingidos com bolas de neve proprositalmente NOVA YORK - Uma inocente guerra de bolas de neve durante a nevasca em Nova York se transformou em um embate entre o prefeito Zohran Mamdani e o comando da polícia da cidade. Um vídeo gravado na tarde de segunda-feira, 23, , no Washington Square Park, mostra uma guerra de bolas de neve após uma forte tempestade de inverno que, segundo as imagens, terminou com frequentadores aparentemente atirando bolas de neve contra policiais que estavam no local. Mamdani afirmou mais tarde que os envolvidos não deveriam responder a acusações criminais e pediu para que os moradores de Nova York tratassem os policiais com respeito. Mas sua resposta o colocou em confronto com os líderes da polícia, que definiram suas declarações como "vergonhosas". No dia seguinte, o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês) divulgou fotos de quatro pessoas que, segundo a corporação, agrediram policiais com bolas de neve, causando ferimentos. "Eu quero ser muito clara", escreveu a comissária da polícia de Nova York, Jessica Tisch, nas redes sociais no dia da confusão: "O comportamento retratado é vergonhoso e criminoso". Vídeos virais da guerra de bolas de neve circularam nas redes sociais TikTok e X nos dias seguintes à tempestade que despejou cerca de 50 centímetros de neve sobre a cidade. O Washington Square Park, em Greenwich Village, no bairro de Manhattan, costuma reunir grandes multidões em dias de neve, com atividades e guerras de bolas de neve, incluindo outra realizada poucas semanas antes, durante a última grande tempestade. Mas o tom do confronto de segunda-feira mudou. Após a chegada de policiais do NYPD, acionados por chamadas ao número de emergência 911, vídeos mostram pessoas gritando palavrões e atirando bolas de neve enquanto os policiais retornavam às viaturas. O departamento agora procura quatro homens descritos como tendo aproximadamente entre 18 e 20 anos. Um porta-voz do NYPD afirmou que eles "atingiram intencionalmente os policiais várias vezes com neve e gelo na cabeça, no pescoço e no rosto, causando ferimentos". Os policiais foram levados ao hospital e estão em condição estável. Em entrevista coletiva na terça-feira, Mamdani disse ter visto vídeos do incidente e afirmou que, em sua avaliação, não cabem acusações. "Pelos vídeos que vi, parecia crianças em uma guerra de bolas de neve", declarou o prefeito. Em uma publicação posterior nas redes sociais, o prefeito incentivou os moradores a respeitar os policiais e outros funcionários municipais. "Os policiais, assim como todos os servidores da cidade, estiveram nas ruas durante uma nevasca histórica, mantendo os nova-iorquinos seguros e os carros em movimento. Tratem-nos com respeito", disse. "Se alguém vai levar uma bola de neve, sou eu." Na quarta-feira (25/02), Mamdani voltou a afirmar que o que viu "foi uma guerra de bolas de neve", reconhecendo que "saiu do controle, mas que foi isso que aconteceu". O prefeito também incentivou, em tom de brincadeira, que estudantes da rede municipal jogassem bolas de neve nele por ter reaberto as escolas após a nevasca. No entanto, para alguns críticos a tentativa de aliviar o clima não surtiu efeito. "A resposta do prefeito é um fracasso completo de liderança. Isso não foi apenas uma 'guerra de bolas de neve'. Isso foi uma agressão — cometida por adultos atirando pedaços de gelo e pedras — que levou dois policiais ao hospital com ferimentos na cabeça e no rosto", afirmou, em comunicado na terça-feira (24/02), Patrick Hendry, presidente da Police Benevolent Association (PBA). A SBA, uma associação de sargentos da polícia, concordou. "Hoje são bolas de neve. Amanhã podem ser pedras, garrafas ou algo pior", afirmou o presidente do sindicato, Vincent Vallelong. Este foi o primeiro grande embate dos sindicatos com o prefeito, que, antes de tomar posse, pediu desculpas por comentários anteriores nos quais chamou o NYPD de "racista" e "uma ameaça à segurança pública". Durante sua campanha à Prefeitura, adversários o retrataram repetidamente como hostil à polícia e leniente em relação à segurança pública. Após ser eleito em novembro, Mamdani pediu a Tisch, nomeada pelo ex-prefeito Eric Adams, que permanecesse no cargo. A permanência de Tisch, amplamente popular entre moderados e líderes empresariais, foi vista por alguns como uma tentativa de Mamdani de dissipar preocupações de que adotaria postura branda contra o crime. A tensão entre prefeitos e sindicatos policiais não é um fenômeno novo, afirmou Basil Smikle, estrategista político e ex-diretor executivo do Partido Democrata estadual, especialmente quando esses prefeitos têm histórico de defender reformas no sistema de Justiça criminal. ** Com BBC **
- Americanos aprovam deportação, mas rejeitam táticas do ICE
Pesquisa aponta ainda que maioria quer manter ICE funcionando e apoia mudanças na agência WASHINGTON - A maioria dos americanos concorda que os imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos devem ser deportados, mas desaprova as táticas linha-dura do governo, mostra uma nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, 26. O levantamento, que durou seis dias e foi encerrado na segunda-feira, ilustra tanto a ampla aceitação do foco do presidente Donald Trump na aplicação das leis de imigração quanto a desaprovação generalizada das ações do ICE, o que pode prejudicar o Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro. Cerca de 61% dos entrevistados -- incluindo 92% dos republicanos e 35% dos democratas -- disseram apoiar a deportação de imigrantes sem documentos. A posição de Trump sobre o assunto o ajudou a vencer a eleição presidencial de 2024, já que ele acusou os políticos democratas de serem a favor de "fronteiras abertas". Sessenta e três por cento dos democratas disseram que não apoiam a deportação de imigrantes sem autorização, em comparação com 7% dos republicanos. ICE FOI LONGE DEMAIS Cerca de 60% dos americanos -- incluindo um quinto dos republicanos e nove em cada dez democratas -- acreditam que os agentes de imigração foram longe demais, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos. Entre as pessoas que não se identificam com nenhum partido, 65% acham que as autoridades excederam os limites. Esses eleitores independentes podem ser um grupo decisivo em novembro, quando os republicanos tentarão manter suas apertadas maiorias na Câmara e no Senado. A desaprovação das táticas de Trump é particularmente alta entre os americanos negros e hispânicos, dois segmentos do eleitorado nos quais Trump obteve avanços nas eleições de 2024. Setenta e quatro por cento dos entrevistados negros e 72% dos hispânicos disseram não gostar da forma como o governo estava lidando com as deportações, em comparação com 51% dos entrevistados brancos. Desde fevereiro de 2025, a taxa de aprovação geral de Trump entre os hispânicos caiu 7 pontos percentuais, para 29%, na última pesquisa. Entre os afro-americanos, a queda foi de 2 pontos percentuais, para 14%. Entre os brancos, a redução foi de 4 pontos, para 49%. Surgiram divisões internas significativas em ambos os partidos políticos em relação à aplicação das leis de imigração. Entre os republicanos que apoiam as deportações, 23% disseram sentir-se desconfortáveis com as táticas atualmente empregadas pelos agentes de imigração. Os democratas, além de estarem divididos sobre se os imigrantes sem documentos devem ser deportados ou não, também discordam sobre a possibilidade de dissolver o ICE, órgão central de fiscalização do Departamento de Segurança Interna (DHS). Cerca de 63% dos democratas disseram que o ICE deveria ser abolido, enquanto 30% discordaram. A porcentagem de apoiadores representou um aumento significativo em relação a uma pesquisa Reuters/Ipsos de 2018, que mostrou 44% dos democratas apoiando a ideia. A pesquisa mais recente mostrou que apenas um terço dos independentes apoia o fim do ICE, uma mudança pequena em relação a 2018. A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, coletou respostas de 4.638 adultos em todo o país e teve uma margem de erro de dois pontos percentuais. ** Com Reuters **
- Presença de brasileiros no Congresso confronta discurso anti-imigrante de Trump
Marcelo acompanhou maior parte do discurso de Trump no gabinete do deputado de Massachusetts WASHINGTON - Os brasileiros Marcelo Gomes da Silva e Caroline Dias Gonçalves acompanharam de perto o discurso do Estado da União nesta terça-feira, 24, a convite de parlamentares democratas, uma iniciativa para confrontar a retórica do governo federal de prender estrangeiros criminosos. Os dois foram presos pelo ICE em situações semelhantes, não têm passagem pela polícia e passaram a maior parte da vida nos Estados Unidos. Enquanto o presidente Donald Trump disse que estava salvando o país de estrangeiros criminosos, o deputado Seth Moulton exaltou a coragem de Marcelo pela disposição de humanizar a situação. "Ele aceitou mostrar o rosto, mostrar quem são as pessoas que estão sendo perseguidas. Marcelo é um bom cidadão, um patriota", acrescentou o representante de Massachusetts. O brasileiro deixou a galeria do plenário após o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) tuitar sobre a presença de Marcelo no Congresso, referindo-se a "um estrangeiro ilegal que está na mira da agência". Após a postagem, a equipe de Moulton decidiu que seria mais seguro para o jovem assistir o evento do gabinete do deputado. "Conversamos com a advogada de Marcelo e ela disse que ele não corria risco uma vez que o processo dele tramita normalmente no sistema, mas não podemos confiar que essa administração vai seguir a lei", observou o democrata. O brasileiro foi preso em maio do ano passado aos 18 anos quando dirigia o carro do pai a caminho do treino de vôlei na Milford High School, em Massachusetts. Ele ficou seis dias preso no QG do ICE em Burlington antes de ser solto sob fiança. Na época, o ICE alegou que estavam tentando a captura do pai de Marcelo, mas nunca foram atrás do homem. Marcelo chegou aos EUA aos 7 anos acompanhando os pais com visto de estudante. Ao expirar o F-1, a família deu entrada em um pedido de asilo que segue pendente. Leia também: Juiz libera jovem de 18 anos preso pelo ICE em Milford Já Caroline Dias Gonçalves era a convidada do senador John Hickenlooper, do Colorado. A estudante de enfermagem da Universidade de Utah foi presa em junho após um policial rodoviário alertar agentes do ICE de que a jovem podia estar ilegal no país. Senador Hickenlooper apresenta Caroline horas antes do discurso A universitária, então com 19 anos, ficou detida por 15 dias e denunciou os maus tratos na prisão. Leia também: Universitária brasileira é presa pelo ICE no Colorado Assim como Marcelo, a brasileira chegou ao país com 7 anos. Ao expirar o visto de turista, a família deu entrada em um processo de asilo que está sendo analisado pela Justiça de imigração. Outros Horas antes de Trump começar a falar, o DHS havia listado os dez convidados - entre imigrantes ilegais e parentes de estrangeiros detidos pelo ICE - de parlamentares democratas para o evento em uma mensagem contra as ações anti-imigrantes do republicano. O líder da minoria no Senado, Charles Schumer, de Nova York, levou a mãe de Dylan Josue Lopez Contreras que entrou no país no fim da administração de Joe Biden e estava em um processo de asilo quando foi preso ao comparecer em uma audiência na Corte de Imigração. Contreras segue preso na Pensilvânia. O deputado Robert Menendez Jr, de Nova Jersey, estava acompanhado de Monica Han Housen, sobrinha da colombiana Adriana Quiroz Zapata, uma solicitante de asilo que, segundo o processo, fugiu de um ex-parceiro violento e com "conexões políticas". Ela luta para não ser deportada. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump chama Robert De Niro de 'doente' após críticas do ator
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o astro do cinema Robert De Niro de "doente e demente" depois que o ator pediu aos americanos que "resistam" ao seu governo. O protagonista de "Taxi Driver" e "Touro Indomável" é um crítico ferrenho de Trump e usou seu discurso ao receber a Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes no ano passado para chamar o presidente "filisteu". "Robert De Niro Transtornado por Trump, outra pessoa doente e demente com, acredito, um QI extremamente baixo, que não faz a menor ideia do que está fazendo ou dizendo — algumas delas seriamente CRIMINOSAS!", escreveu Trump em uma longa publicação na sua plataforma Truth Social. O presidente americano também atacou em sua mensagem as congressistas democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib, que chamou de "lunáticas". Os comentários foram publicados depois que De Niro criticou o presidente em um podcast, divulgado na segunda-feira, ao afirmar: "Todos devem permanecer unidos para tirá-los e voltarmos aos trilhos". "A história é o nosso país, e Trump está destruindo isso, e quem sabe quais são seus motivos, mas é doentio", declarou o ator de 82 anos no podcast "The Best People with Nicolle Wallace". "As pessoas têm que resistir, resistir, resistir, resistir, resistir. É a única maneira", completou.
- Autoridades dos EUA apontam preocupações com a segurança na Copa do Mundo
Cerimônia do anúncio da Copa do Mundo no ano passado em Miami WASHINGTON - As autoridades das cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA, que acontecerá no final deste verão, nos Estados Unidos prestaram depoimento perante uma comissão do Congresso na terça-feira, 24, expondo suas preocupações com possíveis problemas "catastróficos" de segurança à medida que o evento se aproxima. Em depoimento perante o Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, testemunhas apontaram dois motivos principais para o atraso nos preparativos de segurança, a pouco mais de 100 dias do início da Copa do Mundo: o congelamento dos fundos da FEMA , a Agência Federal de Gestão de Emergências, destinados à segurança do evento e a falta de coordenação entre as entidades locais e Washington. Com o governo federal atualmente paralisado, a FEMA anunciou no domingo que reduziria suas operações ao "mínimo essencial para salvar vidas". Isso significou o congelamento de todos os fundos que não se enquadram nessa descrição, entre os quais estão quase US$ 900 milhões reservados para as cidades-sede da Copa do Mundo. Leia também: Foxborough ameaça cancelar jogos a menos de 4 meses da Copa Como parte da Lei One Big Beautiful Bill, a FEMA lançou em novembro o Programa de Subvenções para a Copa do Mundo da FIFA, que disponibilizou US$ 625 milhões para as cidades-sede a fim de "realizar as extensas atividades de segurança necessárias para proteger jogadores, funcionários, espectadores, instalações e infraestrutura crítica em todas as cidades-sede, fortalecendo-as contra possíveis ataques terroristas". Em dezembro, a agência concedeu mais US$ 250 milhões aos 11 Estados anfitriões, ajudando-os a "fortalecer sua capacidade de detectar, identificar, rastrear ou mitigar sistemas de aeronaves não tripuladas (drones)". "Acho que se tivéssemos tido essa conversa há dois anos, estaríamos em melhor situação", disse Mike Sena, presidente da National Fusion Center Association, durante a audiência, antes de continuar: "mas hoje, à medida que nos aproximamos desses jogos, estamos longe da capacidade que precisamos." Ray Martinez, diretor de operações do Comitê Organizador da Copa do Mundo de Miami, foi mais específico sobre suas necessidades e preocupações. "Estamos a 107 dias do torneio, mas, mais importante, estamos a cerca de 70 dias do início da construção do Fan Fest", disse ele, acrescentando que, se os organizadores não receberem os 70 milhões de dólares solicitados até o final de março, começarão a cancelar eventos, a começar pelo Fan Fest. "Essas decisões precisam ser tomadas", acrescentou. "Sem receber esse dinheiro, as consequências para nosso planejamento e coordenação podem ser catastróficas." Autoridades de Foxboro, Massachusetts, insinuaram a possibilidade de desistir de sediar as sete partidas programadas para o Gillette Stadium caso o financiamento não seja liberado. O vice-chefe de polícia de Kansas City, Joseph Mabin, afirmou que seu departamento não possui atualmente pessoal suficiente para atender a todas as necessidades de segurança da cidade e considerou o financiamento crucial para a capacidade da cidade de contratar mais funcionários. A Copa do Mundo, co-organizada pelos EUA, México e Canadá, começa oficialmente em 11 de junho com o jogo entre México e África do Sul na Cidade do México e com a Coreia do Sul enfrentando um adversário ainda a ser definido perto de Guadalajara. A primeira partida a ser disputada nos EUA acontecerá um dia depois, com os Estados Unidos enfrentando o Paraguai em Los Angeles. As 11 cidades anfitriãs nos EUA são Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, Área da Baía de São Francisco e Seattle. ** Com Reuters **
- Discurso de Trump reforça agenda patriótica em ano de eleição crucial
Donald Trump foi ovacionado por parlamentares republicanos em diversos momentos do discurso WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez, na noite de terça-feira, 24, um discurso inflamado sobre o Estado da União, no qual celebrou o que chamou de "uma virada histórica" americana. Em um momento em que pesquisas indicam que muitos nos EUA estão insatisfeitos com a situação atual do país — e com a liderança de Trump — o presidente deu poucos sinais de mudança de rumo. Em vez disso, de olho nas decisivas eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro, na qual o comando do Congresso pode ficar com a oposição, Trump apresentou um discurso de autopromoção ao país, um chamado patriótico a seus apoiadores leais e provocações a seus adversários políticos. Foi uma fala marcada por recursos teatrais — momentos pensados para as câmeras, típicos de alguém que já apresentou um reality show. Logo no início, ele deu as boas-vindas à equipe masculina de hóquei da seleção olímpica dos EUA, presente na galeria. Os atletas ergueram suas medalhas de ouro enquanto republicanos entoavam "USA!" e até os democratas se levantaram para aplaudir. Mais tarde, Trump homenageou heróis militares, um veterano de 100 anos da Segunda Guerra Mundial e um nadador da Guarda Costeira que resgatou 165 pessoas presas nas enchentes do Texas no ano passado. Este último recebeu a Medalha de Honra do Congresso, e o primeiro, a Legião do Mérito por heroísmo extraordinário. Embora seu discurso tenha batido um recorde de duração, esses momentos aceleraram o ritmo da noite e se alinharam ao tema central do presidente: patriotismo e realizações americanas. Seu discurso começou com frases já conhecidas. "Nossa nação está de volta", afirmou. Era o país "mais quente" do mundo. Em determinado momento, após culpar os democratas por criar uma crise de "custo de vida", acrescentou: "Estamos indo muito bem." Ele citou o aumento da renda, a valorização do mercado de ações, a queda no preço da gasolina, a fronteira sul com redução drástica na travessia de migrantes sem documentação e a inflação sob controle. "O nosso país está vencendo novamente", concluiu. O desafio do Trump é que sua taxa de aprovação pública gira em torno de 40%, e a população dos EUA quer que ele faça mais para enfrentar suas preocupações. No mês passado, ele fez um pronunciamento nacional na Casa Branca, em Washington D.C., no qual abordou temas semelhantes e apresentou estatísticas parecidas, mas que não convenceu o público. Trump e seus assessores parecem apostar que, com uma audiência maior no discurso sobre o Estado da União, que deve alcançar dezenas de milhões de pessoas, o resultado será diferente. O que Trump não fez neste discurso, porém, foi apresentar um volume significativo de novas políticas. Ele pontuou o pronunciamento, de quase duas horas, com algumas propostas, entre elas novas contas de poupança para aposentadoria destinadas a trabalhadores de baixa renda e um acordo com empresas de inteligência artificial para garantir fornecimento suficiente de eletricidade a suas instalações, a fim de evitar que consumidores sejam atingidos por tarifas mais altas. Também voltou a defender ideias antigas, como um plano de saúde que prevê pagamentos diretos aos americanos para ajudar a cobrir franquias de seguro, uma lei que exija que todos os eleitores comprovem cidadania e a proibição da concessão de carteiras de motorista comerciais a migrantes sem documentação. Ele ainda prometeu continuar avançando com seu amplo regime de tarifas, mesmo após a decisão da Suprema Corte, na sexta-feira passada (20), que derrubou muitas das taxas que ele havia imposto anteriormente. Três dos ministros que votaram contra o presidente permaneceram inexpressivos enquanto assistiam da primeira fila. Mais cedo, Trump e o presidente da Suprema Corte, John Roberts — autor do parecer sobre as tarifas — trocaram um breve aperto de mãos, mas nenhum dos dois sorriu. Em um discurso frequentemente interrompido por aplausos dos republicanos presentes no plenário, a discussão de Trump sobre tarifas provocou murmúrios entre os democratas e silêncios desconfortáveis entre os republicanos, muitos dos quais demonstram desconforto com o custo econômico dessas medidas e com a ameaça que sua impopularidade possa representar para suas chances eleitorais. Se as tarifas sufocaram o ambiente, quando Trump passou a falar de imigração os ânimos se exaltaram. Os trechos em que o presidente mencionou o que chamou de ameaça de "imigrantes ilegais" provocaram alguns dos aplausos mais estrondosos dos republicanos no plenário e gritos indignados e olhares frios dos democratas. Imigração A imigração vinha sendo um dos pontos fortes políticos de Trump, mas a intensificação das ações de fiscalização em Minneapolis, que resultou na morte a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais, corroeu significativamente a sua posição. O presidente não mencionou essas mortes — nem a "abordagem mais branda" na fiscalização que sugerira ser necessária após o episódio. Em vez disso, o discurso de Trump, com foco em crimes cometidos por migrantes sem documentação — assassinatos, acidentes e corrupção — buscou retomar a iniciativa no tema. Nesse momento, a deputada democrata Ilhan Omar interrompeu o discurso aos grito de que Trump é "mentiroso" e afirmou que ele "matou americanos". A representante de Minnesota, onde Renee Good e Alex Pretti foram assassinados em janeiro por agentes do ICE, é de origem somali, comunidade a quem o republicano acusa de envolvimento em fraudes e crimes naquele Estado. Por outro lado, o presidente relatou uma série de crimes cometidos por imigrantes irregulares e usou as histórias para defender medidas mais rígidas. Entre elas, pediu ao Congresso a aprovação do que chamou de “Lei Dalilah”, que proibiria Estados de conceder carteiras de motorista a imigrantes ilegais, em referência Dalilah Coleman, sobrevivente de 5 anos de um acidente de carro, envolvendo um caminhão dirigido por um imigrante ilegal. Além disso, Trump pediu que o Congresso aprove um projeto de lei que exige documento de identidade e comprovação de cidadania nas eleições. Democratas da oposição prometem barrar a proposta no Senado. "A única coisa que separa os americanos de uma fronteira completamente aberta neste momento é o presidente Donald J. Trump e nossos grandes patriotas republicanos no Congresso", disse. Foi um reconhecimento tácito de que, em pouco mais de oito meses, os americanos irão às urnas nas eleições de meio de mandato que definirão a composição das duas Casas do Congresso. Como é típico nesses pronunciamentos no Congresso, independentemente de quem ocupe a Presidência, a política externa ficou em segundo plano. Apesar do grande envio de forças americanas para a região próxima ao Irã, Trump fez pouco para convencer o público americano de que uma ação militar sustentada dos EUA seria necessária. "Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o principal patrocinador do terror no mundo tenha uma arma nuclear", afirmou, antes de mudar de assunto. No momento, os ventos políticos sopram contra o presidente. Ainda assim, Trump pode acreditar que o humor do público está prestes a mudar. Talvez ele esteja convencido de que os americanos começarão a sentir os benefícios econômicos de suas políticas. Ou talvez acredite que o clima mudará com um renovado sentimento de patriotismo durante as celebrações do 250º aniversário do país neste verão. Seu discurso, com menções a heróis militares e a jogadores de hóquei medalhistas de ouro presentes na plateia, pode indicar que esta é a aposta política que ele decidiu fazer.
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