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- EUA descartam investigar ação letal do ICE em Minneapolis e acusam democratas e viúva
MINNEAPOLIS - Na contramão dos pedidos de organizações internacionais e de direitos humanos, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) afirma que não vai investigar o ação do ICE que matou a americana Renee Nicole Good no. Ao contrário, abriu um inquérito contra o governador de Minnesota, Tim Walz, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e a viúva Rebecca Good sobre uma possível obstrução da aplicação da lei federal. A investigação, que representa uma escalada no confronto entre o presidente americano, Donald Trump, e os líderes democratas da região, é fruto de declarações de Walz e Frey sobre os milhares de oficiais do ICE e da patrulha de fronteira dos EUA que atuam na região desde as últimas semanas. Trump chegou a sugerir que poderia invocar a Lei de Insurreição e enviar tropas para a cidade para conter qualquer violência. Quase 3 mil agentes federais de imigração foram enviados para Minneapolis, segundo o órgão, com o objetivo de prender pessoas suspeitas de estarem nos EUA ilegalmente e investigar alegações de fraude no estado. O Departamento de Segurança Interna (DHS) chamou a implantação massiva de a maior operação de sua história. A presença em larga escala de agentes federais na região desencadeou uma reação local generalizada, provocando protestos e confrontos, especialmente após o assassinato de Good no dia 7 de janeiro. "A única pessoa que não está sendo investigada pelo tiroteio de Renee Good é o agente do ICE que atirou nela", declarou o governador, fazendo referência à investigação federal sobre a morte da mulher de 37 anos. Tanto Walz quanto Frey repreenderam abertamente o aumento da atividade federal em Minneapolis. O prefeito chegou a entregar uma mensagem pública para os agentes federais deixarem a cidade. Walz não confirmou a investigação, mas acusou o governo federal de “armar o sistema de justiça e ameaçar oponentes políticos”, o que ele chamou de “tática perigosa e autoritária”. O vice-procurador-geral Todd Blanche na quarta-feira culpou os dois democratas pela agitação em seu estado e prometeu tomar medidas contra eles. “A insurreição de Minnesota é o resultado direto de um governador fracassado e um prefeito terrível, encorajando a violência contra a aplicação da lei”, escreveu Blanche em um post no X. “É nojento. Walz e Frey — Estou focado em impedir seu terrorismo por qualquer meio necessário. Isso não é uma ameaça. É uma promessa." Já o foco da investigação sobre Rebecca recai sobre os laços da viúva com grupos ativistas e sobre sua atuação no protesto do qual o casal participava como observador legal. Vídeos mostram a mulher pedindo ao agente do ICE para tirar a máscara e dizendo para ele ir comer alguma coisa. Ela filmou toda a ação até Ross disparar à queima-roupa contra Renee. O advogado da família, no entanto, afirmou que não houve qualquer contato do FBI ou de autoridades federais indicando que Rebecca seja formalmente alvo da investigação. A condução do caso provocou uma crise interna no Ministério Público. Pelo menos seis procuradores federais em Minnesota pediram demissão após receberem ordens para investigar Rebecca Good. Enquanto isso, Blanche afirmou que “no momento não há fundamento” para investigar o agente Jonathan Ross. Fontes ouvidas pelo The New York Times indicam que a divisão de direitos civis do DOJ não abriu inquérito para apurar eventual violação de direitos federais no caso, tornando “cada vez menos provável” que Ross enfrente acusações criminais. ALVEJADA E SEM SOCORRO O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado, mas a avaliação médica registrada na ocorrência do dia 7 de janeiro constatou que quando os socorristas chegaram no local Renee "não respirava, estava inconsciente e com pulso fraco". A mulher de 37 anos, mãe de três filhos, foi atingida por dois disparos no lado direito do tórax, um no antebraço esquerdo e outro possivelmente no lado esquerdo da cabeça na altura da orelha., afirma o legista da maior cidade de Minessota. Nos documentos, os socorristas detalham que chegaram ao local cinco minutos depois da primeira denúncia e a vítima foi retirada do veículo e colocada, inicialmente, em um banco de neve próximo. Na sequência, ela foi encaminhada a uma calçada próxima para os socorristas terem um ambiente mais adequado para o trabalho, facilitar o acesso de ambulâncias e separar a vítima "de uma situação que estava se agravando, envolvendo policiais e curiosos", destaca o boletim. Vídeos da ação mostram que agentes do ICE não deixaram um morador que se identificou como médico se aproximar de Renee nem socorreram a vítima. Os oficiais recebem treinamento para prestar os primeiros socorros. Testemunhas disseram que os carros do ICE impediram a aproximação da ambulância e os paramédicos chegaram à pé até Renee. Os médicos tentaram reanimá-la a caminho do hospital, mas ela não resistiu. DEZENAS DE CHAMADAS PARA O 911 O relatório do Corpo de Bombeiros de Minneapolis divulgado na sexta-feira, 16, descreve dezenas de chamadas para o Serviço de Emergência e mostra contradições entre a versão do público e do DHS. As dezenas de ligações para o Serviço e Emergência começaram às 9h39. Um deles declarou que viu "um agente do ICE disparar dois tiros em direção ao para-brisa do lado da motorista". Essa pessoa afirmou que Renee "tentou fugir, mas bateu no veículo estacionado mais próximo", destacando que viu "sangue por todo o [corpo da] motorista e depois na parceira dela que estava tentando prestar socorro". "Ela está morta. Eles atiraram nela", disse outra pessoa que ligou para o socorro. Ela acrescentou que havia 15 agentes de imigração no local e eles atiraram porque a mulher não abriu a porta do carro. Um terceiro solicitante, que disse telefonar em nome dos agentes de segurança interna, destacou que os policiais estavam presos em um carro e havia "agitadores no local", havendo disparos feitos por moradores. Outra ligação dizia que havia pelo menos 15 homens do ICE e uma mulher foi baleada "porque não quis abrir a porta". Uma das chamadas o interlocutor dizia ser um representante do Departamento de Segurança Interna (DHS) e que alguns de seus homens ficaram presos em um veículo e "tiros foram disparados por seus agentes". Segundo depoimentos, três pessoas observavam a ação do ICE, uma delas pode ser Rebecca. Renne chegou mais tarde e ficou apenas alguns minutos com o carro atravessado na via até tentar sair e ser alvejada. Da Redação
- Trump diz à Noruega que não sente mais obrigação de pensar apenas na paz
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma mensagem direcionada neste domingo, 1o, ao primeiro-ministro da Noruega, que não se sente mais obrigado a "pensar puramente na paz" por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, e reiterou sua exigência de controle da Groenlândia. A mensagem, amplamente compartilhada com outras nações pelo governo americano foi uma resposta a uma breve mensagem enviada a Trump pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, e pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, opondo-se à sua decisão de impor tarifas a aliados europeus pela recusa em permitir que os EUA assumam o controle da Groenlândia, afirmou Stoere em um comunicado. Stoere e Stubb apontaram para a necessidade de reduzir a tensão e solicitaram uma conversa telefônica com Trump, segundo comunicado do premiê norueguês. A reação de Trump veio pouco tempo depois. "Caro Jonas: Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América", escreveu Trump. O republicano fez campanha abertamente pelo Prêmio Nobel da Paz, que no ano passado foi concedido à líder da oposição venezuelana María Corina Machado. "Expliquei diversas vezes claramente a Trump o fato notório de que é um Comitê Nobel independente, e não o governo norueguês, que concede o prêmio", disse Stoere. Corina Machado entregou sua medalha de ouro a Trump durante uma reunião na Casa Branca na semana passada, embora o Comitê Nobel Norueguês tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. O Comitê Nobel não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na segunda-feira. A soberania dinamarquesa sobre a vasta ilha rica em minerais está documentada em uma série de instrumentos legais vinculativos, incluindo um tratado firmado em 1814. Os EUA reconheceram repetidamente que a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. **Com Reuters**
- Trump anuncia tarifas de 10% a países europeus contra anexação da Groenlândia
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 10%, a partir de 1º de fevereiro, contra a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido e Finlândia. "A partir de 1º de junho de 2026, essas tarifas subirão para 25%", afirmou Trump no Truth neste sábado, 17, ressaltando que os impostos serão pagos "até que se chegue a um acordo para a compra completa e total da Groenlândia". A medida do mandatário de Washington é uma retaliação aos países europeus que no início da semana enviaram tropas para a ilha ártica a fim de defender o território contra uma possível invasão americana. Todas as nações citadas, assim como os EUA, integram a Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), um pacto que estabelece a defesa coletiva de qualquer um de seus membros. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que está no Paraguai, onde ocorreu hoje a assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, comentou a decisão do líder americano. "Em relação ao anúncio de Trump, posso afirmar que a UE sempre será muito firme na defesa do direito internacional, em todos os lugares e, sobretudo, em seu próprio território. Nesse sentido, estou coordenando uma resposta conjunta entre os Estados-membros sobre essa questão", disse Costa. Ainda neste sábado, milhares de pessoas se manifestaram em Copenhague, capital da Dinamarca, contra as ameaças de Trump de anexar a Groenlândia. **Com Ansa**
- Juíza limita poderes do ICE em Minnesota
População reclama da violência e da presença de agentes fortemente armados nas ruas MINNEAPOLIS - Uma juíza federal de Minnesota impôs, nesta sexta-feira, 16, restrições severas às operações do ICE, ordenando o fim de "táticas agressivas" contra manifestantes. A decisão da juíza Katherine Menendez proíbe o uso de gás pimenta e a detenção de pessoas em veículos que não obstruam a atividade policial. O Departamento de Segurança Interna (DHS) tem 72 horas para cumprir a determinação, que surge após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente federal em 7 de janeiro. A tensão em Minneapolis escalou para um enfrentamento direto entre as autoridades locais e a Casa Branca. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação contra o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, acusando-os de obstruir o trabalho dos agentes federais durante os protestos. Frey classificou a manobra como uma tentativa de intimidação por sua defesa da cidade contra o "caos" trazido pela administração federal, enquanto Walz criticou o fato de o agente que atirou em Good não estar sob investigação. Trump recua sobre a Lei de Insurreição Apesar do tom agressivo da procuradora-geral Pam Bondi, que afirmou que "ninguém está acima da lei", o presidente Donald Trump recuou na intenção de invocar a Lei de Insurreição. Após considerar a mobilização de tropas em território americano para conter as manifestações migratórias, Trump declarou que não vê razões para usá-la neste momento. A crise em Minnesota é agravada por novos incidentes, como o ferimento de um cidadão venezuelano por tiros federais e a morte de um mexicano sob custódia do ICE na Geórgia. **Com AFP**
- Trump revela plano de saúde com pagamentos diretos em vez de subsídios a seguros
Trump promete baratear medicamentos, mas críticos temem efeito contrário WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 15, um plano de saúde que substituiria os subsídios do governo para seguros por pagamentos diretos em contas de poupança para os consumidores, uma ideia que, segundo alguns especialistas, prejudicaria os americanos de baixa renda. A Casa Branca afirma que o plano vai reduzir os preços dos medicamentos e os prêmios de seguro, tornaria os custos mais transparentes e responsabilizaria as seguradoras. "Em vez de apenas encobrir os problemas, incluímos nesse grande plano de saúde uma estrutura que acreditamos que ajudará o Congresso a criar uma legislação que abordará os desafios que o povo americano tem desejado", defendeu Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid dos EUA. A Casa Branca não forneceu um cronograma para a implementação, mas é improvável que um Congresso profundamente dividido aprove rapidamente uma legislação importante para o setor de saúde. O plano, que o governo está pedindo ao Congresso para aprovar como legislação, codificaria os acordos de preços de medicamentos e visa disponibilizar mais remédicos para compra sem receita. Trump tem pressionado as farmacêuticas a reduzirem seus preços de acordo com o que os pacientes pagam em nações igualmente ricas e fechou acordos com 14 fabricantes de medicamentos sobre os valores de alguns de seus produtos para o Medicaid, programa público para pessoas de baixa renda, e para consumidores sem plano de saúde.. A estrutura de Trump, apelidada de "O Grande Plano de Saúde" e descrita em um informativo da Casa Branca, inclui um programa de redução de custos compartilhados de seguros que poderia reduzir os prêmios mais comuns do plano Obamacare em mais de 10%. Além disso, substitui os subsídios do governo para o seguro por pagamentos diretos aos americanos em contas de poupança específica, o que os críticos dizem que poderia forçar as pessoas de baixa renda a optar por planos de seguro de curto prazo ou de alta franquia. ENCERRAMENTO DAS INSCRIÇÕES PARA OBAMACARE O anúncio ocorre em um momento em que milhões de americanos enfrentam custos de saúde mais altos este ano, com o encerramento das inscrições abertas para a maioria dos planos Obamacare subsidiados pelo governo federal na quinta-feira (15). Em média, os custos dos prêmios aumentarão de US$888 em 2025 para US$1.904 em 2026, de acordo com a empresa de políticas de saúde KFF, um salto muito maior do que a economia prometida no plano de Trump. O Congresso continua dividido sobre se e como deve restabelecer os generosos créditos tributários da era da Covid que ele permitiu que expirassem no final do ano passado. Subsídios federais expandidos retroativos ainda são possíveis e há um grupo bipartidário de parlamentares negociando uma possível extensão, mas os republicanos continuam divididos sobre se devem fazê-lo. O governo Trump quer que o financiamento vá diretamente para os consumidores que usam contas de poupança de saúde e não para as seguradoras, uma posição também adotada pelos republicanos do Congresso que se opõem à extensão dos subsídios do Obamacare. **Com Reuters**
- Trump agradece a Corina Machado por presenteá-lo com Nobel da Paz
ONU afirmou que prêmio é irrevogável e intransferível para outra pessoa WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu à líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, por tê-lo presenteado com a medalha do Nobel da Paz conquistada por ela em 2025. Os dois se reuniram na quinta-feira, 15, na Casa Branca, em meio aos rumores de que Trump teria escanteado Machado no processo de transição em Caracas pelo fato de a opositora ter vencido um prêmio cobiçado pelo republicano. "Foi uma grande honra conhecer María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muitas dificuldades. María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que realizei. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María", escreveu o presidente na plataforma Truth Social. Trump fez campanha aberta para ganhar o Nobel da Paz em 2025 e disse no início de janeiro que Machado não deveria ter sido laureada, porém negou que isso tenha influenciado em sua decisão de aceitar a chavista Delcy Rodríguez como líder do processo de transição na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas. A opositora, por sua vez, chegou a dizer, após a queda de Maduro, que gostaria de "compartilhar" o Nobel com o presidente dos EUA, porém o instituto responsável pela premiação explicou que ele não pode ser "revogado nem transferido" para outra pessoa. . **Com Ansa**
- Influenciador próximo de Trump compara ICE à polícia nazista da Alemanha
Rogan critica abordagem de americanos que andam sem documentos nas ruas WASHINGTON - Um dos apresentadores de podcast mais populares dos Estados Unidos, principalmente entre homens jovens e o público que se identifica com o presidente dos Estados Unidos, criticou as ações do ICE e comparou os agentes aos homens da Gestapo, polícia nazista da Alemanha. Joe Rogan, que tem mais de 14 milhões de assinantes no Spotify e 17 milhões no YouTube, diz compreender que o republicano esteja colocando em prática o plano de perseguição a imigrantes para o qual foi eleito, mas contestou os métodos adotados. "Não queremos militares armados circulando pelas ruas, prendendo pessoas aleatoriamente, muitas das quais acabam sendo cidadãos norte-americanos que simplesmente não estão com seus documentos no momento. Vamos realmente nos transformar na Gestapo? 'Mostre seus documentos'. É isso mesmo que está acontecendo agora?", questionou o influenciador. Esse distanciamento de Rogan - frequentemente descrito como "o eleitor indeciso mais famoso da América" - não é um bom sinal para Trump, que continua defendendo a polícia de imigração no incidente que matou Renee Nicole Good em Minneapolis na semana passada. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump ameaça usar Lei de Insurreição em meio a protestos em Minneapolis
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou invocar a chamada Lei de Insurreição para conter os protestos em Minneapolis, que se intensificaram após uma mulher ter sido morta por um agente do ICE. "Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e não impedirem que agitadores e insurgentes profissionais ataquem agentes patriotas do ICE que estão simplesmente tentando fazer seu trabalho, eu acionarei a Lei de Insurreição, como muitos presidentes já fizeram antes de mim", escreveu Trump nas mídias sociais. A secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, afirmou ter discutido a Lei de Insurreição com o magnata e que "é seu direito constitucional usá-la". No entanto, ela não descreveu a situação em Minneapolis como uma "insurreição", mas sim como "violenta e com violações da lei em muitos lugares". "Eu sei que vocês estão com raiva. Eu também estou. O que Trump quer é violência nas ruas. Mas Minnesota continuará sendo um oásis de decência, justiça, comunidade e paz. Não deem a ele o que ele quer", reagiu o governador de Minnesota, Tim Walz. A tensão permanece altíssima na cidade americana. Um agente do ICE atirou e feriu um homem em Minneapolis, segundo as autoridades federais. O Departamento de Segurança Interna afirmou que o episódio ocorreu quando os agentes tentavam deter um venezuelano que teria resistido. Os protestos no município começaram após a morte de Renée Nicole Good, uma americana de 37 anos, que foi assassinada a tiros por um agente durante uma operação em Minneapolis no início do mês. . **Com Ansa**
- Babá brasileira acusa ex-amante de duplo assassinato e pode se livrar da cadeia
Juliana disse que aceitou fazer a delação porque era o "certo a se fazer" e negocia vender a história para a Netflix HERNDON - Juliana Peres Magalhães, de 25 anos, completou nesta quarta-feira, 14, dois dias de depoimento no julgamento do ex-amante, Brendan Banfield, acusado de duplo assassinato, em Herndon, na Virgínia, crime que chocou os Estados Unidos em 2023. A brasileira está presa desde outubro daquele ano, sete meses após o crime, e confessou a participação no homicídio da mulher de Banfield, Christine, de 37 anos, e de Jospeh Ryan, 39. O acordo de delação feito com a promotoria é uma estratégia que pode livrá-la da cadeia. Mas o réu alega inocência. Apenas depois deste acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato, isso já mais de um ano depois, em setembro de 2024. Ele é acusado de esfaquear a própria mulher a atirar contra Ryan. Em depoimento no tribunal, Juliana, que era babá da filha de 4 anos do casal, disse que queria desitir do esquema, mas foi convencida pelo amante de que "era tarde demais". Banfield teria dito que perderia dinheiro com a separação e queria garantir a guarda da criança. Segundo a brasileira, ela e o amante usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher. Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento. Dia do crime Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afimou a paulista na audiência de terça-feira. A brasileira avisou o amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa. Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse. Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro. O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher. Segundo as autoridades do Condado de Fairfax, Banfield esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia a matado. Envolvimento Juliana foi contratada através do programa Au Pair para cuidar da filha de 4 anos da família no fim de 2021. A paulista e o patrão começaram a ter um caso no ano seguinte. Depois do crime, Banfield e Juliana estavam morando juntos na mesma casa onde ocorreu o crime. A polícia encontrou inclusive retratos do novo casal na residência de Herndon. Delação A colaboração de Juliana deve livrá-la da pena de 40 anos de prisão. Os promotores concordaram que ela seja condenada ao regime fechado pelo tempo equivalente ao que já esteve reclusa. Entretanto, a sentença só vai ser anunciada após a conclusão do julgalmento de Banfield para "ver o quanto Juliana ainda vai cooperar". Já Banfield nega o assassinato da mulher e a defesa afirma que as evidências “não se somam”. O advogado de defesa do americano, Jonh Carroll, questionou a "ausência de memória" de Juliana para detalhes sobre o que ela definiu como "um plano para executar o crime" em uma tentativa de minar sua credibilidade como testemunha. A brasileira argumentou que "isso acontece com quem passa por um trauma muito grande". Juliana disse ainda que aceitou fazer a delação porque era "o certo a se fazer". Ela assumiu que está conversando com produtores para vender a sua versão para virar um documentário. Em uma carta para a mãe no Brasil, a babá diz que estudava aceitar uma oferta de US$ 10 mil da Netflix. Os produtores seriam os responsáveis para custear as despesas na cadeia e a comunicação com a família. Até Juliana concordar com a delação, os custos, inclusive com advogado, eram pagos pela mãe de Brendan Banfield. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Dona de padaria recebe ameaça de morte após venda de cookies anti-ICE
Produção dos cookies anti-ice segue em ritmo acelerado mesmo após as ameaças EAST LONGMEADOW - A proprietária de uma padaria de Massachusetts diz que está recebendo ameaças de morte após o sucesso de seus cookies decorados "F** ICE", um protesto contra as operações anti-imigrante do governo do presidente Donald Trump. Niki Moran, dona da Sweet Boutique, em East Longmeadow, afirma que as mensagens falam que vão colocar fogo no estabelecimento e assaltar os entregadores, além de desejar a morte de seus filhos após o sucesso da guloseima. “Nós estamos recebendo muitas ameças de morte. Desejos de que eu e minhas funcionárias sejamos estupradas e meus empregados sejam roubados. Também dizem que vão me trancar dentro da padaria e colocar fogo", conta Niki. A empresária disse que não esperava a repercussão quando decorou os cookies para expressar sua frustação com as operações do ICE e a onda de deportações nos Estados Unidos. Os cookies viralizaram após as fotos serem postadas nas redes sociais e foram vendidos em tempo recorde, mas também geraram a repercursão violenta. A polícia de East Longmeadow afirma que o caso está sob investigação e foram implementados protocolos de segurança para proteger a casa, o comércio, a família e os funcionários da americana. Por outro lado, os clientes demonstram apoio à iniciativa da empresária. A procura pelos biscoitos anti-ICE é grande e a produção deve continuar. Niki espera que sua ação encoraje as pessoas a defender seus ideias mesmo quando parece assustador. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump ameaça cortar financiamento a Estados com cidades-santuário
Trump promete suspender as verbas a partir de 1º de fevereiro para qualquer Estado que tiver cidades-santuário WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 14, que deve cortar no próximo mês o financiamento federal para qualquer Estado que tenha cidades-santuário, expandindo seus ataques a cidades administradas principalmente por democratas após dias de confrontos caóticos nas ruas de Minneapolis. A promessa de Trump, anunciada via redes sociais, repetiu os comentários feitos por ele pela primeira vez durante um discurso em Detroit, na terça-feira, quando disse que interromperia os pagamentos a partir de 1º de fevereiro a qualquer Estado que tiver cidades-santuário, que limitam a cooperação das autoridades locais com os agentes federais de imigração. Qualquer iniciativa do tipo deve ser, sem dúvida, contestada na Justiça. Em agosto, um juiz federal barrou uma tentativa anterior de congelamento do financiamento de mais de 30 jurisdições com santuários. A declaração do republicano ocorreu em meio à escalada de tensões em Minneapolis, uma semana após um agente de imigração norte-americano atirar fatalmente em Renee Good, de 37 anos, cidadã norte-americana, em seu carro. O governo Trump enviou mais de 2 mil agentes federais para a cidade, apesar das fortes objeções do prefeito, Jacob Frey, um democrata. Os agentes parecem estar realizando varreduras itinerantes e prendendo pessoas sem mandados, com base em relatos e vídeos de residentes. Jornalistas documentaram dezenas de agentes armados pelas ruas geladas de bairros residenciais, vestindo equipamentos de camuflagem de estilo militar e máscaras cobrindo o rosto, muitas vezes recebidos por moradores que sopram apitos e gritam com os agentes. Em algumas ocasiões, os agentes quebraram vidros de carros e retiraram pessoas de seus veículos, mostraram vídeos. Alguns confrontaram cidadãos norte-americanos não brancos, exigindo sua identificação antes de se afastarem, provocando vaias e acusações de racismo por parte dos espectadores. Os agentes usaram químicos irritantes contra manifestantes, às vezes disparando spray de pimenta laranja nos rostos a curta distância ou acendendo granadas de efeito moral perto de grupos nas ruas. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) defendeu-se das alegações de má conduta por parte dos agentes, dizendo que eles têm sido cada vez mais sujeitos a agressões ao tentar encontrar e deter infratores da imigração. O DHS também rejeitou as acusações de discriminação racial, dizendo que as prisões são baseadas em suspeitas razoáveis de que os indivíduos não têm status legal de imigração. No ano passado, o departamento obteve uma decisão da Suprema Corte permitindo que a etnia de uma pessoa seja um "fator relevante", juntamente com outros, para decidir se os agentes têm motivo suficiente para parar e interrogar alguém. Os agentes de imigração também prenderam cidadãos norte-americanos por supostamente atrapalharem a fiscalização. Grupos de agentes perseguiram manifestantes, incluindo um homem vestido com uma fantasia de girafa, antes de jogá-los no chão para detê-los. A organização sem fins lucrativos World Relief disse que dezenas de refugiados legais no Estado, incluindo crianças, foram presos durante o fim de semana e detidos como parte de um esforço de Trump para reavaliar os refugiados que entraram sob o comando do antecessor democrata de Trump, Joe Biden. "Essas são crianças e famílias inocentes que fugiram das piores guerras e perseguições imagináveis", disse o presidente da World Relief, Myal Greene. Beth Oppenheim, presidente-executiva da HIAS, outro grupo de reassentamento, disse que os refugiados sob custódia ainda não tinham obtido residência permanente, e muitos foram levados para centros de detenção no Texas, longe de suas casas. "Essas pessoas estão aqui com status legal, tendo sido totalmente verificadas pelo nosso governo", disse ela. Questionado sobre as prisões de refugiados legais, o DHS se referiu às alegações de fraude contra membros da comunidade somali em Minnesota. "O governo Trump não ficará de braços cruzados enquanto o sistema de imigração dos EUA é usado como arma por aqueles que buscam fraudar o povo norte-americano", disse um porta-voz do DHS. Nos últimos meses, Trump se concentrou nas alegações de fraude, chamando os imigrantes somalis em Minnesota de "lixo" e dizendo que os quer fora do país. Autoridades do governo tentaram vincular a repressão em Minneapolis ao escândalo. O presidente não especificou quais Estados sofreriam cortes de verbas sob sua ameaça, mas o Departamento de Justiça dos EUA publicou em agosto uma lista de "jurisdições santuárias" localizadas em 19 Estados e no Distrito de Colúmbia. Cerca de 160 milhões de pessoas vivem nesses estados, pouco menos da metade da população dos EUA. Trump, um republicano, argumentou que operações em larga escala em cidades lideradas por democratas são necessárias porque as cidades não cooperam suficientemente com a fiscalização da imigração. **Com Reuters**
- Agente do ICE atira em venezuelano em Minneapolis
ICE alega que agente atirou na perna do venezuelano em legítima defesa MINNEAPOLIS - Um agente federal de imigração atirou em um venezuelano na quarta-feira, 14, em Minneapolis informaram autoridades locais, que pediram "manter a calma" uma semana após a morte de uma mulher na maior cidade de Minnesota. "Entendemos que há indignação (...). A cidade de Minneapolis volta a exigir que o ICE deixe a cidade e o Estado imediatamente", escreveram as autoridades no X. Funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) confirmaram os disparos no X e informaram que "um imigrante ilegal da Venezuela" foi detido em uma blitz de trânsito e resistiu à prisão. "Enquanto o indivíduo e o agente policial lutavam no chão, duas pessoas saíram de um apartamento próximo e também atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura", argumentou o DHS. O agente "efetuou um disparo defensivo para proteger sua vida" e feriu na perna o primeiro indivíduo. Esse fato ocorre após Renee Nicole Good, uma americana de 37 anos, ter sido morta em seu carro em 7 de janeiro por tiros de um agente do ICE durante uma operação contra migrantes em Mineápolis. Desde que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, o presidente Donald Trump tem impulsionado uma onda de deportações em massa, uma de suas promessas de campanha. Autoridades locais criticam as ações dos agentes do DHS, incluindo os do ICE. Em um vídeo publicado na quarta-feira nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou "o caos, a interferência e o trauma que o governo federal está despejando sobre nossa comunidade", descrevendo interrogatórios de porta em porta realizados por agentes do ICE "armados, mascarados e com pouca capacitação". **Com AFP**
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