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  • Diretor português de laboratório do MIT é assassinado em Brookline

    Nuno Loureiro dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT BROOKLINE - O físico português Nuno Loureiro, diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), foi assassinado a tiros na frente da porta de sua casa, em Brookline, anunciou na terça-feira, 16, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. De acordo com a polícia local, Loureiro, 47, o crime aconteceu na rua Gibbs da noite de segunda-feira. A vítima, que foi baleada três vezes e sofreu um quarto ferimento de raspão. Loureiro foi depois transportado para o Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, onde morreu na manhã de terça-feira. Ele deixa mulher, três filhas, um irmão e a mãe. O caso está sendo investigado como um homicídio, não tendo as autoridades revelado, até agora, qualquer informação sobre eventuais suspeitos ou detenções. Nuno Loureiro, professor de Ciência e Engenharia Nuclear e de Física, dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão, um dos maiores laboratórios do MIT, desde maio de 2024. O site da instituição, localizada em Cambridge, descreve Nuno Loureiro como "um físico teórico com interesses que abrangem desde a fusão por confinamento magnético à física fundamental de plasmas e à astrofísica de plasmas". Antigo aluno do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, onde se formou em física em 2000, obteve o seu doutoramento no Imperial College de Londres em 2005. Antes de se juntar ao corpo docente do MIT em 2016, Nuno Loureiro, que recebeu vários prêmios de física ao longo da sua carreira, foi investigador no Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) do IST, na capital portuguesa. Uma publicação do Departamento de Ciência e Engenharia Nuclear do MIT, onde o físico português lecionava, destaca ainda o interesse de Nuno Loureiro "em diversos aspectos fundamentais da dinâmica de plasmas magnetizados, como a reconexão magnética, geração e amplificação de campos magnéticos, confinamento e transporte em plasmas de fusão e turbulência em plasmas fortemente magnetizados e fracamente colisionais". Nos Estados Unidos, em 2017, recebeu o Prêmio Carreira da Fundação Nacional de Ciência e, mais recentemente, em 2025, o Prêmio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros, atribuído em janeiro pelo então presidente Joe Biden. Em comunicado citado pela Lusa, o IST e o IPFN lembram o "colega brilhante com quem era um prazer científico e pessoal colaborar" e "lamentam profundamente a notícia da morte do cientista" , dizendo ainda que amigos e colegas "estão profundamente consternados pelo seu desaparecimento prematuro". Também o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou na terça "profundo pesar" pela morte prematura de Loureiro, que representa "uma perda irreparável para a ciência e para todos os que com ele trabalharam e conviveram", considerando que o pesquisador português se distinguiu "pelo seu rigor intelectual, pela dedicação incansável à ciência e pelo contributo relevante que deixou na área da física". "Para além do mérito profissional, era reconhecido pelo seu espírito colaborativo, generosidade no partilhar de conhecimento e compromisso com o progresso científico", disse Marcelo Rebelo de Sousa. **Com AF**

  • Brasileiro se declara culpado por prática ilegal de medicina em MA

    Vítimas afirmam que Siqueira se apresentava como médico BOSTON - O brasileiro Rodrigo de Medeiros Siqueira, 33 anos, se declarou culpado na sexta-feira, 12, por administrar Botox contrabandeado e não aprovado por autoridades de saúde dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça. O processo cita que pelo menos dez vítmas apresentaram botulismo iatrogênico após serem submetidas a procedimentos estéticos na Rodrigo Beauty Spa em Massachusetts. Segundo as investigações, Siqueira "não tem licença para prescrever, dispensar ou administrar medicamentos controlados nem para aplicar injeções". Ele praticava medicina ilegal desde agosto de 2022, afirma a Justiça. O falso médico chegou a ser preso em outubro, mas foi solto "sob condições". Siqueira pode pegar até três anos de cadeia e um ano de liberdade supervisionada por comercializar remédios não autorizados e de forma ilícita. A multa pode ultrapassar US$250 mil ou o dobro do lucro bruto resultante do delito, prevalecendo o valor maior. Ainda não foi divulgada a data da sentença. Vítimas Uma das vítimas conversou com a Manchete USA . A brasileira, que não vai ser identificada na reportagem, apresentou o laudo médico que atesta o desenvolvimento do botulismo iatrogênico que se desenvolve por conta da injeção de toxina botulínica (Botox) em grandes quantidades. Ela chegou a ser internada duas vezes, uma delas com suspeita de derrame cerebral e, após mais de sete meses, ainda não recuperou totalmente a visão. Leia mais: Governo identifica 10 casos de botulismo associado a spa de brasileiro O principais sintomas do botulismo iatrogênico são dor de cabeça, paralisia facial e fraqueza muscular. Em casos mais graves, a pessoa acometida pode sofrer fraqueza muscular progressiva. Denúncia Em junho, o Departamento de Saúde Pública (DPH) de Massachusetts emitiu um alerta que dez pessoas desenvolveram botulismo iatrogênico após passarem pelo procedimento de aplicação de botox em duas clínicas Rodrigo Spa: Milton e Braintree. O órgão estadual orientava que todas as pessoas que fizeram o tratamento na clínica entre 1º de maio e 4 de junho procurassem um médico imediatamente, mesmo as assintomáticas. "O reconhecimento e o tratamento precoces podem melhorar significativamente os resultados", afirmou o departamento, em comunicado. SERVIÇO: Se acredita que você ou um parente foi vítima da Rodrigo Beauty Spa acesse https://www.fda.gov/inspections-compliance-enforcement-and-criminal-investigations/criminal-investigations/oci-vw-assistance-rodrigo-beauty . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Moraes inicia pedido aos EUA de extradição de Ramagem

    Investigação aponta que Ramagem fugiu do Brasil pela Guiana e entrou nos EUA com passaporte diplomático ORLANDO - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Secretaria Judiciária remeta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por atuar em trama golpista. O processo dele transitou em julgado dia 25 de novembro, mas o deputado fugiu do Brasil. No último sábado (13/12), a PF cumpriu em Manaus (AM) mandado de prisão contra Celso Rodrigo de Mello, filho do garimpeiro Rodrigo Cataratas, no âmbito da investigação que apura a suposta fuga de Ramagem do Brasil. “A rota de fuga já parece clara: via Guiana, saindo clandestinamente, sem passar por qualquer ponto de fiscalização. Em seguida, saiu de Georgetown para Miami”, enfatizou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão por participação na trama golpista. O deputado deixou o Brasil após viajar para Boa Vista (RR) e, de forma clandestina, seguir para capital da Guiana e, no país vizinho, embarcar para Miami. Fontes disseram que Ramagem se mudou nos últimos dias para Orlando, onde o custo de vida é mais barato. Ramagem tem passaporte diplomático ativo e válido até 2027. No início de dezembro, o STF determinou o bloqueio do salário e da cota parlamentar do deputado federal. Rebeca Ramagem A mulher do deputado, Rebeca Ramagem, e as duas filhas, de 6 e 14 anos, se reuniram com o ex-delgado nos EUA. Na segunda-feira, ela publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma ter tido as contas bancárias bloqueadas e diz estar “pagando um preço” por ser casada com o parlamentar. No vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Rebeca afirma que está nos EUA com a família e atribui o bloqueio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), embora diga não ter tido acesso a qualquer decisão formal ou a informações oficiais sobre o caso. Procurado por meio do STF, Moraes ainda não se manifestou. **Com Agências **

  • Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

    Uso indevido do fentanil eleva número de mortes nos EUA WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um decreto nesta segunda-feira, 15, classificando o fentanil, principal analgésico que causa a crise de opioides no país, como arma de destruição em massa. A categoria inclui, além de bombas atômicas, armas biológicas, como o antraz, ou químicas, como o gás sarin. O documento permite que o Departamento de Defesa americano determine se incidentes relacionados ao tráfico de fentanil justificam o emprego das Forças Armadas —na prática, liberando a atuação irrestrita dos militares no combate ao tráfico do opioide, uma vez que a gravidade do crime agora equivale ao contrabando de urânio, por exemplo. Nos EUA, o uso do Exército em operações de policiamento é ilegal, com poucas exceções. Se o decreto de Trump sobreviver a desafios na Justiça, o combate ao tráfico de fentanil se tornaria uma delas. Segundo o decreto, a classificação de arma de destruição em massa só se aplica quando o fentanil ou seus precursores químicos forem comercializados de forma ilegal —mesmo precedente que rege o uso do urânio, material necessário para a fabricação de armas nucleares ou radiológicas. "O fentanil ilegal é mais parecido com uma arma química do que com um narcótico", afirma o texto assinado por Trump. "Dois miligramas, equivalente a 10 ou 15 gramas de sal de cozinha, já representam uma dose letal." Ao anunciar a medida, a Casa Branca disse que overdoses de fentanil já são a principal causa de morte entre americanos na faixa etária de 18 a 45 anos —na verdade, são overdoses de opioides no geral, dos quais o fentanil é o principal. O decreto não faz referência à China, principal produtora de fentanil no mundo —o opioide é utilizado em hospitais como analgésico. Mas contém menções a "grupos terroristas estrangeiros": "A produção e distribuição de fentanil, principalmente por grupos criminosos organizados, ameaça nossa segurança nacional", diz o texto. "A venda de fentanil por organizações terroristas estrangeiras financia outras atividades ilícitas desses cartéis —como assassinatos, ataques terroristas e guerrilhas", afirma o decreto. "Ademais, o potencial de que o fentanil seja transformado em arma para ataques terroristas é uma ameaça grave aos EUA." Até hoje, nenhum ataque do tipo com fentanil foi registrado, e a esmagadora maioria de mortes pela droga aconteceu por uso indevido. Além de permitir atuação mais ampla das Forças Armadas —que já realizam campanha militar no Caribe com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas—, o decreto também determina que o Departamento de Justiça busque penas mais duras para traficantes do fentanil. "Ao classificar o fentanil ilegal de arma de destruição em massa, o presidente Trump se certifica que todo o peso do governo federal seja usado para enfrentar o fentanil como a arma química letal que é", disse a Casa Branca em nota. A linguagem do decreto é semelhante à justificativa mencionada pelo governo Trump para classificar cartéis narcotraficantes na América Latina de grupos terroristas. Segundo a Casa Branca, essas facções estão em guerra com os EUA ao "envenenar deliberadamente a população" com drogas como cocaína e heroína. A motivação também aparece para justificar a mobilização americana no Caribe, que já matou mais de 80 pessoas —mas cujo objetivo parece estar mais ligado a pressionar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e derrubá-lo do poder. **Com AF**

  • Trump processa BBC em US$ 10 bilhões em caso de difamação

    Trump disse que a BBC colocou palavras em sua boca e sentia que deveria processá-la MIAMI - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira, 15, uma ação judicial na qual reivindica pelo menos US$ 10 bilhões à BBC pela edição do discurso que fez a seus apoiadores antes da invasão do Capitólio em janeiro de 2021. O processo, que tramita em um tribunal federal em Miami, reivindica "indenização por um montante não inferior a US$ 5 bilhões" por cada uma das duas acusações contra a emissora britânica por suposta difamação e violação da Lei sobre Práticas Comerciais Enganosas e Desleais da Flórida. A BBC pediu desculpas a Trump em novembro, mas rejeitou seus pedidos de indenização e discordou que houvesse qualquer "fundamento para uma ação por difamação". A equipe jurídica de Trump acusou a BBC de difamá-lo "manipulando seu discurso de forma intencional, maliciosa e enganosa" devido à edição de seu discurso de 6 de janeiro de 2021 em um documentário do programa Panorama. Na íntegra No discurso de 6 de janeiro, o republicano disse a apoiadores em Washington: "Vamos caminhar até o Capitólio e vamos aplaudir nossos bravos senadores e congressistas." Mais de 50 minutos depois, no mesmo discurso, ele disse: "E lutaremos. Lutaremos com todas as nossas forças." No Panorama, um trecho o mostrou dizendo: "Vamos caminhar até o Capitólio... e eu estarei lá com vocês. E lutaremos. Lutaremos com todas as nossas forças." A BBC reconheceu que a edição deu "a impressão equivocada" de que ele havia "feito um apelo direto à violência" antes da invasão ao Capitólio dos EUA. ** Com Agências **

  • ICE recebe dados de passageiros aéreos para expandir deportação

    Os computadores do TSA sinalizam com um 'X' quem não pode embarcar e é procurado pelo ICE   NOVA YORK - O governo do presidente Donald Trump está fornecendo os nomes de todos os passageiros aéreos aos funcionários da imigração, expandindo substancialmente o uso do compartilhamento de dados para expulsar pessoas sob ordens de deportação. De acordo com o programa, anteriormente não divulgado, a Administração de Segurança nos Transportes (TSA) fornece ao ICE, várias vezes por semana, uma lista dos passageiros que passarão pelos aeroportos. A agência então compara as informações com seu próprio banco de dados de pessoas sujeitas à extradição e envia agentes para detê-las nos portões de embarque.   Não está claro quantas prisões foram feitas como resultado da colaboração. Mas documentos obtidos pelo jornal The New York Times mostram que o caso de Any Lucía López Belloza foi uma delas. A estudante universitária foi detida no Aeroporto Logan de Boston em 20 de novembro e deportada para Honduras dois dias depois. Any, de 19 anos, tinha uma ordem de deportação de 2018. Apesar disso, ela disse que não sabia da situação e vivia no país sem problemas, inclusive era caloura de administração no Babson College. As coisas mudaram em 20 de novembro, quando Any chegou ao Aeroporto Logan de Boston a caminho do Texas. Ela passou pela segurança com seu passaporte hondurenho sem incidentes, disse ela, e chegou ao portão de embarque com antecedência suficiente para tomar um café.  Na hora de embarcar, porém, sua passagem não funcionou.  Na segunda vez em que foi escaneada, ela percebeu um X na tela do computador do agente, que lhe disse para ir ao atendimento ao cliente para descobrir o que estava acontecendo. “Ah, você é a Any”, disse um dos agentes federais que a aguardavam, contou a hondurenha. Registros internos mostram que ela foi inicialmente detida por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA. “Ele disse: ‘Bem, você vem conosco. Você vai preencher um monte de papelada’”, lembrou ela. “Eu respondi: ‘Bem, eu tenho que embarcar no avião por isso preciso partir agora mesmo’. E ele disse: ‘Bem, acho que você nem vai conseguir embarcar nesse voo’”. O caso de Any ganhou publicidade em parte porque ela não tinha antecedentes criminais. A jovem estava a caminho de casa para passar o Dia de Ação de Graças com sua família, incluindo ir à igreja e jantar juntos. Era uma viagem surpresa.  Agora, em Honduras, ela está tentando descobrir uma maneira de se transferir para outra faculdade. Ela sente falta de ir à igreja com a família, de uma rede de supermercados do Texas e da comida da mãe, disse ela. Ativistas criticaram o programa de deportação do aeroporto, considerando-o uma forma de intimidar os imigrantes.  "Esta é mais uma tentativa de aterrorizar e punir comunidades e fará com que as pessoas tenham medo de sair de casa por receio de serem detidas injustamente e desaparecerem do país antes de terem a oportunidade de contestar a detenção", ressaltou Robyn Barnard, diretora sênior de defesa dos refugiados da Human Rights First. Documentos obtidos pelo NYT apontam que a prisão de Any envolveu um escritório do ICE na Califórnia que desempenha um papel fundamental no programa do aeroporto. O Pacific Enforcement Response Center envia dicas para oficiais de imigração em todo o país e solicita às prisões locais que detenham imigrantes. Registros mostram que o escritório sinalizou as informações de voo dela para os oficiais do ICE em Boston.  O documento detalha como isso faz parte de uma colaboração “com a Administração de Segurança nos Transportes para enviar pistas acionáveis ao campo sobre estrangeiros com uma ordem final de remoção que parecem ter um voo iminente agendado”.  Um ex-funcionário sênior do ICE com conhecimento do programa aeroportuário disse que o escritório da Califórnia frequentemente enviava várias dicas por dia sobre possíveis detidos em aeroportos da região onde trabalhava. Os agentes do ICE recebiam o número do voo e a hora de partida do passageiro, bem como uma foto do alvo — às vezes apenas algumas horas antes da decolagem do avião.  "O programa é particularmente eficaz porque permite ao ICE deportar rapidamente aqueles que são presos", observou o ex-funcionário.  A prisão de Any não é a única do programa que chamou a atenção da mídia. No final de outubro, Marta Brizeyda Renderos Leiva, uma mulher de El Salvador, foi presa no aeroporto de Salt Lake City. Contra Marta, também havia uma ordem final de deportação. O vídeo da prisão mostra ela gritando enquanto os agentes a retiravam do aeroporto.  Registros internos obtidos pelo The Times mostram que as informações de voo de Leiva também foram repassadas aos agentes locais pelo escritório da Califórnia.  Com informações do The New York Times

  • Trump reconhece uma possível derrota republicana nas legislativas de 2026

    Trump prevê uma derrota legislativa se os eleitores não perceberem os avanços na economia WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, insinuou que os republicanos poderiam perder as eleições legislativas de meio de mandato de 2026, apesar de ter exaltado a "maior economia da história", em uma entrevista publicada na noite de sábado, 13, pelo The Wall Street Journal. O republicano, que voltou à Casa Branca em janeiro, tem insistido regularmente que a economia americana agora está no auge, enquanto continua atribuindo a inflação persistente ao seu antecessor democrata, Joe Biden. "Criei a maior economia da história. Mas pode levar tempo para as pessoas entenderem todas essas coisas", disse Trump na entrevista que, segundo o The Wall Street Journal, foi realizada na sexta-feira (12) no Salão Oval. "Todo esse dinheiro que está entrando no nosso país está construindo coisas neste exato momento: fábricas de automóveis, IA, um monte de coisas. Não posso dizer como isso vai se traduzir para o eleitor, a única coisa que posso fazer é o meu trabalho", acrescentou. Com as legislativas de 2026 no horizonte, Trump destacou que "os preços estão em boa forma". "Vamos ver o que acontece. Deveríamos ganhar. Mas, você sabe, estatisticamente é muito difícil ganhar. Sim, não faz sentido", refletiu. Trump, que prometeu reduzir a inflação se fosse eleito, alega que cumpriu esta promessa de campanha, apesar das pesquisas de opinião mostrarem baixos índices de aprovação de sua estratégia econômica. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago para a Associated Press constatou que apenas 31% nos Estados Unidos aprovam a gestão econômica de Trump, frente a 40% em março. "Quando receberei crédito por ter criado, sem inflação, talvez a maior economia na história de nosso país?", expressou Trump em uma publicação nas redes sociais na quinta-feira. "Quando é que as pessoas vão entender o que está acontecendo? Quando é que as pesquisas vão refletir a grandeza dos Estados Unidos neste momento, e como estava mal há apenas um ano?", acrescentou. A inflação disparou durante o mandato de Biden. Inicialmente, perdeu fôlego após o retorno de Trump ao poder em janeiro, mas voltou a crescer desde abril. A última taxa de inflação publicada, em setembro, mostrou um aumento de preços anual de 2,8%. O governo não publicou as estatísticas de outubro devido à paralisação administrativa (shutdown) resultante do impasse orçamentário no Congresso. Espera-se que o número de novembro seja divulgado na próxima semana. **Com AFP**

  • Polícia libera "pessoa de interesse" do ataque na Universidade Brown

    Autoridades pedem ajuda do público para indentificar o suspeito de matar duas pessoas na Universidade Brown PROVIDENCE - Autoridades de Rhode Island anunciaram na noite deste domingo, 14, que liberaram o homem preso suspeito de ser o atirador que matou duas pessoas e feriu outras nove em ataque a uma universidade no dia anterior. O Departamento de Polícia de Providence havia prendido uma “pessoa de interesse” em relação ao tiroteio na Universidade Brown. “Detivemos uma pessoa de interesse em relação ao tiroteio de ontem em Brown. O alerta de confinamento foi suspenso”, afirmou o comunicado. Mas em uma coletiva de imprensa realizada horas depois, o prefeito de Providence, Brett Smiley, e outras autoridades estaduais e locais disseram aos repórteres que o homem detido seria liberado, afirmando que a investigação estava tomando um "novo rumo". "Ainda não resolvemos este caso, mas estou confiante de que o faremos em breve", disse o procurador-geral de Rhode Island, Peter Neronha. "Havia um conjunto de provas que justificava a detenção dessa pessoa como suspeita", disse Neronha, acrescentando que os investigadores determinaram posteriormente que "não havia fundamento para acreditar que ele fosse suspeito, então... ele está sendo liberado", disseram sem dar mais detalhes. As autoridades acreditam que uma pessoa não identificada, mostrada em imagens de vigilância, é a suspeita e continua solta. Apesar disso, afirmaram que não retornariam a ordem inicial de confinamento para o campus e a comunidade ao redor, que havia sido suspensa. Testemunhas relataram que o atirador usava “uma máscara de camuflagem cinza”, disse o vice-chefe de polícia de Providence, Tim O’Hara, que pediu para testemunhas se apresentarem com qualquer informação que pudesse ajudar na investigação. O diretor do FBI, Kash Patel, disse no início da manhã de domingo, em uma publicação no X, que a pessoa de interesse havia sido detida em um quarto de hotel na cidade de Coventry, em Rhode Island, a 30 minutos de carro do campus da Brown. Uma equipe do FBI especializada em análise de dados de telefonia celular usou informações de geolocalização para rastrear o suspeito, disse Patel. Ataque A polícia foi acionada na tarde do sábado após a Universidade Brown emitir uma alerta de emergência após relatos de tiros no campus. A mensagem, enviada por telefone, pediu que os estudantes permanecessem abrigados, escondidos, mantivessem as portas trancadas e silenciassem os telefones até nova ordem da instituição. Mais de 400 agentes de polícia municipal, estadual e federal foram mobilizados em busca do suspeito A universidade informou que todas as vítimas eram estudantes. Dos nove feridos, oito estão internados na UTI, mas em condição estável, segundo o prefeito de Providence, Brett Smiley, informou em coletiva de imprensa. O ataque ocorreu nos departamentos de engenharia e física da universidade, no momento em que os alunos realizavam diversas provas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter sido informado sobre o acontecimento e que o Departamento Federal de Investigação (FBI) acompanha o caso: “Que Deus abençoe as vítimas e suas famílias”. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • De Miami à Guatemala: a viagem de crianças separadas de familiares por deportações

    Crianças, muitas americanas, estão prestes a embarcar para uma vida bem mais difícil que levavam nos EUA MIAMI - Andy tem seis anos. Olhos sérios, escuros. Veste jeans, moletom e tênis preto. Leva uma mochila e um crucifixo no pescoço. No aeroporto de Miami, caminha de mãos dadas com uma adolescente que não conhece, rumo a um país que também não conhece: Guatemala. Junto a outras seis crianças, está prestes a deixar os Estados Unidos para se instalar com sua família no país centro-americano. Eles têm entre três e 15 anos e suas vidas acabam de dar uma reviravolta por causa da política de deportações em massa do governo de Donald Trump. Três deles são americanos, os demais guatemaltecos, mas todos cresceram na Flórida. Para Andy e a maioria dos protagonistas desta história, a reviravolta veio após uma simples fiscalização de trânsito. Até novembro, o menino - nascido na Flórida e portanto americano - vivia com seu pai, Adiner, em Lake Worth, no sudeste do estado. Não tinha contato com a mãe há anos. Um dia, Adiner tinha acabado de buscar Andy na escola quando um policial mandou que parasse o carro. Ao verificar que ele não tinha visto e nem residência legal, o agente prendeu o guatemalteco de 28 anos. Sem sorrisos As crianças acabam de chegar ao terminal de embarque. Mariana Blanco, diretora de operações do Centro Guatemalteco-Maya, verifica se elas têm uma muda de roupa e algo para comer na mochila. A associação de Lake Worth reuniu cerca de 20 menores com seus familiares na Guatemala nos últimos meses, desde que a onda de prisões de estrangeiros em situação irregular os deixou sem um ou nenhum de seus pais. Ajudou as famílias com trâmites, com o cuidado das crianças - em sua maioria americanas - e pagou suas passagens de avião. Dois voluntários, Diego Serrato e Luisa Gutiérrez, vão viajar com os menores. "Há racismo por parte do governo, passam por cima dos direitos das crianças", lamenta Serrato. "É triste ver seus rostinhos com incerteza, com medo, em vez de sorrisos". Ao seu lado, aguardam Franklin, de três anos, e seu irmão Garibaldi, de seis, os outros dois americanos do grupo. O menor, com moletom do Homem-Aranha e mochila de dinossauros, olha ao redor com olhos tristes e sonolentos, e Gutiérrez o pega nos braços para consolá-lo. Franklin e Garibaldi vão se reunir com o pai, expulso da Flórida há apenas algumas semanas. A mãe, que trabalha em um viveiro, não pode cuidar das crianças e teme ser presa. Por isso decidiu enviá-las com seu companheiro. Andy também vai reencontrar o pai. Está um pouco nervoso, mas também feliz. Após passar cerca de dois dias em um centro de detenção, Adiner foi deportado do país onde morou por mais de uma década. Outro mundo Quem leva Andy pela mão é Areimy, de 15 anos. Morava sozinha com o pai até que o prenderam e o mandaram para a Guatemala. Lá ela vai encontrar com ele e sua mãe, a quem não vê há mais de seis anos. Os outros sofreram situações similares. Há o Alexis, de 11 anos, que vivia com o pai e teve que ficar com uma tia desconhecida após sua expulsão. Agora ele usa no pescoço um macaco de pelúcia que ela lhe deu. Também Enrique, de 13, que verá sua mãe pela primeira vez em oito anos depois que o pai foi detido e enviado para a Louisiana. E Mariela, de 11, que viverá com sua mãe porque seu pai teme ser preso e, por isso, decidiu enviá-la para a Guatemala. "Ninguém deveria passar por isso, muito menos uma criança. É um momento triste, cruel", diz Blanco. Para as crianças, a vida será muito diferente na Guatemala. Suas famílias são de áreas muito rurais, onde nem sempre têm acesso à água, à eletricidade e menos ainda à internet. Os mais velhos provavelmente terão que trabalhar porque o ensino médio e superior na Guatemala implicam despesas que seus pais não podem cobrir, acrescenta Blanco. Todos se dirigem para o controle de segurança. Antes de partir, Andy solta a mão de Areimy e corre até seu tio. Dá-lhe um longo abraço. Volta para sua colega e segue os outros sem olhar para trás. **Com AFP**

  • Ataque a tiros em universidade de Rhode Island deixa ao menos dois mortos

    Ataque ocorreu perto de edifício de sete andares que abriga a Escola de Engenharia e o Departamento de Física  Foto:AP   PROVIDENCE — Pelo menos duas pessoas morreram e várias outras ficaram feridas neste sábado, 13, em um ataque a tiros na Universidade Brown, em Rhode Island, informou uma pessoa da polícia. O funcionário não pôde discutir publicamente os detalhes da investigação em andamento e falou à agência de notícias AP sob condição de anonimato.   Autoridades da universidade inicialmente informaram aos alunos e funcionários que um suspeito estava sob custódia, mas depois disseram que não era o caso e que a polícia ainda estava procurando um ou mais suspeitos, de acordo com alertas emitidos pelo sistema de notificação de emergência da Brown.  Várias pessoas foram baleadas, informou a polícia, enquanto a instituição da Ivy League emitia um alerta de atirador ativo e instava alunos e funcionários a se abrigarem durante o segundo dia de exames finais. A polícia não divulgou imediatamente detalhes sobre o número de vítimas, suas condições ou as circunstâncias do tiroteio.   “Ainda estamos recebendo informações sobre o que está acontecendo, mas estamos apenas dizendo às pessoas para trancarem suas portas e permanecerem vigilantes”, disse o vereador de Providence, John Goncalves, cujo distrito inclui o campus da Brown. “Como ex-aluno da Brown, alguém que ama a comunidade da Brown e representa esta área, estou de coração partido. Meu coração está com todos os familiares e pessoas que foram afetadas.”   O ataque ocorreu perto do edifício Barus & Holley, um complexo de sete andares que abriga a Escola de Engenharia e o departamento de Física da universidade. Segundo o site da universidade, o edifício inclui mais de 100 laboratórios, dezenas de salas de aula e escritórios. Exames de projeto de engenharia estavam em andamento no edifício quando o tiroteio ocorreu.  O presidente Donald Trump disse no final da tarde que foi informado sobre o ataque. “Deus abençoe as vítimas e as famílias das vítimas!”, disse ele em sua rede social. Os estudantes foram orientados a permanecerem em seus locais enquanto a polícia respondia à cena, e as pessoas foram instruídas a evitar a área. Um policial alertou a imprensa para se proteger em veículos, pois a área ainda era uma cena ativa.  As autoridades alertaram que as informações ainda eram preliminares, pois os investigadores trabalhavam para determinar o que havia ocorrido. A polícia estava investigando ativamente e ainda coletando informações do local, disse Kristy DosReis, diretora de informações públicas da cidade de Providence. O FBI disse que estava auxiliando na resposta.  A Brown é uma instituição privada com cerca de 7,3 mil alunos de graduação e mais de 3 mil alunos de pós-graduação. Sábado era o segundo dia de exames finais do semestre do outon. Com informações da AP

  • Lula diz que Trump dá presente de aniversário a Moraes ao revogar Magnitsky: ‘Vitória da democracia’

    BRASÍLIA/WASHINGTON - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 12, que o presidente norte-americano Donald Trump deu um presente de aniversário a Alexandre de Moraes ao revogar a Lei Magnitsky. Segundo Lula, (a vitória de Moraes) “é a vitória da democracia brasileira”. “Alexandre de Moraes faz 35 (anos) neste sábado. E o Trump deu de presente para ele o reconhecimento de que não era justo um presidente de um outro País punir um ministro de uma Suprema Corte brasileira porque estava cumprindo a Constituição brasileira”, disse o presidente durante a inauguração do  SBT News em São Paulo. Segundo Lula, na conversa que ele teve com Trump na semana passada, o norte-americano perguntou sobre o assunto. “‘É bom para você?’ Eu falei: ‘Não é bom para mim, é bom para o Brasil e é bom para a democracia brasileira. Aqui você não está tratando de amigo para amigo. Você está tratando de nação para nação. E a Suprema Corte para nós é uma coisa muito importante, Trump’”, disse. Lula afirmou, porém, que “ainda falta mais pessoas porque não é possível admitir que um presidente de um país possa punir, com as leis dele, autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. portanto”. No mesmo evento, Moraes agradeceu o empenho do presidente nas negociações para a retirada da sanção e afirmou que sempre acreditou que o episódio seria revertido, classificando o recuo como uma vitória institucional do País. “Eu acreditava que a verdade prevaleceria”. Moraes foi sancionado pelo governo Trump no dia 30 de julho deste ano em um contexto de pressão das autoridades americanas para que ele recuasse no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado. A lei Magnitsky impõe sanções financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. O dispositivo legal à disposição do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos nunca havia sido utilizado contra membros do Poder Judiciário. O governo americano ainda não publicou a justificativa para ter retirado o ministro e a sua esposa da lista de sancionados. Em julho, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos afirmou que “o objetivo final das sanções não é punir, mas promover uma mudança positiva de comportamento”. A gestão Trump puniu Moraes por considerar que ele promovia uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus apoiadores, conforme declarou o próprio presidente dos Estados Unidos. DERROTA DE EDUARDO A aplicação da Lei Magnitsky pelo governo Trump foi fruto de intensa pressão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos em fevereiro deste ano com o objetivo de convencer as autoridades americanas de que o julgamento do seu pai era fruto de perseguição política. O lobby de Eduardo junto à administração Trump contou com o apoio do influenciador Paulo Figueiredo. O rol de punições a Moraes incluía o bloqueio de bens em seu nome ou que sejam seus, mas que, eventualmente, estivessem sob posse de norte-americanos. Além disso, quaisquer empresas ou entidades ligadas ao ministro ficaram proibidas de operar no país. A aplicação da Lei Magnitsky também implicava em sanções a instituições financeiras e outras pessoas que “se envolverem em determinadas transações ou atividades” com o ministro. Empresas como bancos e operadoras de cartões de crédito foram proibidas de realizarem qualquer operação que envolvesse Moraes, sob pena de receberem multas milionárias e outras sanções. Com informações da Agência Estado

  • Brasileiro símbolo da luta contra o ICE é o 'bostoniano do ano'

    BOSTON - O brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, notabilizado pela mobilização popular após ser preso pelo ICE em junho a caminho de um treino de vôlei na Milford High School, está entre os Bostonianos do Ano, uma homenagem do jornal The Boston Globe aos residentes que fizeram a diferença em 2025. A publicação destaca que o jovem fez uma promessa ao ser liberado da custódia do ICE no meio do ano: ser a voz de todos os imigrantes que são detidos injustamente. "Da noite para o dia, Gomes se tornou uma espécie de jovem guerreiro entre as comunidades imigrantes. Onde quer que fosse, desde a lanchonete Dairy Queen perto de casa até uma barbearia, era reconhecido por pessoas que o agradeciam por sua coragem em se manifestar contra o ICE", ressalta o jornal. Leia também: Juiz libera jovem de 18 anos preso pelo ICE em Milford "Antes da prisão, Gomes queria ser encanador, como um de seus tios. Agora, está determinado a cursar faculdade e considera escolher uma carreira entre o direito, a política ou os negócios. Enquanto isso, ele abraça seu papel como ativista", escreve a jornalista Marcela Rodrigues. As pessoas não devem ter medo de ser “detidas pelo ICE algum dia sem motivo algum”, disse ele a uma multidão durante um comício em novembro na Assembleia Legislativa de Massachusetts. “Muitos estudantes estão com tanto medo... eles não sabem o que vai acontecer com suas famílias ou o que pode acontecer no futuro", reproduz o texto. Além de Marcelo, o The Boston Globe homenageia esse ano os bombeiros que combateram o incêndio em uma casa de repouso de Fall River que abrigava 69 pessoas. A 826 Boston foi reconhecida por manter o compromisso de tranformar estudantes em escritores mesmo diante do corte de US$ 250 mil em fundos federais. As vítimas de abuso sexual do médico Derrick Todd, Hospital Brigham and Women’s de Boston, também foram lembradas. Já os presidentes da Universidade Harvard, Alan Garber, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Sally Kornbluth, foram homenageados por resistirem à pressão da administração Donald Trump para se ajustarem às ideologias do governo federal. O Skating Club de Boston foi exaltado pela coragem de continuar após perder parte da sua equipe em um acidente aéreo no início do ano. O clube lançou a campanha Always Champions para criar bolsas de estudo e homenagens em memória das vítimas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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