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  • Prisão de brasileiro de 13 anos levanta dúvidas sobre colaboração de Everett com o ICE

    Família de Arthur tenta a legalização nos através de asilo (Foto: Arquivo Pessoal) Atualizada às 8:10pm EVERETT - A prisão de um brasileiro de 13 anos pelo ICE após uma ação da polícia de Everett, em Massachusetts, levanta dúvidas sobre a parceria entre os agentes locais e federais na cidade. Em menos de 24 horas, o menino foi transferido para um centro de detenção juvenil na Virgínia e as autoridades nacionais tinham até hoje para provar a razão pela qual ele deve ser mantido preso. A presidente da Câmara Municipal, Stephanie Martins, em entrevista à MANCHETE USA , observa que os vereadores aprovavam recentemente uma resolução para que os policiais não acionem os agentes do ICE em caso de crimes avaliados como não graves. Entretanto, isso não foi levado em consideração na quinta-feira, 9, quando Arthur foi detido. "O que nós pedimos às autoridades é que casos como esse se limitem ao curso legal de um processo criminal", destaca a vereadora. Em uma postagem no X , a secretária assistente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês), Tricia McLaughling, afirma que o adolescente é uma ameaça à segurança pública com uma "extensa ficha criminal, incluindo agressão violenta com arma perigosa, agressão física, arrombamento, invasão e destruição de propriedade". "Ele possuía uma arma de fogo e uma faca quando foi preso", destacou a secretária sem apresentar provas. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, 14, o prefeito Carlo DeMaria revelou o que levou à prisão de Arthur, desmentindo em parte McLaughling. Ele disse que policiais responderam a uma denúncia de ameaça contra outro menor e prenderam o brasileiro no ponto de ônibus após encontrar uma faca com ele. Já o chefe de polícia, Paul Strong, negou que o garoto carregava uma arma de fogo e não mencionou prisões anteriores do brasileiro. O prefeito também afirmou que a polícia de Everett não acionou o ICE, mas os agentes têm acesso aos dados dos detidos a partir das impressões digitais. Strong confirmou que o ICE já buscou outros detidos em circunstâncias semelhantes, mas é o primeiro caso envolvendo um menor. O prefeito e o delegado não souberam definir porque a mãe de Arthur, Josiele Berto, só foi avisada que o filho estava sob custódia do ICE após o menino deixar a delegacia. Ela foi chamada para buscar o filho mas esperou no local por mais de uma hora e meia até ser notificada que os agentes federais haviam levado o estudante da Albert N. Parlin School. Mais cedo, o prefeito Carlo DeMaria, em nota à MANCHETE USA , defendeu o trabalho da polícia de Everett, dizendo que as autoridades "levam a sério quaisquer ameaças relatadas à segurança de nossas escolas e ruas e respondem rapidamente para proteger alunos e moradores". "Ao mesmo tempo, o Departamento de Polícia de Everett garante que os direitos de todos os indivíduos sejam respeitados, como fizeram neste caso em desenvolvimento. Estou trabalhando para garantir que todas as agências estaduais e federais envolvidas honrem os direitos de todos os indivíduos durante o trâmite do processo na justiça criminal", continua o comunicado do prefeito. DECISÃO JUDICIAL No dia seguinte à prisão de Arthur, o juiz Richard Stearns, da Corte Federal de Boston, ordenou que o DHS justificasse até nesta terça-feira, 14, a prisão do menor. Caso contrário, o menino deve comparecer diante de um tribunal de imigração para uma audiência de fiança. Na decisão, o juiz menciona que a prisão do brasileiro é a mais recente de uma série de detenções de adolescentes na área. Mas já era tarde. A defesa de Arthur foi notificada pela Escritório da Promotoria dos EUA no início da manhã de sexta-feira que o menino havia sido transferido da sede do ICE em Burlington para o Northwestern Regional Juvenile Detention Center, em Winchester, na Virgínia, a cerca de 800 km de casa. O advogado Andrew Lattarulo disse que nunca havia entrado com o pedido de soltura para um cliente tão jovem. Ele criticou a prática do ICE de transferir detentos para estados como a Virgínia, onde os índices de aprovação de asilo e fiança são mais baixos, dificultando o acesso à defesa. Segundo Lattarulo, a criança está em processo de asilo com a família e, por isso, tem os documentos necessários para estar provisoriamente no país. Leia também: Brasileiro de 13 anos está sob custódia do ICE após ser preso pela polícia de Everett Ao jornal The Boston Globe , Josiele contou que o filho ligou chorando da prisão da Virgínia no sábado, contando que dorme sobre concreto, coberto apenas por uma manta de alumínio e quase não há comida. Além disso, Arthur sente muitas dores por ainda estar em processo de recuperação de uma fratura no pé, consequência de um acidente de bicicleta. ICE EM EVERETT A vereadora Stephanie Martins destaca a presença diária de agentes do ICE em Everett. "Eles saem com uma cota a cumprir. Temos visto que residentes sem passagem pela polícia estão sendo presos pelo ICE todos os dias", diz ao destacar que o período das ações de busca acontece entre 4 e 17 horas. "Justamente o horário em que as pessoas estão a caminho do trabalho ou de volta para casa." Stephanie também reclama que carros do ICE estão frequentemente no estacionamento da delegacia situada em frente à High School da cidade. "Nossa população está sendo intimidada. Isso atrapalha os nossos comerciantes e o desenvolvimento de Everett", pontua. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Brasileiro de 13 anos está sob custódia do ICE após ser preso pela polícia de Everett

    Arthur reclama de fome e dores na prisão (Foto: Arquivo de Família) EVERETT - Um brasileiro de 13 anos está sob custódia do ICE na Virgínia há cinco dias depois de ter sido detido pela polícia de Everett, em Massachusetts, na última semana. Não há informações sobre o motivo da prisão. Na quinta-feira, 9, a mãe de Arthur, Josiele Berto, foi chamada para buscar o filho na delegacia, mas após esperar por mais de uma hora e meia ela foi avisada que o ICE havia levado o garoto. A defesa de Arthur foi notificada pela Escritório da Promotoria dos Estados Unidos na manhã de sexta-feira (10) que o menino havia sido transferido da sede do ICE em Burlington para o Northwestern Regional Juvenile Detention Center, em Winchester, na Virgínia, a cerca de 800 km de casa. No mesmo dia o juiz Richard Stearns, da Corte Federal de Boston, ordenou que o Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) justifique até terça-feira, 14, a prisão do menor. Caso contrário, o menino deve comparecer diante de um tribunal de imigração para uma audiência de fiança. O advogado Andrew Lattarulo disse que nunca havia entrado com o pedido de soltura para um cliente tão jovem. Ele criticou a prática do ICE de transferir detentos para Estados como a Virgínia, onde taxas de aprovação de asilo e fiança são mais baixas, dificultando o acesso à defesa. Segundo Lattarulo, a criança está em processo de asilo com a família e, por isso, tem os documentos necessários para estar provisoriamente no país. Ao jornal The Boston Globe , Josiele contou que o filho ligou chorando da prisão da Virgínia no sábado e contou que dorme sobre concreto, coberto apenas por uma manta de alumínio e quase não há comida. Além disso, o menino sente muitas dores porque ainda se recupera de uma fratura no pé em consequência de um acidente de bicicleta. Não se sabe por que os policiais apreenderam Arthur na quinta-feira. Por se tratar de um menor, as informações não são públicas. A Polícia e prefeitura de Everett não responderam ao pedido de comentário da Manchete USA até a publicação dessa matéria. O ICE também não respondeu. ** Com Agências **

  • Califórnia promulga 1ª lei nos EUA que exige medidas de segurança para chatbots de IA

    A nova legislação inclui proíbe que os chatbots se façam passar por profissionais de saúde SAN FRANCISCO - O governador da Califórnia, Gavin Newsom, promulgou, nesta segunda-feira, 13, uma lei pioneira nos Estados Unidos que regula os agentes conversacionais ou chatbots de inteligência artificial (IA), um desafio à Casa Branca, que defende que esta tecnologia não seja submetida a controles. A lei é promulgada depois da divulgação de casos de suicídio envolvendo adolescentes que usaram chatbots antes de acabarem com a própria vida. “Temos visto exemplos realmente horríveis e trágicos de jovens prejudicados pela tecnologia não regulamentada, e não ficaremos de braços cruzados enquanto as empresas continuam sem limites necessários e sem prestar contas”, disse Newson ao promulgar a lei. A norma exige aos operadores a implementação de salvaguardas “críticas” em relação às interações com os chatbots de IA, explicou o senador democrata do estado, Steve Padilla, impulsionador da lei. Entre outras coisas, a lei impõe a verificação da idade dos usuários e a exibição de lembretes de que os chatbots são gerados por inteligência artificial. Também exige que as pessoas que expressarem pensamentos de autolesão ou suicídio sejam encaminhadas para serviços de gestão de crise e a implementação de protocolos de prevenção ao suicídio. Suicídios de adolescentes “A indústria tecnológica é incentivada a captar a atenção dos jovens e mantê-la às custas de suas relações no mundo real”, disse Padilla antes da votação do projeto no Senado estadual. O parlamentar se referiu a suicídios recentes de adolescentes, inclusive o de um jovem de 14 anos na Flórida, em 2024. A mãe do menor, Megan Garcia, disse, em entrevista à AFP, que seu filho, Sewell, tinha se apaixonado por um chatbot inspirado em um personagem da série “Game of Thrones” na plataforma Character.AI, que permite ao usuário interagir com personagens como se eles fossem seus confidentes ou amantes. Enquanto Sewell lutava contra pensamentos suicidas, o chatbot o incentivou a “voltar para casa”. Segundos depois, o adolescente atirou contra si próprio usando a arma do pai, segundo o processo apresentado por Garcia contra a Character.AI. Garcia reagiu logo após a sanção da lei. “Hoje, a Califórnia assegurou que um chatbot companheiro não possa falar com uma criança ou uma pessoa vulnerável sobre suicídio, nem possa ajudar uma pessoa a planejar seu suicídio” disse. “Afinal, há uma lei que requer que as empresas protejam seus usuários que expressam ideias suicidas aos chatbots”, acrescentou. No país não há legislação federal destinada a conter os riscos da IA. E a Casa Branca busca que não haja controles em nível estadual ou regulamentações desta tecnologia. Danos emocionais “Esta lei é um primeiro passo importante para proteger as crianças e outros dos danos emocionais resultantes dos chatbots companheiros impulsionados por IA e postos à disposição dos cidadãos da Califórnia sem salvaguardas adequadas”, disse Jai Jaisimha, cofundador do grupo sem fins lucrativos Transparency Coalition, dedicado ao desenvolvimento seguro desta tecnologia. A emblemática lei de segurança para chatbots foi uma das várias normas sancionadas nesta segunda-feira por Newsom para evitar que as plataformas de IA causem prejuízos aos usuários. Segundo o gabinete do governador, esta nova legislação inclui a proibição de que os chatbots se façam passar por profissionais de saúde e deixou claro que os criadores de ferramentas de IA são responsáveis pelas consequências e não podem se esquivar da responsabilidade, alegando que a tecnologia agiu de forma autônoma. A Califórnia também endureceu as punições por pornografia deepfake ou vídeos ultra falsos, permitindo às vítimas reivindicar US$ 250 mil por infração de quem ajudar a distribuir material sexualmente explícito sem consentimento. ** Com AFP **

  • Shutdown pode ser mais longo da história, diz presidente da Câmara dos EUA

    EUA entram no 14º dia de paralisação nesta terça-feira, 14 WASHINGTON - O presidente da Câmara dos Estados Unidos e do Partido Republicano, Mike Johnson, disse nesta segunda-feira, 12, que a paralisação do governo federa pode ser a mais longa da história porque o seu partido não negociará enquanto os democratas exigirem dinheiro do orçamento para o sistema de saúde americano. O embate quanto aos subsídios ao Affordable Care Act, que vão acabar para milhões de americanos que dependem de auxílio governamental para adquirir seus planos de saúde, impediu que a lei orçamentária do governo federal fosse promulgada. Os democratas exigem a extensão dos subsídios, enquanto os republicanos dizem que o assunto pode ser tratado depois. "Estamos caminhando em direção a uma das mais longas paralisações da história americana", afirmou Johnson no 13º dia de paralisação. Em 2019, na primeira administração de Trump, durou 35 dias. Na ocasião, o presidente exigia dinheiro para construir o muro na fronteira dos EUA com o México. Enquanto o shutdown continua, o governo demite funcionários. Entretanto, Johnson disse não conhecer os detalhes da demissão de milhares de servidores federais pelo governo Trump em razão da falta de verba provocada pela paralisação. Para os democratas, Trump aproveita o momento para dispensar desafetos. Eles argumentam que essas demissões em massa são incomuns, vistas como oportunidade de o governo reduzir custos. Cerca de 250 mil servidores ficaram sem receber esta semana. Na próxima, cerca de 2 milhões podem ficar sem pagamento. A paralisação interrompeu ações governamentais de rotina. O governo fechou museus, instituições culturais e viu aeroportos suspendendo voos. ** Com Agências **

  • Tarifas sobre madeira e móveis entram em vigor nos EUA

    Americanos vão sentir no bolso e encontrar menos variedades nas lojas WASHINGTON - Madeira, móveis e mobiliário de cozinha passaram a sofrer tarifas específicas a partir da meia-noite desta terça-feira, 14, nos Estados Unidos. Assim como nos impostos setoriais anteriores (aço e alumínio, depois automóveis e cobre), a Casa Branca justifica essas novas tarifas com a necessidade de defender a segurança nacional. A madeira de construção importada será agora taxada com um imposto de 10% ao entrar no país, enquanto os móveis e o mobiliário especialmente projetado para cozinhas estarão sujeitos a uma taxa de 25%. A partir de 1º de janeiro, esses impostos aduaneiros aumentarão ainda mais: 30% para os móveis e 50% para os móveis de cozinha. No entanto, os países que tenham assinado um acordo comercial, como o Reino Unido, estarão sujeitos a direitos aduaneiros de no máximo 10%, assim como a União Europeia (UE) e o Japão — com um máximo de 15%. Por outro lado, os produtos provenientes do México e do Canadá, teoricamente protegidos pelo acordo de livre comércio com os Estados Unidos (T-MEC) sob diversas condições, provavelmente estarão sujeitos a essa tarifa, em especial a madeira de construção. Um duro golpe para o Canadá, que fornece aproximadamente um quarto das importações de madeira de construção dos Estados Unidos. Em média, essas tarifas poderiam acarretar um aumento de US$ 2,2 mil nos custos de construção, estimou Stephen Brown, da Capital Economics. " Os Estados Unidos importam 27% de seus móveis da China e 20% do Vietnã e do México", explicou o especialista. Essas novas tarifas não se somam às que já se aplicam a todos os produtos que entram nos EUA, e que variam de 10% a 50%, dependendo do país de origem. ** Com AFP **

  • Consumidores americanos vão pagar mais da metade do custo de tarifaço de Trump até o fim de 2025

    Exportadores absorvem 18% dos custos das tarifas para reduzir os preços nas prateleiras WASHINGTON - Os americanos devem arcar com mais da metade dos custos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos à medida que as empresas aumentam os preços, segundo economistas do Goldman Sachs. Os consumidores provavelmente arcarão com 55% da sobretaxa até o fim deste ano, enquanto as empresas americanas assumirão 22%, escreveram os analistas do Goldman em relatório de pesquisa enviada a clientes em 12 de outubro. Exportadores estrangeiros absorveriam 18% dos custos das tarifas ao reduzir os preços dos produtos, enquanto 5% seriam evitados, afirmaram eles. Por enquanto, “as empresas dos EUA provavelmente estão arcando com uma parcela maior dos custos”, já que leva tempo para repassar os aumentos aos preços, escreveram os economistas Elsie Peng e David Mericle na nota. “Se as tarifas implementadas recentemente e as futuras tiverem o mesmo impacto eventual sobre os preços que as tarifas aplicadas no início deste ano, então os consumidores dos EUA acabarão absorvendo 55% dos custos das tarifas”, diz o texto. Alta na inflação As tarifas dos EUA já elevaram os preços dos gastos pessoais com consumo em 0,44% neste ano e devem empurrar o índice de inflação — amplamente monitorado — para 3% até dezembro, segundo os analistas. Trump abalou o comércio global com uma série de tarifas e restrições comerciais em uma missão para reduzir déficits comerciais com outros países e incentivar a manufatura nos EUA. Embora o presidente americano e seus assessores afirmem que os parceiros comerciais arcam com os custos das tarifas, são os importadores dos Estados Unidos que pagam os tributos cobrados pela Alfândega, e os consumidores enfrentam preços mais altos quando as empresas repassam os custos. O que ocorre é que empresas estrangeiras absorvem parte das tarifas ao reduzir os preços para manter sua fatia de mercado. Críticas de Trump Donald Trump já havia criticado anteriormente o Goldman Sachs e seu CEO, David Solomon, por comentários semelhantes, de que os consumidores americanos teriam arcado com cerca de 22% dos custos das tarifas até junho. “Eles fizeram uma previsão ruim há muito tempo, tanto sobre a repercussão no mercado quanto sobre as próprias tarifas, e estavam errados — assim como estão errados sobre muitas outras coisas”, disse o presidente em sua plataforma de mídia social, em agosto. O relatório mais recente do Goldman não inclui a ameaça mais recente de Trump de aumentar as tarifas sobre a China para 100% e impor novas restrições à exportação de softwares “críticos” dos EUA. “Não estamos assumindo nenhuma mudança nas tarifas sobre importações da China, mas os eventos dos últimos dias sugerem grandes riscos”, escreveram os analistas. ** Com Bloomberg **

  • Trump reafirma fim da guerra e Hamas entrega últimos reféns a Israel

    Trump comemorou a volta de reféns para casa após mais de dois anos de guerra (Foto: Reprodução TV) JERUSALÉM - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Parlamento de Israel nesta segunda-feira, 13, e afirmou que a libertação dos últimos reféns israelenses sobreviventes pelo Hamas e o encerramento da guerra na Faixa de Gaza é "o fim de uma era de terror e morte". "Depois de dois anos terríveis na escuridão, 20 reféns estão voltando para os braços de suas famílias, é um dia glorioso. Outros 28 entes queridos vão voltar para descansar no seu solo sagrado. Depois de tantos anos de guerra, as armas estão silenciosas e o sol está nascendo numa região de paz, uma região que vai viver, se Deus quiser, em paz por toda a eternidade", iniciou Trump. "Não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé e esperança. É o início de uma uma longa harmonia para Israel e todas as nações, uma região que vai ser magnífica. Acredito muito nisso. É um novo Oriente Médio que está nascendo", acrescentou. O republicano foi ovacionado de pé ao discursar no Knesset, o Parlamento israelense, e disse que o término do conflito entre Israel e Hamas promove a paz no Oriente Médio. Durante sua fala, Trump também agradeceu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu: "Quero expressar a minha gratidão para um homem de muita coragem, que fez muito para tornar esse momento possível. Ele não é facil de negociar, mas é isso que o faz grande. Muito obrigado pelo grande trabalho". Deputados interrompem Trump O discurso de Trump foi interrompido por dois deputados árabes. Ayman Odeh e Ofer Cassif, da coalizão de esquerda Frente Democrática pela Paz e Igualdade (Hadash), levantaram cartazes com a palavra "genocida" no momento em que o líder americano falava e foram removidos à força do Knesset. Os outros deputados aplaudiram a expulsão dos dois colegas, enquanto Trump retomou o discurso dizendo que a ação das forças de segurança foi "muito eficiente". A interrupção durou cerca de um minuto. Na sequência, ele enfatizou que este é um "amanhecer histórico de um novo Oriente Médio" e agradeceu também às nações árabes que ajudaram nas negociações. Para ele, é um "triunfo incrível" que todos tenham trabalhado juntos. O presidente americano ainda afirmou que "esse pesadelo longo e doloroso está finalmente terminado". "É um momento muito bonito para Israel e para todo o Oriente Médio, porque em todo o Oriente Médio, as forças do caos, do terror, de ruína, que ditaram o ritmo da região, agora estão isoladas e totalmente vencidas." O republicano declarou que, agora, é "hora de concentrar em construir". "Não queremos ver Israel destruído. E o foco das pessoas de Gaza deve ser restabelecer os fundamentos da dignidade. Do movimento econômico. Para que eles possam ter uma vida melhor que as crianças merecem. Depois de décadas de horror. Eu quero ser um parceiro nesse esforço. No sentido de que nós vamos ajudar." De acordo com Trump, oito guerras foram resolvidas em oito meses e essa foi rápida. "Ontem eu dizia sete, agora eu digo oito guerras, porque os reféns estão de volta". Depois, Trump também disse que agora eles "têm que acabar com a guerra na Ucrânia. "Vamos primeiro acabar com essa guerra. Nós vamos conseguir fazer isso." Libertação dos reféns O Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses sobreviventes nesta segunda-feira, 13, sob um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, um grande passo para encerrar dois anos de guerra devastadora em Gaza, enquanto o presidente Donald Trump proclamava o "amanhecer histórico de um novo Oriente Médio". As Forças Armadas israelenses disseram ter recebido todos os reféns confirmados como vivos após sua transferência de Gaza pela Cruz Vermelha, o que provocou aplausos, abraços e choro entre milhares de pessoas que aguardavam na "Praça dos Reféns" em Tel Aviv. Ônibus transportando palestinos libertados das prisões israelenses como parte do acordo também chegaram a Gaza, disse à Reuters uma autoridade envolvida na operação. No entanto, ainda existem grandes obstáculos até mesmo para uma resolução duradoura do conflito em Gaza, quanto mais para o conflito israelense-palestino mais amplo ou para outras grandes divisões que ocorrem no Oriente Médio. O republicano embarcou para Israel tanto para discursar no Parlamento de Israel quanto para se reunir com famílias de reféns, que foram libertados nesta manhã após mais de dois anos de conflito. Futuro de Gaza A libertação dos reféns e dos detidos palestinos formam um aspecto crítico da primeira fase do acordo de cessar-fogo concluído na semana passada no resort egípcio de Sharm el-Sheikh. Mais de 20 líderes mundiais avaliarão os próximos passos do plano de 20 pontos de Trump que visa garantir uma paz duradoura após dois anos de guerra que começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1,2 mil pessoas e fez 251 reféns. Desde então, ataques aéreos, bombardeios e ataques terrestres blindados israelenses devastaram Gaza, matando mais de 67 mil palestinos, segundo as autoridades de saúde do enclave, causando um desastre humanitário. ** Com Agências **

  • Voo com 84 brasileiros deportados dos EUA chega a BH após confusão

    Equipe do governo brasileiro aguardava expatriados em BH (Foto: Reprodução TV Globo) BELO HORIZONTE - Mais um voo com 84 brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em Confins, nesta quarta-feira, 8, por volta das 21h45, horário local, e levou quase duas horas para finalizar o desembarque por conta de uma briga a bordo. Segundo relatos de passageiros, as algemas não foram retiradas antes do pouso, conforme acordado entre os governos do Brasil e dos EUA, por causa de uma confusão entre agentes do ICE e um dos deportados ainda durante o voo. Testemunhas contaram que os oficiais agiram com truculência para conter o homem. Os brasileiros contam que um dos agentes chegou a pisar no pescoço do passageiro. A situação causou revolta entre outros deportados, que se levantaram e protestaram. Para evitar novos incidentes, os agentes decidiram manter todos algemados até a aterrissagem. Um dos brasileiros relatou que viajou com algemas nos pés e nas mãos. Ao chegar ao terminal, o acolhimento dos passageiros começou quase duas horas depois. Durante o procedimento, dois deportados foram detidos porque tinham mandados de prisão em aberto no Brasil. A reportagem entrou em contato com Itamaraty e com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para um posicionamento oficial sobre as denúncias dos passageiros, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria. Desde janeiro, 25 voos de deportação partiram dos EUA para o Brasil, sendo 24 deles durante a administração do presidente Donald Trump que assumiu o cargo em 20 de janeiro. No total, 2.352 brasileiros foram expulsos do país em voos fretados. ** Com Assessorias **

  • Juíza federal suspende envio da Guarda Nacional para Chicago

    CHICAGO - A juíza federal April Perry suspendeu, de forma temporária, o envio de centenas de soldados da Guarda Nacional para Chicago, cidade que, segundo a Casa Branca, há risco de insurreição.   A medida terá uma vigência de 14 dias e foi tomada porque a magistrada entende que o risco de insurreição apontado pelos republicanos é inexistente.  O governo afirma que as tropas são necessárias para proteger os agentes federais durante operações de imigração na cidade democrata, que Trump frequentemente chama de “zona de guerra”. Funcionários democratas têm dito que a polícia e as forças locais são suficientes e argumentam que Trump está provocando deliberadamente os protestos com o envio da Guarda Nacional. Não é um rei Em sua decisão, Perry disse que tinha dúvidas sobre a confiabilidade do governo Trump e expressou sua preocupação de que a presença de tropas “só jogue mais lenha na fogueira”, segundo informou o  Chicago Tribune . A magistrada ordenou a suspensão imediata da mobilização de tropas, vigente até 23 de outubro, e rejeitou o argumento do governo de que não se pode questionar Trump nesse tipo de assunto. “Donald Trump não é um rei e seu governo não está acima da lei”, escreveu o governador de Illinois, J. B. Pritzker, na rede social X. Ao mesmo tempo, espera-se que um painel de três juízes de um tribunal de apelações em São Francisco decida se suspende o bloqueio temporário imposto por outro juiz a uma mobilização similar em Portland, Oregon, governada pelos democratas. Illinois e Oregon não são os primeiros estados a apresentar desafios legais contra o uso extraordinário da Guarda Nacional por parte do governo de Donald Trump.  A Califórnia, também governada por democratas, entrou com uma ação judicial depois que Trump enviou tropas a Los Angeles no início deste ano para sufocar as manifestações por conta da ofensiva do governo contra os imigrantes sem documentos. Um juiz distrital considerou a ação ilegal, mas o envio de tropas foi posteriormente mantido por um tribunal de apelações. Um jornalista da  AFP  visitou uma instalação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em Broadview, um subúrbio de Chicago, na quinta-feira. Lá, ele observou alguns membros da Guarda Nacional e agentes do ICE do outro lado da cerca.  Cerca de 15 manifestantes os insultaram, chamando os policiais de “traficantes de pessoas” e “nazistas”. “Mostrem a cara, covardes! (...) Suas mães têm orgulho de vocês?”, responderam. O envio ordenado pelo governo para Chicago inclui 200 soldados da Guarda Nacional do Texas e 300 de Illinois, de acordo com o Comando Norte do Exército dos EUA. Os soldados foram mobilizados por um período inicial de 60 dias. Ag. Estado

  • Casa Branca reage contra Nobel da Paz não ter ido para Trump

    Presidente Donald Trump tentava a honraria desde seu primeiro mandato na Casa Branca WASHINGTON – A Casa Branca se manifestou logo após o anúncio da escolha do vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2025, concedido à líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, afirmando que o Comitê Nobel provou "pôr política acima da paz". O motivo da reação vem da alta expectativa do presidente Donald Trump que esperava ganhar a honraria neste ano por sua atuação na mediação de conflitos, como o cessar-fogo recém acordado entre Israel e Hamas.   Pouco depois do anúncio, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, postou no X que o presidente dos EUA "continuará fazendo acordos de paz, acabando com guerras e salvando vidas". O presidente "tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade", escreveu Cheung.   Trump, que desde o primeiro mandato busca ganhar a honraria, vinha se apresentando nas últimas semanas como um candidato natural ao prêmio, sobretudo após anunciar na segunda-feira um plano de paz para pôr fim ao conflito de dois anos na Faixa de Gaza. O republicano, que retornou à Casa Branca em janeiro, afirmou ter "encerrado várias guerras", um ponto contestado entre especialistas. Na verdade, ele buscava ser reconhecido como um conciliador da paz.  Vários grupos ou indivíduos — incluindo o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, e os líderes do Paquistão e Camboja — disseram que o indicaram, embora o prêmio deste ano tenha sido destinado a homenagear conquistas em 2024, antes do retorno de Trump à Casa Branca. Por isso, apesar da expectativa, o nome do presidente americano não foi incluído na lista final de indicados.  — Na longa história do Prêmio Nobel, esse comitê já viu todo tipo de campanha, de atenção da imprensa. Recebemos milhares de cartas a cada ano de pessoas que dizem aquilo que, para elas, conduz à paz — disse o presidente do comitê, Jorgen Watne Frydnes, ao ser questionado sobre o "não" a Trump. — Esse comitê se senta em uma sala cheia de retratos de todos os laureados e é uma sala cheia de coragem e integridade. Dessa forma, baseamos nossas decisões apenas no trabalho e na vontade de Alfred Nobel [criador do prêmio].   A pressão, porém, deve continuar no próximo ano, uma vez que terá havido tempo para avaliar se o acordo de paz em Gaza foi bem-sucedido.  Com agências internacionais

  • Ex-diretor do FBI, James Comey se declara inocente de acusações feitas sob pressão de Trump

    James Comey está sendo processado pelo presidente Donald Trump WASHINGTON - James Comey, ex-diretor do FBI, declarou-se inocente nesta quarta-feira, 8, das acusações criminais que o acusam de fazer declarações falsas e obstruir uma investigação do Congresso, no primeiro processo do Departamento de Justiça contra um dos inimigos políticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As acusações foram apresentadas pela ex-advogada pessoal de Trump, Lindsey Halligan, que foi empossada no mês passado como procuradora dos EUA para o Distrito Leste da Virgínia depois que Trump expulsou seu antecessor por causa de sua reticência em processar Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. Um juiz marcou o julgamento para começar em 5 de janeiro. O advogado de Comey, Patrick Fitzgerald, fez a declaração em nome de Comey durante uma audiência de cerca de 25 minutos no tribunal. "Nosso ponto de vista é que essa acusação foi feita sob a direção do presidente Trump", disse Fitzgerald. Comey, que compareceu a um tribunal de Alexandria, no Estado norte-americano da Virgínia, é acusado de fazer conscientemente uma declaração falsa quando disse a um senador republicano, durante uma audiência em 2020, que ele apoiava o testemunho anterior de que não autorizava ninguém a servir como fonte anônima em reportagens sobre investigações do FBI. A acusação alega que Comey autorizou um funcionário do FBI a divulgar informações sobre uma investigação federal. A acusação não identifica a investigação, mas parece estar relacionada à democrata Hillary Clinton, rival de Trump nas eleições de 2016. Ela não detalha as provas contra Comey. Trump ameaçou prender seus rivais políticos desde o início de sua campanha presidencial de 2016, mas o caso contra Comey marca a primeira vez que seu governo conseguiu garantir uma acusação de um grande júri contra um deles. O Departamento de Justiça de Trump também está investigando outros opositores, incluindo James, o senador democrata da Califórnia Adam Schiff, e John Bolton, que atuou como funcionário de segurança nacional no primeiro mandato de Trump como presidente. Horas antes da audiência, Trump pediu a prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois, ambos democratas, enquanto seu governo se prepara para enviar tropas da Guarda Nacional durante a intensificação da fiscalização da imigração na cidade. Apenas um em cada quatro norte-americanos em uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída na terça-feira concordou com a afirmação de que o Departamento de Justiça faz seu trabalho de forma justa e sem interferência política. Halligan, que não tem experiência como promotora e trabalhou anteriormente como advogada de seguros, apresentou as provas do caso ao grande júri. Os advogados de carreira da promotoria redigiram anteriormente um memorando pedindo que ela não prosseguisse com a busca de uma acusação, citando a falta de provas para estabelecer a causa provável de que Comey cometeu um crime, informou a Reuters. Em uma ação altamente incomum, o governo enviou dois promotores federais de um escritório diferente em Raleigh, Carolina do Norte, para lidar com o caso. As acusações contra Comey surgiram pouco depois de Trump reclamar publicamente da falta de ação no caso. A disposição do Departamento de Justiça de responder às exigências de Trump representa uma violação das normas de décadas que buscaram isolar a aplicação da lei dos EUA das pressões políticas. Mais de mil ex-integrantes do Departamento de Justiça de administrações republicanas e democratas assinaram recentemente uma carta condenando o caso contra Comey como "um ataque sem precedentes ao Estado de Direito". ** Com Reuters **

  • Hamas e Israel confirmam primeira fase de acordo para acabar guerra em Gaza

    Hamas pediu um tempo para localizar corpos de reféns israelenses WASHINGTON - O grupo palestino Hamas confirmou nesta quarta-feira, 8, que a primeira fase de um acordo com Israel para encerrar a guerra em Gaza foi alcançada e "encerrará a guerra em Gaza, garantirá a retirada completa das forças de ocupação, permitirá a entrada de ajuda humanitária e implementará a troca de prisioneiros". O Hamas agradeceu ao Catar, Egito, Turquia e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seus esforços de mediação e pediu que as autoridades internacionais garantam "que o governo de ocupação israelense cumpra integralmente os termos do acordo". "Jamais abandonaremos os direitos nacionais do nosso povo até que a liberdade, a independência e a autodeterminação sejam alcançadas", acrescentou o Hamas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou uma declaração comemorando a perspectiva de libertação dos reféns e chamando a primeira fase do acordo de paz como "um grande dia para Israel". Ele afirmou que convocará o governo israelense nesta quinta (09) para aprovar o acordo e "trazer todos os nossos queridos reféns para casa". Uma vez aprovado o acordo pelo gabinete israelense, o que deve ocorrer por volta de 14h de quinta no horário de Jerusalém (8h da manhã em Brasília), Israel deverá recuar sua ofensiva para uma linha previamente acordada, e o cessar-fogo começará. A retirada deve levar menos de 24 horas, informou um funcionário de alto escalão da Casa Branca à CBS. Após a saída de Israel, começa o prazo de 72 horas para a libertação dos reféns israelenses. Nos bastidores, a Casa Branca calcula que a libertação possa acontecer na próxima segunda-feira (13). Uma fonte palestina disse que o Hamas ainda não recebeu a lista final de prisioneiros palestinos que Israel planeja libertar em troca dos reféns israelenses em Gaza. A fonte disse que o atraso está ligado à pressão dentro de Israel sobre as identidades de algumas das pessoas que o Hamas quer libertar. No entanto, esforços estão em andamento para resolver a questão em poucas horas. O jornal israelense Haaretz também citou fontes do país dizendo que o acordo não especificou os nomes dos palestinos a serem soltos. Netanyahu agradeceu às tropas israelenses e a Donald Trump "pela mobilização para esta missão sagrada de libertar nossos reféns". Plano de Paz O plano de paz foi apresentado por Trump no último dia 29 com a presença de Netanyahu. Embora o Hamas já tivesse dado sinais recentes de concordância, sua aceitação ainda estava pendente. Pouco antes das manifestações de Israel e do Hamas, Trump já havia anunciado nesta quarta que "Israel e Hamas assinaram a primeira fase" de um plano de paz. "Isso significa que TODOS os reféns serão libertados muito em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha negociada", comemorou Trump na rede Truth Social. Em entrevista à Fox News, o republicano afirmou que Gaza será reconstruída e que haverá "riqueza a ser gasta" no território palestino. O presidente americano está "considerando viajar para o Oriente Médio" nos próximos dias, de acordo com a Casa Branca. Mediadores dos EUA, Egito e Catar vinham há tempos tentando negociar um cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns israelenses ainda mantidos pelo Hamas, em troca da soltura de prisioneiros palestinos. O Ministério das Relações Exteriores do Catar também confirmou que um acordo para a primeira fase do plano de paz para Gaza foi alcançado. "Os mediadores anunciam que hoje à noite foi alcançado um acordo sobre todas as disposições e mecanismos de implementação da primeira fase do acordo de cessar-fogo em Gaza, que levará ao fim da guerra, à libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos e à entrada de ajuda", publicou um porta-voz do ministério catari na rede social X. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou que as Nações Unidas (ONU) apoiarão a "implementação plena" do acordo, bem como aumentarão a entrega de ajuda humanitária e participarão dos esforços de reconstrução em Gaza. Guterres também instou todas as partes a cumprirem o acordo. "O sofrimento precisa acabar", afirmou. "Exorto todas as partes interessadas a aproveitarem esta oportunidade crucial para estabelecer um caminho político confiável rumo ao fim da ocupação, reconhecendo o direito à autodeterminação do povo palestino, levando a uma solução de dois Estados para permitir que israelenses e palestinos vivam em paz e segurança." O acordo ocorre dois anos após Israel lançar uma ofensiva em Gaza em resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023 — no qual homens armados comandados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas e fizeram outras 251 reféns em Israel. Desde então, pelo menos 67.183 pessoas foram mortas em operações militares israelenses em Gaza segundo o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas. Comemorações em Gaza e em Israel Imagens noturnas publicadas no Instagram pelo jornalista palestino Saeed Mohamed mostram uma multidão de homens e mulheres dançando ao som de música, assobiando, batendo palmas e gritando "Allahu Akbar" ("Deus é o maior") do lado de fora do hospital de Al-Aqsa, na cidade central de Deir al-Balah. Outro vídeo, do jornalista Mohammed al-Haddad, mostra um grupo menor de jovens dançando em uma rua, em outra área de Gaza. Em Israel, ex-reféns e familias de reféns reagiram à notícia do acordo. Eli Sharabi, cuja esposa e filhos foram mortos e cujo corpo do irmão Yossi está sob custódia do Hamas, postou: "Grande alegria, mal posso esperar para ver todos em casa." A mãe do refém Matan Zangauker disse no X: "Matan retorna para casa, para mim... para você, para o país. Por essas lágrimas, eu rezei." A mãe do refém Nimrod Cohen postou: "Meu filho, você está voltando para casa." A ex-refém britânico-israelense Emily Damari comemorou com a ex-refém Romi Gonen, recitando orações de gratidão e brindando com "L'chaim", que significa "à vida". Damari tem feito campanha pela libertação de seus amigos, os gêmeos Gali e Ziv Berman. O irmão deles, Liran Berman, postou: "Meus Gali e Ziv, eu amo muito vocês. Vocês estão voltando para casa." ** Com BBC **

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