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  • Homem condenado à prisão perpétua é liberado por engano

    MIAMI - Acertar na loteria é sorte, pegar o último lugar no cinema para a estreia de um grande filme também é. E sair da cadeia por engano depois que se é condenado à prisão perpétua nem se fala. Foi justamente isso que aconteceu com um homem de 60 anos em Miami. Um erro administrativo resultou na libertação de James Edward Daniels, condenado à prisão perpétua por duplo homicídio na Flórida. O Departamento de Correções de Miami-Dade (MDCR) informou que o homem deixou o Centro Correcional Turner Guilford Knight no sábado, 27, em decorrência de um “erro processual”. Desde então, Daniels é considerado foragido e está sendo procurado por autoridades estaduais, federais e locais. O condenado havia cumprido parte da pena em uma prisão estadual em Lake City, no norte da Flórida, antes de ser transferido para Miami na semana passada. Em março de 2025, ele recebeu a sentença de prisão perpétua por participação em um crime marcado por tortura e assassinato em um pátio de caminhões em Opa-Locka. Segundo registros judiciais, Daniels e seus comparsas — Patrick Eugene Rudolph, 70, e Herbert Barr, 57 — planejaram um assalto para roubar drogas e joias de trabalhadores. As vítimas, Osmar Oliva, Julio Verdecia e Juan Gonzalez, foram sequestradas, espancadas e baleadas na cabeça. Apenas Verdecia sobreviveu, após ser resgatado pelos serviços de emergência e levado de helicóptero a um hospital. Rudolph e Daniels foram condenados por conspiração e sequestro seguido de morte, enquanto Barr se declarou culpado e colaborou com as investigações. De acordo com a emissora CBS Miami, o Serviço de Delegados dos Estados Unidos só foi informado da libertação de Daniels um dia depois de sua saída. O MDCR declarou que abriu uma investigação interna para apurar as circunstâncias da falha que permitiu a fuga. “A principal prioridade é garantir sua rápida apreensão e retorno seguro à custódia. Todos os recursos estão sendo utilizados, e eventuais responsáveis por não seguir os protocolos serão responsabilizados”, informou o órgão em nota. Da Redação com agências internacionais

  • Brasileiro com carteira suspensa por DUI atropela e mata mulher na Flórida

    CAPE CORAL - A polícia de Cape Coral na Flórida informou que prendeu o brasileiro Rodrigo Coutinho Pereira, 27 anos, após ele atropelar e matar uma mulher na Tower Drive e Santa Rosa Court na noite do domingo, 28. De acordo com o Boletim de Ocorrência, pouco antes das 21 horas, os policiais chegaram ao local do acidente e encontraram Deborah Couper com pulso fraco. Ela morreu após ser levada ao Hospital Gulf Coast, segundo o departamento de polícia. Seus vizinhos conversaram a chamaram de “Debbie" e disseram que o acidente devastou a comunidade. “Vivemos num lugar tranquilo onde as pessoas ainda podem andar com seus cachorros pelas ruas”, afirma Clermont Dinn em conversa com a MANCHETE USA. "É muito difícil para todos nós, somos uma comunidade muito unida", disse Ruth Kilby. Vários vizinhos descreveram Debbie como o coração do bairro, elogiando sua personalidade contagiante. Kevin Kolb, que se mudou da Alemanha para a região, disse que a perda impactou a todos. "Ela era ótima e todos a amavam", disse Kolb. Kolb disse que a tragédia destaca as preocupações constantes com a segurança no bairro, incluindo a falta de infraestrutura. "Não há calçadas aqui, nem iluminação pública, e isso é um grande problema", disse Kolb. Apesar da dor, os vizinhos esperam que o incidente leve a mudanças positivas na comunidade. A polícia informou que o veículo envolvido permaneceu no local e, após buscas, encontrou uma Bud Light aberta no porta-copos do motorista. Os policiais prenderam Pereira e disseram que ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. O brasileiro não deveria estar ao volante. Os investigadores descobriram que sua carteira de motorista foi suspensa por outro DUI em maio, em Fort Myers, perto da Colonial Boulevard e da Fowler Street. Documentos judiciais indicam que o caso ainda está aberto, mas uma audiência de confissão de culpa está marcada para 20 de outubro. Até lá ele fica detido num presídio do Condado. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Portugal aprova lei mais restritiva para imigrantes

    Tribunal Constitucional havia rejeitado a lei em agosto LISBOA - Com a ajuda da extrema-direita, o Parlamento português aprovou na terça-feira, 30, a Lei dos Estrangeiros, conhecida no país como "lei anti-imigração". O novo texto traz mais restrições do que a lei elaborada pela esquerda durante o governo de António Costa (2015-2024), ao mesmo tempo em que atualiza a versão aprovada pela atual administração, mas rejeitada em agosto pelo Tribunal Constitucional por "inconstitucionalidades". A nova lei manteve o período de dois anos de residência em Portugal para que o cônjuge do imigrante possa se juntar a ele no país. No entanto, a medida permite que o período seja reduzido para um ano no caso de casais que tenham oficializado a união (a qual também deve estar de acordo com as leis portuguesas) há mais de um ano antes de se mudar para o país europeu. Filhos menores de 18 anos e dependentes com deficiência poderão se juntar aos pais imigrantes, independentemente do período de residência legal do requerente. Já profissionais altamente qualificados continuam elegíveis para um visto "gold" de procura de emprego, enquanto os demais são obrigados a obter um visto de residência nos consulados de seus países antes da imigração. A lei é válida também para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que abrange o Brasil. No entanto, a nova lei, que seguirá para sanção do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, inclui uma emenda da esquerda que reforça a regulamentação específica dos fluxos de imigrantes através de acordos bilaterais. O governo do primeiro-ministro Luís Montenegro defende uma lei que regule a entrada, permanência e saída de estrangeiros, ao criticar a entrada "indiscriminada" de imigrantes com o texto antigo. ** Com Ansa **

  • Paralisação do governo dos EUA entra em vigor após o Congresso não aprovar orçamento

    Atividades não essenciais deixam de funcionar a partir dessa quarta-feira até o Congresso chegar a um acordo WASHINGTON - Os Estados Unidos enfrentam a primeira paralisação do governo desde 2019 após os senadores americanos não chegarem a um acordo na terça-feira, 30, para aprovar uma solução provisória de financiamento que mantivesse a administração funcionando. O fechamento administrativo do governo, o chamado “shutdown”, entrou em vigor a partir da meia-noite desta quarta-feira, 1, e implica na suspensão de trabalhos não essenciais, razão pela qual centenas de milhares de funcionários públicos ficarão sem salário até que o Congresso chegue a um acordo. Em votações consecutivas no Senado dos EUA, que refletiram o impasse entre o presidente Donald Trump e os democratas em relação aos gastos, cada partido bloqueou a proposta de gastos paliativos do outro, assim como já havia feito no início deste mês. Em uma votação de 55 a 45, o plano do Partido Republicano, que estenderia o financiamento até 21 de novembro, ficou aquém dos 60 necessários para aprovação. Os republicanos também bloquearam o plano dos democratas, que estenderia o financiamento até o final de outubro e adicionaria mais de US$ 1 trilhão em gastos com saúde, em uma votação de 47 a 53. “A base de extrema-esquerda dos democratas e os senadores de extrema-esquerda exigiram um confronto com o presidente”, disse o senador John Thune, republicano da Dakota do Sul e líder da maioria. “E, aparentemente, o povo americano tem que sofrer as consequências.” Saúde é o maior impasse Os democratas disseram que estavam firmes em sua determinação de continuar o impasse até que os republicanos cedessem às suas exigências, principalmente na área da saúde, que incluem a revisão dos cortes no Medicaid - programa de assistência de saúde para pessoas de baixa renda - previstos no mega projeto de lei do presidente Donald Trump, aprovado em julho. “Se o presidente fosse inteligente, moveria céus e terras para resolver esta crise da saúde imediatamente, porque os americanos vão responsabilizá-lo quando começarem a pagar US$ 400, US$ 500, US$ 600 a mais por mês em seus planos de saúde”, disse o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria. “Temos menos de um dia. Se alguma vez houve um momento para Donald Trump e os republicanos levarem a sério a saúde, é agora.” Trump, por sua vez, emitiu ameaças da Casa Branca, afirmando que, durante uma paralisação, tomaria medidas que seriam “ruins” para os democratas “e irreversíveis para eles, como cortar um grande número de pessoas, cortar coisas que eles gostam, cortar programas que eles gostam”. Mais tarde, no Salão Oval, o presidente republicano disse que “muitas coisas boas podem surgir das paralisações”, incluindo demitir funcionários federais que são democratas e minar iniciativas que eles apoiam. Em uma paralisação, acrescentou Trump, “poderíamos nos livrar de muitas coisas que não queríamos, e seriam coisas democratas”. Desemprego Parcial e Prejuízo Bilionário Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO, sigla em inglês), 750 mil funcionários federais poderiam estar em situação de desemprego parcial, com uma perda de rendimentos equivalente a US$ 400 milhões durante a paralisação. O último ‘shutdown’, ocorrido de dezembro de 2018 até o fim de janeiro de 2019, durante o primeiro mandato de Trump, durou 35 dias. Naquele momento, o CBO estimou que havia reduzido o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em US$ 11 bilhões. Essas paralisações por falta de orçamento são muito impopulares nos Estados Unidos, e tanto democratas quanto republicanos tentam evitá-las, às vezes até o último momento. Ainda mais com a perspectiva das eleições legislativas de meio de mandato em novembro de 2026, nas quais estará em jogo a maioria presidencial no Congresso. Segundo cálculos dos analistas da companhia de seguros Nationwide, cada semana de paralisação poderia reduzir o crescimento do PIB dos Estados Unidos em 0,2 ponto percentual. “O governo Trump poderia aproveitar para reduzir ainda mais os subsídios e os executivos federais, apontam, o que representaria uma mudança significativa em relação aos shutdowns anteriores, nos quais os empregados demitidos eram recontratados tão logo quando a situação fosse restabelecida.” ** Com Agências **

  • ICE ameaça desrespeitar ordem judicial e deportar brasileira

    Família e amigos correm contra o tempo para garantir permanência nos EUA LOS ANGELES - O ICE ameaça deportar a cineasta brasileira Bárbara Marques nas próximas horas mesmo após um juiz ter aceitado nesta terça-feira, 30, reabrir o seu caso de imigração. Nas redes sociais, o marido, Tucker May, e os amigos da capixaba pedem que as pessoas liguem para os parlamentares da Lousiana, onde ela está detida em Alexandria e programada para embarcar no próximo voo para o Brasil. A ordem judicial impede a extradição enquanto o processo reaberto hoje está sendo avaliado, mas o ICE já ignorou a regra em outros casos. Leia também: Brasileira é detida pelo ICE após entrevista para green card na Califórnia Bárbara está presa há mais de 15 dias quando foi a um escritório da imigração em Los Angeles para uma entrevista no processo de green card através do casamento. Nesse período ela já passou por três centros de detenção e não tem acesso a remédios para dor crônica. Segundo o marido, Bárbara entrou em processo de deportação por faltar a uma corte em 2019 sobre a qual ela nunca foi notificada. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trump diz que será 'um insulto' aos EUA se não ganhar o Nobel da Paz

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 30, que será um "insulto" ao país se ele não receber o Prêmio Nobel da Paz por seu suposto papel na resolução de diversas guerras. O posicionamento do republicano se deu numa reunião incomum com oficiais militares de alto escalão das Forças Armadas americanas. "Você receberá o Prêmio Nobel?", perguntou Trump a si mesmo, e então respondeu: "De jeito nenhum. Eles o darão a um sujeito que não fez absolutamente nada. Mas não receber o prêmio seria um grande insulto ao nosso país". Ainda no encontro com a cúpula militar, em Quantico, na Virgínia, nos arredores de Washington, Trump prometeu que "ressuscitará o espírito guerreiro" do Exército que "venceu e construiu a nação". "Juntos, nos próximos anos, transformaremos as nossas Forças Armadas em algo mais forte, mais resistente e mais rápido". Ele também afirmou que o país enfrenta uma "guerra interna" tanto pelo crime como pela imigração ilegal. "A mobilização da Guarda Nacional em várias cidades do país é uma das tarefas importantes para algumas das pessoas nesta sala. Isso também é uma guerra: é uma guerra interna,"sustentou o presidente. 'Mentalidade guerreira' Pouco antes, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou na mesma reunião que as Forças Armadas dos EUA precisam ser reformadas para encerrar "décadas de decadência", que, segundo ele, foram causadas por políticas de diversidade. Hegseth declarou o fim do "lixo ideológico", citando como exemplos preocupações com a mudança climática, bullying, líderes "tóxicos" e promoções com base em raça ou gênero. "Vamos acabar com a guerra contra os guerreiros", enfatizou o secretário 'de Guerra', seguindo a nova terminologia adotada pelo governo para a pasta de Defesa. Essa nova "mentalidade guerreira", nas palavras de Hegseth, significa que os militares voltarão a usar padrões de recrutamento e treinamento baseados na capacidade masculina em termos de resistência física. "Quero deixar bem claro: não se trata de impedir as mulheres de servir nas Forças Armadas", ponderou. "Nossas oficiais femininas são as melhores do mundo, mas quando se trata de um trabalho que exige força física para entrar em combate, esses padrões devem ser neutros - e elevados. Se as mulheres conseguem, ótimo. Se não, que assim seja". **Com AFP **

  • EUA rebaixam Brasil e África do Sul em relatório sobre tráfico de pessoas

    EUA acusam Brasil de não agir para conter o tráfico humano WASHINGTON - Os Estados Unidos rebaixaram o Brasil e a África do Sul, dois países com relações bilaterais tensas com o governo do presidente Donald Trump, em um relatório sobre os esforços para combater o tráfico de pessoas divulgado nesta segunda-feira, 29. O informe anual do Departamento de Estado, o primeiro desde que o republicano voltou à Casa Branca em janeiro, colocou os dois países do Brics, bloco de economias emergentes, em uma lista de vigilância, um passo antes de uma lista negativa que pode resultar em sanções. Na África do Sul, "o governo identificou menos vítimas, investigou menos casos e iniciou menos processos judiciais", destacou o informe. Sobre o Brasil, o relatório destaca que o país não concluiu nenhum processo judicial de acordo com o estatuto contra o tráfico de pessoas de 2016, apesar de dezenas de milhares de pessoas serem vítimas deste crime. Em sua maioria,as nações mantidas na chamada lista negativa ("Nível 3") incluíam sobretudo adversários dos EUA como China, Rússia, Venezuela e o Camboja. Laos e Chade caíram para o último nível do relatório devido à falta de ação, enquanto Djibuti e Turcomenistão, que ocupavam a última posição, subiram. ** Com AFP **

  • Governo Trump quer tornar Harvard inelegível para financiamento federal

    Trump acusa Harvard de estar dominada por ideologias antissemitas e de "esquerda radical" WASHINGTON - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expandiu sua campanha contra a Universidade de Harvard nesta segunda-feira, 29, quando o Departamento de Saúde e Serviços Humanos anunciou o início de um processo que pode levar a instituição a se tornar inelegível para o financiamento federal. O Escritório de Direitos Civis (OCR, na sigla em inglês) disse que encaminhou o nome de Harvard a escritório do departamento responsável pelos processos administrativos de suspensão e exclusão, medida que abre a porta para que a universidade da Ivy League seja impedida de firmar contratos com todas as agências governamentais ou receber financiamento federal. O anúncio ocorre depois que, em julho, o Escritório de Direitos Civis encaminhou a instituição ao Departamento de Justiça dos EUA sob alegações de que ela não havia tratado da discriminação e do assédio contra estudantes judeus e israelenses em seu campus. Paula Stannard, diretora do Escritório de Direitos Civis, disse que Harvard foi notificada sobre seu direito a uma audiência administrativa formal, na qual um juiz de direito administrativo vai determinar se a universidade violou o Título 6 da Lei de Direitos Civis de 1964. A universidade tem 20 dias para solicitar uma audiência. "O encaminhamento de Harvard pelo OCR para um processo administrativo formal reflete o compromisso do OCR de proteger os investimentos dos contribuintes e o interesse público mais amplo", disse Stannard em um comunicado. Sediada em Cambridge, Massachusetts, a Universidade de Harvard não respondeu a pedidos de comentários. A universidade já havia dito que seu objetivo é combater a discriminação. O governo de Trump lançou uma campanha para usar o financiamento federal como instrumento de pressão por mudanças em Harvard e em outras universidades, que, segundo o presidente, estão dominadas por ideologias antissemitas e de "esquerda radical". Harvard entrou na Justiça contra algumas dessas ações, levando a uma decisão judicial, no início deste mês, determinando que o governo encerrou ilegalmente mais de US$2 bilhões em concessões de pesquisa. Na decisão, a juíza distrital dos EUA Allison Burroughs afirmou que o governo Trump "usou o antissemitismo como uma cortina de fumaça para um ataque direcionado e ideologicamente motivado às principais universidades deste país". O governo vem buscando um acordo com Harvard. Durante recente reunião de gabinete, Trump disse que a universidade deveria pagar "nada menos que US$500 milhões", pois ela "foi muito ruim". O governo alega que as universidades permitiram demonstrações de antissemitismo durante os protestos pró-palestinos. Os manifestantes, incluindo alguns grupos judeus, dizem que suas críticas ao ataque de Israel a Gaza e à ocupação dos territórios palestinos não devem ser caracterizadas como antissemitismo e que sua defesa dos direitos palestinos não deve ser equiparada ao extremismo. ** Com Reuters **

  • Cartéis recrutam jovens americanos pelas redes sociais para contrabandear imigrantes nos EUA

    Benefícios atraem 'motoristas' todos os perfis para as travessias entre EUA e México NOVA YORK - Milhares de jovens americanos têm sido recrutados por cartéis via redes sociais para contrabandear produtos e, principalmente, imigrantes ilegais, da fronteira com o México para os Estados Unidos nos últimos anos. As pessoas contratadas para realizar esses serviços respondem a anúncios que encontram facilmente na internet, nos quais criminosos prometem milhares de dólares, em pagamento rápido, por um serviço que parece simples: dirigir. Uma investigação de seis meses da CNN revelou centenas de postagens de recrutamento no Facebook, TikTok e Snapchat — algumas em espanhol, mas muitas em inglês. Os recrutados geralmente são jovens adultos entre 18 e 25 anos. Entre eles, não há um perfil específico. Vicki Brambl, defensora pública federal assistente em Tucson, Arizona, afirmou que certos fatores de risco — como antecedentes criminais, uso de drogas ou ter crescido em uma família de baixa renda — podem aumentar a probabilidade de alguém se envolver com contrabando. Mas, em um caso, o filho de um policial local estava envolvido. "Qualquer um pode ser um alvo", diz Brambl, que supervisionou dezenas de casos de contrabando. Muitos recrutados estão desesperados e veem pilhas de dinheiro anunciadas nas redes sociais como uma saída ou um risco que vale a pena correr. Segundo Brambl, muitas dessas pessoas não têm maturidade ou discernimento para perceber os perigos. As publicações analisadas pela CNN, que contêm anúncios de trabalhos de contrabando, seguem alguns padrões e terminologias veladas. A palavra "contrabandista" quase nunca aparece. Os recrutadores usam termos como "motoristas", "choferes" ou "táxis". Emojis de táxi ou carro tentam atrair motoristas. Os posts às vezes também incluem emojis de galinha para indicar "pollos", gíria espanhola usada para se referir a imigrantes. Essas estratégias servem para contornar as restrições de moderação de conteúdo nas principais plataformas, que têm enfrentado tentativas difusas de reprimir conteúdo relacionado ao narcotráfico. Por outro lado, para garantir que as postagens sejam destacadas nos feeds de usuários, os cartéis usam hashtags populares, como #fyp (para sua página) e #viral, além de marcar locais em centros populacionais ao longo da fronteira entre os EUA e o México. Depois de estabelecer comunicação nas principais redes sociais, o recrutador geralmente transfere a conversa para o WhatsApp, que conta com criptografia de ponta a ponta e possibilita o rastreio de pessoas em tempo real. Em seguida, segundo policiais e recrutadores no Arizona e no Texas, o contrabandista viaja horas ou até dias para obter coordenadas enviadas por seu recrutador anônimo — alguns de lugares tão distantes da fronteira quanto Nova York ou Seattle. Os coordenadores podem usar a localização em tempo real para monitorar seus motoristas no caminho — e postar capturas de tela para incentivar possíveis recrutas. No local de embarque, geralmente em uma estrada de terra remota, contaram os advogados à CNN, um grupo de imigrantes entra no carro. O que acontece em seguida depende do acaso: alguns motoristas são presos, outros chegam aos locais de desembarque em Phoenix ou Tucson, desviando de leitores de placas e postos de controle por rodovias desertas. Por fim, alguns conseguem simplesmente burlar a lei, "comprando" policiais que atuam nos postos de controle. Agências federais já admitiram que vários de seus agentes ajudaram a facilitar o contrabando nos últimos anos. Recentemente, o incentivo para que os jovens americanos se envolvam neste esquema tem aumentado. Com a queda nas travessias ilegais de fronteira em meio à repressão do governo do presidente americano Donald Trump, o preço para transportar pessoas aumentou drasticamente, e pagamentos maiores estão disponíveis para motoristas, de acordo com um recrutador ativo e um ex-agente federal. Em entrevista à CNN, um agente sênior do Cartel de Sinaloa, responsável por direcionar o fluxo de imigrantes e drogas no sul do Arizona, relatou que vários de seus associados foram presos desde que Trump assumiu o cargo. Ele disse que também pode ser preso, mas que isso não interromperia o negócio. "As pessoas ainda vão trazer coisas" para os EUA, afirmou ele, acrescentando que achava que o foco do governo estava equivocado. "(Trump) quer brigar com os mexicanos, com outros... mas o problema está aqui". Ele contou que começou a trabalhar para o cartel de Sinaloa, no México, anos atrás, contrabandeando maconha para sustentar sua família. Agora, ele considera fazer uma escolha diferente. "No vale la pena", diz ele: trabalhar para o cartel não vale o risco. ** Com Agências **

  • Brasileira é detida pelo ICE após entrevista para green card na Califórnia

    Bárbara está na cidade de onde partem os aviões com deportados; marido teme a extraditação LOS ANGELES - A cineasta brasileira Bárbara Marques, responsável pelos curtas "Dia de Cosme e Damião" (2016) e "Cartaxo" (2020), está detida na Lousiana após ter sido presa há mais de 15 dias pelo ICE durante uma entrevista para obter o green card. Nesse período ela já passou por três centros de detenção e não tem acesso a remédios para dor crônica. Segundo o marido de Bárbara, o ator americano Tucker May, agentes de imigração disseram que a reunião havia sido bem-sucedida. "Mas o policial usou a desculpa de uma copiadora quebrada para induzi-la a se afastar do nosso advogado. Uma vez separada de seu advogado, ela foi presa. O motivo de sua detenção foi uma audiência judicial perdida em 2019, da qual minha esposa nunca foi notificada. Estamos trabalhando com advogados desde então para corrigir a situação", escreveu May na rede social. Primeiro, a capixaba de Vitória foi levada ao centro de detenção de Adelanto, também na Califórnia. O americano reclamou que as autoridades estavam dificultando a comunicação da mulher com seu advogado, "atrasando a entrega dos documentos que foram enviados pelo correio", explicou o marido em post compartilhado no último sábado. No domingo, o americano publicou uma atualização do caso, após a esposa ser transferida para "algum lugar no Arizona" (ele não foi informado sobre qual seria a cidade). "Obrigado a todos por nos ajudarem a dar visibilidade ao caso... Barbara conseguiu me ligar hoje. Ela está atualmente em algum lugar no Arizona, mas será transferida novamente em breve (não sabemos para onde). Ela está sendo privada de equipamentos médicos necessários para um problema crônico nas costas e até mesmo de ibuprofeno. Sabemos que ela ainda está nos EUA, mas não muito além disso", disse May. Até a publicação dessa matéria, May não respondeu se acionou o consulado brasileiro para garantir o acesso de Bárbara ao atendimento médico. Hoje a cineasta foi localizada em um campo de detenção na Lousiana, ponto de partida para os aviões semanais de deportados para o Brasil. O americano teme que Bárbara deixe os Estados Unidos sem o devido processo legal. Uma amiga disse que a cineasta viajou três dias algemada e ficou mais de 12 horas sem comida nem água. A brasileira também não tem cama e dorme poucas horas. "Ela não é criminosa, mas está recebendo um tratamento desumano", escreveu Nikki Grotton nas redes socias. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Agente do ICE é afastado após derrubar mãe na frente dos filhos em NY

    Monica precisou de atendimento médico após bater com a cabeça no chão NOVA YORK - Um agente do ICE foi afastado após ser flagrado na última sexta, 26, empurrando uma equatoriana na frente dos filhos, em um tribunal em Nova York. O vídeo que viralizou nas redes sociais mostra o momento em que  Monica Moreta-Galarza é jogada ao chão por um agente federal. A cena provocou reação de autoridades municipais, que repudiaram o comportamento do servidor, ainda não foi identificado, de acordo com o jornal The New York Times. Segundo o site ProPublica, Monica Moreta-Galarza foi levada a um hospital após bater a cabeça e recebeu alta pouco depois. Ela, o marido e os dois filhos tinham acabado de passar por uma audiência de asilo que determinou que a família a deveria voltar à Corte seria 2029. A confusão começou quando o ICE prendeu o equatoriano mesmo após a liberação do juiz. Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão que supervisiona o ICE, afirmou que o agente teve comportamento inaceitável. "Nossos agentes do ICE são cobrados pelos mais altos padrões profissionais, e este servidor foi afastado de suas funções enquanto conduzimos uma investigação completa", disse. Questionada pelo The New York Times se o agente havia sido suspenso ou demitido, McLaughlin afirmou que a punição será definida após uma investigação. Também na sexta-feira, o deputado Dan Goldman e Brad Lander, controlador da cidade, ambos democratas, encaminharam o caso do agente do ICE à chefe do Departamento de Justiça, Pam Bondi, recomendando que ele responda criminalmente por crime grave. O documento acusa o agente de ter usado "força física excessiva ao derrubar uma jovem mãe no chão", privando-a "de seu direito, garantido pela quarta emenda, de ser livre de buscas e detenções arbitrárias". ** Com Agências **

  • Secretário dos EUA cita Brasil como país que precisa de 'conserto' no comércio

    WASHINGTON - O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, citou o Brasil como um dos países que precisam ser "consertados" para garantir uma dinâmica comercial mais favorável aos americanos. Durante entrevista à emissora NewsNation publicada no sábado, 27, Lutnick também mencionou Suíça, Índia e Taiwan entre os governos dos quais Washington ainda espera concessões. "Esses são países que precisam reagir corretamente aos EUA, abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudicam os EUA", afirmou. O comentário aconteceu dias após uma rápida interação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU. O republicano disse ter tido "excelente química" com o petista e informou que os dois concordaram em se encontrar nesta semana. A diplomacia brasileira ainda negocia o formato da reunião. Como tudo começou A guerra tarifária de Donald Trump começou logo no início de seu segundo mandato. Entre 7 e 12 de julho de 2025, o presidente americano anunciou tarifas para mais de 50 países, incluindo o Brasil. A justificativa oficial era reverter uma balança comercial que, segundo ele, havia sido "extremamente deficitária para os Estados Unidos ao longo de décadas". O Brasil recebeu uma taxa adicional de 40%. Somada aos 10% que já existiam, a tarifa total chegou a 50%. Mas, diferentemente de outros países, a lógica econômica não se aplicava ao caso brasileiro. A balança comercial entre Brasil e EUA tem sido favorável aos americanos desde 2009. No primeiro semestre de 2025, registrou novo superávit para os Estados Unidos, de US$ 1,674 bilhão. Em determinado momento, Trump admitiu que a motivação era política. O presidente americano disse haver uma "caça às bruxas" no Brasil contra Jair Bolsonaro, que respondia no STF por acusações relacionadas à tentativa de golpe após sua derrota em 2022. Era, na prática, uma "punição" ao País. Em 30 de julho, Trump oficializou o decreto. A justificativa baseou-se em "políticas, práticas e ações recentes do Brasil que ameaçam a segurança nacional, a política externa e a economia dos EUA". No dia seguinte, elevou as tarifas sobre o Canadá de 25% para 35% e divulgou uma lista com taxas para 69 parceiros comerciais, totalizando mais de 90 países. O tarifaço entra em vigor As tarifas de 50% entraram em vigor em 6 de agosto de 2025, à 0h01 (horário de Washington). Uma lista de 694 exceções poupou produtos como suco de laranja, celulose e aviões da Embraer. Mas itens importantes como carne, café, máquinas e pescados ficaram de fora da proteção. Os efeitos foram imediatos. Para a economia brasileira como um todo, o impacto foi significativo, mas não catastrófico. O UBS BB projetou um efeito no PIB de no máximo 0,6 ponto percentual. O Goldman Sachs estimou 0,25 ponto percentual. A avaliação considerava que 74% das exportações brasileiras para os EUA poderiam ser redirecionadas para outros mercados. O Brasil, afinal, é um país relativamente fechado e menos dependente do comércio exterior. Mas para empresas diretamente ligadas ao mercado americano, especialmente pequenas e médias que fabricam produtos específicos sob demanda, o cenário se mostrou bem mais grave. O governo Lula respondeu com o programa "Brasil Soberano", oficializado em 13 de agosto. A principal medida foi uma linha de crédito de R$ 30 bilhões com juros reduzidos. O pacote incluiu ainda ampliação de seguros à exportação, adiamento da cobrança de impostos e compra de produtos perecíveis destinados aos EUA. A tensão continua Diplomaticamente, Lula adotou uma posição de confronto medido. Afirmou que o tarifaço "não ficaria impune" e que Trump e o povo americano "sofreriam as consequências". Rejeitou conversas telefônicas com o presidente americano sobre as tarifas, mas se dispôs a convidá-lo para a COP sobre questões climáticas. No contexto global, o Brasil recebeu o tratamento mais severo. Outros países enfrentaram tarifas menores: Índia com 25%, Canadá com 35%. A China manteve uma trégua tarifária por mais 90 dias. Apesar das tensões, Trump demonstrou abertura para diálogo após encontrar Lula na Assembleia Geral da ONU. Disse ter tido "excelente química" com o presidente brasileiro e concordou com um encontro bilateral. A diplomacia brasileira ainda negocia os detalhes. ** Com AE **

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