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- Governo Lula tenta evitar que EUA classifiquem facções criminosas como terroristas
Brasil quer ampliar cooperação concreta da cooperação bilateral em segurança WASHINGTON - O governo brasileiro se movimenta para convencer os Estados Unidos a ampliar a cooperação policial e de inteligência no combate ao crime organizado transnacional, numa tentativa de evitar que a administração de Donald Trump avance para a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Nos bastidores, a avaliação em Brasília é que uma eventual adoção dessa medida pode produzir consequências sensíveis sobre a soberania nacional e sobre a forma de atuação bilateral em segurança. Esse será um dos principais temas a serem tratados no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, ainda sem data definida, em Washington. Os preparativos da reunião foram tema de conversa telefônica na noite de domingo entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A iniciativa teria partido do chanceler de Lula, mas o Itamaraty não revelou se os dois chefes da diplomacia de seus respectivos países falaram especificamente sobre a classificação desses grupos como terroristas. Em Washington, interlocutores ligados ao governo americano afirmam que a medida vai sair em algum momento, assim como já aconteceu com organizações criminosas de outros países. No entanto, ainda não há definição sobre quando a denominação para facções brasileiras será enviada ao Congresso dos EUA para ratificação. A decisão final será tomada por Trump. Segundo diplomatas ouvidos pelo GLOBO, não houve qualquer comunicação oficial da Casa Branca sobre isso ao governo brasileiro. "Primeiro, é preciso ver se isso de fato vai acontecer e, em seguida, avaliar o conteúdo e suas possíveis implicações. Não cabe queimar a largada em assuntos dessa relevância", disse um importante interlocutor do governo brasileiro. A preferência em Brasília é que os dois presidentes possam anunciar uma ampliação concreta da cooperação bilateral em segurança, com medidas mais operacionais e aprofundamento do intercâmbio de inteligência, sem que isso venha associado à classificação das facções como grupos terroristas. Segundo um importante interlocutor do governo brasileiro, o assunto está sendo tratado em mais alto escalão e, até o momento, a Casa Branca não enviou ao Itamaraty qualquer comunicado a respeito do assunto. A principal preocupação do governo Lula não está relacionada às organizações criminosas em si, mas aos efeitos jurídicos, diplomáticos e institucionais que uma designação dessa natureza poderia desencadear. A avaliação é que, embora se trate de uma prerrogativa legal americana, a medida pode introduzir riscos ao relacionamento bilateral, abrir espaço para consequências jurídicas ainda imprevisíveis e atingir diretamente a percepção brasileira sobre preservação de soberania. Segundo integrantes do governo, o movimento diplomático em curso busca demonstrar que já existe uma estrutura robusta de cooperação entre os dois países e que esse caminho seria mais eficaz do que a adoção de uma nova tipificação legal. Hoje, a articulação entre órgãos de aplicação da lei envolve a Polícia Federal, autoridades alfandegárias brasileiras e agências americanas como a Administração Reguladora de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). De acordo com esses interlocutores, boa parte das informações hoje em poder das autoridades americanas sobre facções como PCC e Comando Vermelho tem origem em dados produzidos no próprio Brasil e compartilhados por canais oficiais de cooperação. A intenção brasileira é ampliar essa troca também em frentes como lavagem de dinheiro e rastreamento de fluxos financeiros com passagem pelo sistema americano, reforçando que o aprofundamento operacional da cooperação é o caminho mais produtivo. A leitura do governo é que, ao contrário de alguns vizinhos da região, o Brasil não aceita qualquer flexibilização de prerrogativas nacionais no combate ao crime organizado e procura manter integralmente sob controle nacional os instrumentos de repressão e inteligência. A preocupação central é que, caso os EUA alterem a classificação jurídica desses grupos, deixará de valer o enquadramento atual de organizações criminosas transnacionais e passará a incidir a legislação americana voltada ao terrorismo, mais rígida e com potencial de gerar sanções adicionais. Segundo essa avaliação, a mudança pode produzir efeitos indiretos sobre instituições financeiras e operações econômicas, inclusive em situações nas quais não haja vínculo direto conhecido com atividades ilícitas. Dependendo da forma como a legislação venha a ser aplicada, haveria inclusive margem para medidas de alcance extraterritorial, ainda que isso dependa da interpretação das autoridades americanas e não ocorra de forma automática. Reservadamente, a estratégia brasileira é reforçar a interlocução política e técnica para sustentar que o enfrentamento ao crime organizado pode avançar por meio de cooperação bilateral mais intensa, sem necessidade de medidas com potencial de repercussão diplomática mais ampla. No Brasil, facções como PCC e Comando Vermelho são enquadradas juridicamente como organizações criminosas, e não como grupos terroristas, porque a legislação brasileira reserva a tipificação de terrorismo a atos motivados por razões de xenofobia, discriminação, preconceito ou com objetivo de provocar terror social ou generalizado por motivação ideológica, religiosa ou política. Como essas facções atuam principalmente com fins econômicos, ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e controle territorial, o entendimento predominante é que elas se enquadram no campo do crime organizado, regido pela Lei de Organizações Criminosas. Cartéis A preocupação brasileira é reforçada por precedentes recentes na região. Os EUA já classificaram como organizações terroristas estrangeiras grupos ligados ao narcotráfico na Venezuela, como a gangue Tren de Aragua, incluída nessa categoria em fevereiro de 2025, e o chamado Cartel de los Soles, designado em novembro do mesmo ano. A partir desse enquadramento, Washington passou a aplicar instrumentos legais mais amplos, com sanções financeiras, restrições migratórias e maior capacidade de ação operacional, inclusive com uso intensificado de inteligência e recursos militares em operações ligadas ao combate ao narcotráfico. Em 3 de janeiro deste ano, forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala em território venezuelano e capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Dois dias depois, ele foi levado a julgamento em Nova York, acusado de narcoterrorismo, conspiração para tráfico de drogas, posse de armas e explosivos. Na audiência inicial, declarou-se inocente. O juiz responsável marcou para 17 de março a próxima etapa do processo, quando Maduro e sua mulher deverão prestar depoimento. Outro precedente recente ocorreu no México, com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, em fevereiro de 2026,durante uma operação das forças armadas mexicanas que contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos. O episódio evidenciou o nível de cooperação entre os dois países no combate ao narcotráfico, mas também reacendeu debates sobre os limites da participação americana em ações de segurança envolvendo organizações criminosas na região. O que muda com a classificação de organização terrorista nos EUA: Permite ao governo americano adotar medidas legais, financeiras e operacionais específicas contra o grupo enquadrado. Autoriza bloqueio de ativos financeiros, proibição de transações e restrições migratórias contra integrantes ou associados. Torna crime, nos EUA, qualquer forma de apoio material ao grupo, incluindo dinheiro, treinamento, serviços ou fornecimento de equipamentos. Amplia o uso de instrumentos de inteligência e das capacidades operacionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, inclusive em ações unilaterais, dependendo da forma de aplicação da legislação. Para receber essa designação, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o grupo precisa: Ser uma organização estrangeira. Estar envolvido em atividade terrorista, ou ter capacidade e intenção de praticá-la. Representar ameaça à segurança de cidadãos americanos ou aos interesses nacionais dos EUA. A designação também altera o tipo de legislação aplicada, substituindo o enquadramento de crime organizado transnacional por regras mais rígidas ligadas ao combate ao terrorismo. ** Com O Globo **
- Diretor do ICE responde com ironia questionamento de governadora sobre operações do ICE
Resposta de Lyons não revela os dados exigidos pela governadora BOSTON - O diretor interino do ICE, Todd Lyons, respondeu imediatamente ao pedido da governadora Maura Healey sobre o perfil dos imigrantes presos em Massachusetts nos últimos meses sem dar informações. "Não é irônico que a mesma governadora que se recusa a compartilhar informações com as autoridades federais agora exija detalhes sobre prisões feitas pelo ICE? Ela se esquece de que estar ilegalmente no país é, de fato, ilegal", pontua Lyons em comunicado à imprensa. A carta da democrata enviada na sexta-feira (6) ao ICE e ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) requer que, em uma semana, as agências divulguem dados detalhados, incluindo identidade dos presos, base legal da detenção e o local das prisões. Healey afirma que, de acordo com as próprias declarações públicas do ICE, a "Operação Patriota" de maio resultou em 1.461 prisões em Massachusetts, mas 46% dos detidos não tinham acusações ou condenações criminais. Em setembro, a "Operação Patriota 2.0" somou 1.406 prisões, com aproximadamente 57% dos detidos sem antecedentes criminais. O ICE divulgou informações limitadas sobre uma pequena fração desses indivíduos. Sem apresentar estatísticas, o diretor interino do ICE defende que "todos os imigrantes ilegais presos durante as operações estavam violando a lei de imigração". Lyons afirma que a maioria deles havia cometido crimes graves nos EUA ou em seus países de origem e grande parte foi liberada porque as jurisdições locais e estaduais se recusaram a cooperar com os agentes federais. Healey coloca em xeque a afirmação do governo federal de que prende os piores dos piores ao citar que dados do ICE revelam que a grande maioria dos presos em Massachusetts não tem recorde criminal. “Muitos que foram detidos são membros de longa data da nossa comunidade, pais, provedores e trabalhadores que foram arrancados repentinamente de suas rotinas e colocaram suas famílias em crise", destaca a governadora. Entre os exemplos, a democrata cita o brasileiro de 18 anos Marcelo Gomes que foi preso a caminho de um treino de vôlei na Milford High School em maio do ano passado. ** Com Assessorias **
- Guerra contra o Irã custa quase US$ 1 bilhão por dia aos EUA
Centenas de civis estão morrendo nos bombardeios contra o Irã WASHINGTON - O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã iniciou um conflito Sem prazo para terminar que gera um custo de US$ 890 milhões por dia ao país americano. A Casa Branca apresentou numerosas justificativas, desde a queda do regime dos aiatolás - o que não aconteceu - passando pelo risco de Teerã ter uma arma nuclear a argumentos de cunho religioso. Embora os republicanos no Congresso endossem essa guerra, 56% dos americanos se opõem à iniciativa, segundo pesquisa PBS News/NPR/Marist. Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional. O bombardeio matou o líder supremo Ali Khamenei no sábado (28) e atingiu instalações do governo do Irã e áreas civis, como uma escola em Minab, onde mais de 170 pessoas morreram. No Líbano, o fantasma da guerra voltou a bater à porta, com bombardeios e uma invasão terrestre de Israel. A maior parte dos mortos vivia no Irã, mas há vítimas em outros sete países, além de seis militares americanos. Em resposta, os iranianos atacaram Israel, instalações usadas pelos EUA e países da região, causando estragos e mortes também em locais que acreditavam ser ilhas de prosperidade. Mais de 23 mil voos foram cancelados, e centenas de petroleiros estão parados na entrada do Estreito de Ormuz. O petróleo disparou, e pode chegar aos US$ 100 por barril. Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional. Os objetivos mutáveis dos EUA Os objetivos dos EUA são difusos. Trump já mencionou desde a destruição das capacidades nuclear e militar do Irã até a possibilidade de forçar uma rendição da liderança e provocar uma mudança de regime. O risco aqui é entrar em uma guerra prolongada e cara, que pode impactar sua popularidade em ano de eleição para o Congresso, além dos impactos econômicos pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Por outro lado, o objetivo principal do Irã é a sobrevivência do regime. Para isso, uma semana depois do início dos bombardeios, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido líder supremo, foi escolhido como seu sucessor, segundo a mídia estatal iraniana. Além disso, estratégia iraniana tem sido ampliar o custo da guerra para os adversários, atingindo Israel, bases americanas no Golfo e ameaçando o tráfego no Estreito de Ormuz, enquanto pressiona por um recuo. O risco, porém, é a escalada levar à destruição de parte significativa de suas capacidades militares, maior isolamento internacional e a desestabilização interna. ** Com Agências **
- Coiote brasileiro é sentenciado a 30 meses de prisão
Ronaldo ao sair de uma empresa de remessa de dinheiro BOSTON - O brasileiro Flavio Alexandre Alves, o Ronaldo, foi condenado a 30 meses de prisão por tráfico humano, lavagem de dinheiro e reentrada ilegal nos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça. A pena imposta pela juíza Margaret Guzman no dia 27 de fevereiro é bem menor do que a máxima prevista de 50 anos. Ronaldo está preso desde o fim de março do ano passado e confessou no dia 22 de outubro ser um dos nomes por trás do esquema que trouxe centenas de brasileiros aos EUA. Ele deve ser deportado em setembro após cumprir a sentença de reclusão. A prisão do coiote em Massachusetts foi resultado de uma investigação do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) em parceria com a Polícia Federal do Brasil (PF) que começou em 2022. Outras quatro pessoas do grupo criminoso foram presas nos EUA, informou o DOJ na época. Leia também: Brasileiro é condenado por tráfico humano No Brasil, a PF também cumpriu mandados de prisão e apreensão no Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal. Uma pessoa não identificada foi presa. Esquema De acordo com o processo, Ronaldo conspirava com outras pessoas para trazer brasileiros para os EUA através do México. Quando os imigrantes chegavam no país, ele comprava passagens aéreas para diferentes Estados. Ronaldo também enviava pagamentos para o país vizinho com o objetivo de cobrir as despesas associadas à travessia. As vítimas incluem crianças e adolescentes - a maioria do Maranhão - e pagavam valores elevados para realizar a travessia, muitas vezes com juros abusivos. Em 2004, Ronaldo já havia sido condenado por tráfico de pessoas na Califórnia. Ele foi deportado para o Brasil em fevereiro do ano seguinte e retornou ilegalmente para os EUA. Pena máxima Ao todo, o brasileiro poderia pegar 50 anos de prisão. A acusação de tráfico humano pode levar a uma sentença de até 10 anos de reclusão e mais três de liberdade condicional. Já a pena por lavagem de dinheiro chega a 20 anos de prisão. Como ele também confessou ter entrado ilegalmente nos EUA poderia ter sido sentenciado a outros 20 anos. Somadas, as multas associadas às condenações podem atingir US$ 750 mil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Grupo de 24 estados americanos entra na Justiça contra tarifas de Trump
Estados alegam que são prejudicados com tarifas extras impostas aos parceiros comerciais estrangeiros WASHINGTON - Um grupo de 24 estados americanos entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump, no primeiro desafio legal às suas recém-impostas tarifas globais de 10%, alegando que o presidente americano não pode ignorar uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou a maioria de suas tarifas anteriores sobre bens importados, citando uma nova base legal. Estados liderados pelos democratas, incluindo Nova York, Califórnia e Oregon, argumentam que as novas tarifas, anunciadas por Trump pouco depois da decisão da Suprema Corte em 20 de fevereiro, também são ilegais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana impôs a Trump uma derrota contundente ao derrubar uma grande parte das tarifas recíprocas que ele havia aplicado em abril do ano passado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), decidindo que a lei não lhe concedia o poder que ele afirmava ter. As novas tarifas foram impostas por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que se destina a lidar com emergências monetárias de curto prazo, e não com déficits comerciais que surgem quando uma nação rica como os Estados Unidos importa mais do que exporta, segundo o processo apresentado pelos estados no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, sediado em Nova York, informou a agência Reuters. "O foco agora deveria ser reembolsar as pessoas, e não duplicar as tarifas ilegais", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que as mais recentes tarifas de Trump são uma tentativa de contornar a necessidade de trabalhar com o Congresso, como exige a Constituição dos EUA. E agora, vão rever os acordos? Eles fizeram negócios com Trump para conseguir tarifas mais baixas. "Que não haja dúvida: a principal política econômica do presidente Trump é historicamente impopular e está custando aos americanos, às nossas empresas e a nós, como estados, centenas de bilhões de dólares", afirmou Rayfield. "Isso não pode continuar apenas porque alguns advogados de Trump encontraram uma maneira de distorcer palavras e elaborar um argumento jurídico." A ordem executiva de Trump de 20 de fevereiro impôs uma tarifa de 10% sobre as importações, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quarta-feira que essas taxas provavelmente aumentariam para 15% ainda esta semana. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que o governo defenderá vigorosamente a ação do presidente no tribunal. ** Com Agências **
- Brasileiro é morto pela polícia na Geórgia
Gustavo enfrentava problemas mentais e estava a caminho de um tratamento de saúde, segundo a família POWDER SPRINGS - O Departamento de Investigação da Geórgia (GBI) investiga as circustâncias da abordagem policial que matou o brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, em Powder Springs. A família rebate as afirmações de que o homem estava armado. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a polícia foi acionada na última terça-feira (3) para atender uma ocorrência relacionada à saúde mental no quarteirão 3000 da New MacLand Road, onde fica um Publix. Ainda conforme a polícia, durante a abordagem, o mineiro sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram várias vezes contra Guimarães. A família, contudo, nega que o mineiro de Belo Horizonte - que vivia legalmente nos Estados Unidos há mais de 20 anos - estivesse com uma arma no momento da abordagem. Um parente disse à rádio Itatiaia que o homem tinha ido ao encontro da mãe e de outras duas mulheres, profissionais da área da saúde, no estacionamento de um supermercado para dar início a um tratamento. Tudo estava conforme o previsto até que sete policiais chegaram no local após receberem a denúncia de que um homem estaria em surto. Diante da agitação, a mãe do mineiro começou a passar mal, e uma ambulância foi acionada. A princípio, a mulher não queria deixar o filho sozinho com os policiais, mas foi convencida pelos militares a ir ao hospital. A notícia da morte de Gustavo chegou para ela cerca de 30 minutos depois, quando já havia sido socorrida. De acordo com o familiar, os tiros atingiram a nuca e o peito do mineiro. “A polícia falou que ele já estava em surto e que teve que reagir e atirar nele porque ele estava armado, quando na realidade ele não estava armado. (...) Essas incongruências da polícia estão deixando a gente bem desconfortável”, contou. A Polícia de Powder Springs lamentou o ocorrido. "Reconhecemos que situações envolvendo crises de saúde mental são extremamente difíceis para todos os envolvidos. Nossos pensamentos estão com a família e os entes queridos da vítima neste momento difícil", escreveu a corporação em sua página do Facebook. Após a conclusão da investigação do GBI, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise. Este é o 16º tiroteio envolvendo policiais na Geórgia este ano. Destes, oito foram fatais. ** Com Agências **
- Juiz ordena que EUA emitam reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump
Governo tem que ressarcir prejuízo de importadores enquanto tarifaço esteve em vigor NOVA YORK - Um juiz do tribunal comercial dos Estados Unidos determinou na quarta-feira, 4, que o governo comece a pagar bilhões de dólares em reembolsos a importadores que foram obrigados a pagar tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte no mês passado. Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional, em Manhattan, ordenou que o governo finalize o cálculo do custo de milhões de remessas que entraram no país sem a cobrança das tarifas, segundo documentos do processo. Ele também determinou que os valores devolvidos incluam juros. Quando uma mercadoria chega aos EUA, o importador paga inicialmente um valor estimado de tributos. O cálculo final costuma ser concluído cerca de 314 dias depois, em um procedimento chamado de liquidação. Eaton instruiu a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) a concluir esse processo sem considerar as tarifas, o que deve resultar na devolução dos valores pagos. Segundo o juiz, a agência tem capacidade de ajustar seu sistema para emitir os reembolsos — algo que já ocorre quando um importador paga impostos acima do valor devido. “Eles fazem isso todos os dias. Finalizam entradas e realizam reembolsos”, disse. Eaton também marcou uma nova audiência para sexta-feira (6), quando solicitou atualizações sobre o plano da CBP para efetuar os pagamentos. Na decisão, o magistrado afirmou ainda que o juiz-chefe do tribunal indicou que ele será o responsável por conduzir os casos relacionados aos reembolsos das tarifas. Em documentos apresentados à Justiça, o CBP afirmou que recalcular os custos das remessas sem aplicar as tarifas é uma tarefa “sem precedentes” pela escala e pode exigir a revisão manual de mais de 70 milhões de registros. Em manifestações anteriores, a agência havia solicitado até quatro meses para avaliar as alternativas para realizar os pagamentos. Procurada, a Alfândega não respondeu ao pedido de comentário. “A redação da decisão sugere com bastante clareza uma abordagem ampla, indicando que os importadores têm direito ao reembolso das tarifas impostas sob a IEEPA”, afirmou Ryan Majerus, ex-alto funcionário do Departamento de Comércio dos EUA e atualmente sócio do escritório King & Spalding. “O governo pode contestar o alcance da decisão ou, ao menos, pedir mais tempo para que a Alfândega consiga executar o que certamente será uma tarefa monumental.” US$ 130 bilhões em tarifas O governo dos Estados Unidos arrecadou mais de US$ 130 bilhões com tarifas consideradas ilegais, que foram centrais na política comercial do ex-presidente Donald Trump. A Suprema Corte, no entanto, não estabeleceu orientações claras sobre como os reembolsos devem ser realizados, o que gerou incertezas sobre o processo. A decisão de Eaton foi tomada em um processo movido pela Atmus Filtration, que afirmou em documentos judiciais ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas consideradas ilegais. Os advogados da Atmus não responderam a um pedido de comentário. **Com Reuters**
- Senado dos EUA apoia Trump sobre ataques ao Irã e bloqueia tentativa de restringir poderes de guerra
Republicanos no Senado apoiam ataque dos EUA contra o Irã WASHINGTON - Os republicanos do Senado dos Estados Unidos apoiaram nesta quarta-feira, 4, a campanha militar do presidente Donald Trump contra o Irã, votando para bloquear uma resolução bipartidária que visava impedir a guerra aérea e exigir que quaisquer hostilidades contra o Irã fossem autorizadas pelo Congresso. O placar no Senado foi de 53 a 47 contra o avanço da resolução, em grande parte seguindo as linhas partidárias, com todos os republicanos, exceto um, votando contra a moção processual e todos os democratas, exceto um, votando a favor. Na mais recente tentativa de democratas e de alguns republicanos de conter as repetidas mobilizações de forças militares norte-americanas no exterior pelo presidente Donald Trump, os patrocinadores descreveram a resolução sobre os poderes de guerra como uma tentativa de retomar a responsabilidade do Congresso de declarar guerra, conforme estabelecido na Constituição dos EUA. Os oponentes rejeitaram isso, insistindo que a ação de Trump era legal e estava dentro de seu direito como comandante-chefe de proteger os EUA, ordenando ataques limitados. "Esta não é uma guerra para sempre, na verdade nem mesmo perto disso. Isso vai acabar muito rapidamente", disse o senador republicano Jim Risch, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, em um discurso contra a resolução. Não se esperava que a medida fosse aprovada. Os pares republicanos de Trump detêm uma pequena maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados e bloquearam resoluções anteriores que buscavam restringir seus poderes de guerra. **Com Reuters**
- Casa Branca diz que Trump está usando tratamento preventivo para erupções cutâneas no pescoço sem dar detalhes
Mancha no pescoço seria causada por um tratamento preventivo de pele WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está usando um tratamento preventivo para uma erupção cutânea vermelha no pescoço, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, 4, sem dar mais detalhes. A reação do governo veio após fotografias mostrarem uma erupção cutânea vermelha e manchada no lado direito do pescoço de Trump, logo acima da linha do colarinho, durante a sua aparição em uma cerimônia da Medalha de Honra na segunda-feira. Em um comunicado após o evento, o médico Sean Barbabella disse que Trump estava usando um creme comum como "tratamento preventivo para a pele". "O presidente está usando esse tratamento por uma semana, e a vermelhidão deve durar algumas semanas", disse. Questionada nesta quarta-feira sobre a necessidade do tratamento, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres que não tinha informações adicionais a compartilhar além dos detalhes fornecidos no comunicado do médico. A saúde de Trump, aos 79 anos e o presidente mais velhos dos EUA ao tomar posse, tem sido um foco maior em seu segundo mandato, já que hematomas nas mãos e inchaço nas pernas têm sido flagrados em algumas imagens. Em janeiro, Trump atribuiu os hematomas nas mãos ao uso frequente de aspirina e a Casa Branca disse que o presidente bateu a mão em uma mesa durante uma viagem ao exterior. Seis meses antes, depois que os tornozelos do presidente apareceram inchados, o médico da Casa Branca disse que um ultrassom nas pernas do presidente "revelou insuficiência venosa crônica, uma condição benigna e comum, particularmente em indivíduos com mais de 70 anos". ** Com Reuters **
- Trump tira Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 5, a saída de sua secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que será substituída pelo senador por Oklahoma Markwayne Mullin. Noem era alvo de questionamentos por conta das operações do ICE contra imigrantes em situação irregular que culminaram na morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis em janeiro. Segundo Trump, Noem teve "resultados numerosos e espetaculares, sobretudo nas fronteiras", e será realocada no cargo de "enviada especial para o Escudo das Américas", iniciativa de segurança voltada ao Hemisfério Ocidental que o presidente apresentará no próximo sábado (7). "Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado senador dos Estados Unidos pelo grande estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos a partir de 31 de março de 2026", escreveu o presidente na plataforma Truth Social. Trump definiu Mullin, 48, como um "guerreiro Maga", acrônimo em inglês para "Make America Great Again" ("Tornar a América grande de novo") e que passou a ser usado para designar os apoiadores do magnata. "Markwayne se dá muito bem com as pessoas e possui a sabedoria e a coragem necessárias para promover nossa agenda 'América em primeiro lugar'. Markwayne trabalhará incansavelmente para manter nossas fronteiras seguras, impedir a entrada ilegal de imigrantes, assassinos e outros criminosos em nosso país, acabar com o flagelo das drogas ilegais e tornar a América segura novamente", salientou. ** Com Ansa **
- Corpo de brasileira desaparecida nos EUA há três anos é encontrado na fronteira com o Canadá
Letícia Oliveira Alves deixou a filha com a família antes de partir em missão religiosa NOVA YORK - O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, e teve a identidade confirmada no fim de fevereiro, confirmou a família essa semana. A goiana estava desaparecida desde dezembro de 2023 nos Estados Unidos e havia sido incluída na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo usado para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. Autoridades americanas divulgaram as roupas usadas por Letícia quando foi encontrada Segundo a força policial provincial de Quebec (Sûreté du Québec), caçadores localizaram o corpo na floresta da cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os estados americanos de Vermont e New Hampshire. De acordo com o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não havia sinais aparentes de violência e a principal hipótese investigada é que a morte tenha ocorrido por hipotermia, após exposição prolongada ao frio intenso. Familiares contaram ao jornal O Globo que o corpo foi encontrado ainda em abril de 2024, mas a confirmação oficial da identidade da brasileira só aconteceu quase dois anos depois, no dia 26 de fevereiro. Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó e não participou das viagens feitas pela mãe ao exterior. A família tenta agora arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil, enquanto aguarda a conclusão dos trâmites diplomáticos junto ao Ministério das Relações Exteriores. Histórico do desaparecimento Informações reunidas pela polícia e repassadas ao GLOBO pelo irmão da vítima, Frederico Oliveira Alves, indicam que o caso começou a ser investigado após comunicação feita pela mãe da brasileira às autoridades. O desaparecimento foi registrado inicialmente pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia (GID), que relatou não conseguir mais contato com Letícia desde dezembro de 2023. De acordo com o relato da família, Letícia atuava como missionária da Igreja Adventista e teria iniciado uma viagem pela América do Sul. O primeiro destino mencionado foi a Argentina, seguida por passagem pela Bolívia. Posteriormente, a brasileira teria seguido para os EUA, chegando inicialmente ao Mississippi em junho de 2023. Em meio às buscas, surgiram indícios de que ela poderia estar em Boston, em Massachusetts, possivelmente no endereço de um abrigo localizado na Harrison Avenue. O Consulado-Geral do Brasil na cidade chegou a ser acionado pela família, mas não conseguiu confirmar a presença da brasileira no local. Consultas em bancos de dados também não encontraram informações de voos ou histórico migratório em nome de Letícia. Posteriormente, no entanto, investigadores identificaram um registro de detenção do ICE associado ao nome “Leticia Alpes Oliveira”, com a mesma data de nascimento da brasileira — o que levantou a hipótese de erro de grafia. ICE compartilhou uma foto que seria de Letícia enquanto estava sob custódia da agência Ainda segundo o histórico policial, Letícia teria sido impedida de entrar no Canadá em janeiro de 2024, na região de Buffalo, em Nova York. Após a abordagem na fronteira, ela permaneceu por cerca de três meses sob custódia de autoridades migratórias dos EUA e foi liberada em abril daquele ano, mediante compromisso de comparecer a uma audiência de imigração prevista para 2026 em Boston. A investigação também apontou que a goiana poderia ter sido acolhida em um abrigo feminino na cidade, voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade. No entanto, contatos realizados por autoridades brasileiras não conseguiram confirmar a permanência dela no local, devido às regras de confidencialidade da instituição. A investigação também aponta que Letícia teria usado o nome “Sara Mars”, mas não divulga mais detalhes. ** Com informações de O Globo **
- Secretária defende operações do ICE em sabatina no Senado
Krist Noem culpou manifestantes por violência nas ações do ICE WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, se recusou nesta terça-feira, 3, durante uma sabatina do Comitê do Judiciário do Senado, a pedir desculpas por ter chamado de "terroristas domésticos" os americanos mortos em operações do ICE e disse que os seus agentes estão sob "constante ataque". A chefe do DHS foi questionada por democratas que afirmam que os oficiais sob seu comando abusam do poder, usam força excessiva e violam os direitos constitucionais das pessoas para implementar a agenda do governo Trump. O senador Dick Durbin, de Illinois, principal democrata na comissão, questionou Noem repetidamente sobre comentários que ela fez logo após as mortes de Renee Good e Alex Pretti, em incidentes diferentes, nos quais os retrataram como os agressores nos eventos que levaram às suas mortes. Ele exigiu que ela se desculpasse. "Você e sua agência se apressaram em rotular essas vítimas como, abre aspas, terroristas domésticos", disse Durbin sobre os assassinatos em Minneapolis em janeiro. "Temos ampla evidência em vídeo e depoimentos de testemunhas oculares que comprovam que você está errada. Suas declarações causaram dor imensurável a essas famílias." Noem disse que suas declarações se baseavam em informações de pessoas presentes no local. "Eu estava recebendo relatos de agentes no local e eu diria que era uma cena caótica, como vocês viram em Minneapolis e St. Paul", disse ela. A secretária acrescentou que seus agentes "trabalham para atingir os piores dos piores" e muitas vezes enfrentaram violência por parte dos manifestantes. A mulher de confiança do presidente Donald Trump também foi criticada por republicanos. O senador John Kennedy, da Louisiana, quis saber por que seu departamento pagou mais de US$ 200 milhões por uma campanha publicitária na qual ela apareceu no ano passado incentivando imigrantes a deixarem o país voluntariamente e questionou se Trump sabia do valor antecipadamente. Noem defendeu os anúncios, dizendo que foram eficazes e seguiram o processo regular de licitação do departamento. "Bem, eles foram eficazes para aumentar o reconhecimento do seu nome", rebateu Kennedy. As táticas de imigração do DHS provocaram impasse no Congresso sobre o financiamento regular da pasta, ainda não resolvido. No ano passado, porém, foi aprovado um projeto que garantiu reforço orçamentário para a política de deportações do governo federal. Noem também deve depor nesta quarta-feira na Câmara dos Representantes. ** Com Agências **
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