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  • Suspeito de ataque a tiros em jantar com Trump é identificado

    WASHINGTON - O suspeito do tiroteio em um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de sábado, 25, foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. O homem seria residente de Torrance, na Califórnia, uma cidade costeira que faz parte da área de South Bay, adjacente a Los Angeles e banhada pela Baía de Santa Mônica, de acordo com as fontes policiais. O chefe do departamento de polícia do Distrito de Columbia informou que Allen estava hospedado no hotel Washington Hilton, onde acontecia o evento do líder norte-americano com jornalistas. Até o momento, não está claro as motivações que levaram aos disparos. Em uma coletiva de imprensa após ter sido retirado às pressas do evento, Trump afirmou que a suspeita é de que o atirador seja um "lobo solitário". “Parece que eles acham que ele era um lobo solitário. E eu também acho isso”, disse o presidente. Ele também descreveu o suspeito como "um cara que parecia bem malvado quando estava caído". Um perfil do LinkedIn com o nome de Allen o descreve como "engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor de jogos independente por experiência e professor por vocação". Ele obteve o diploma de bacharel em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em 2017 e o título de mestre em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills em 2025, de acordo com o perfil. O Caltech afirmou em um comunicado que uma pessoa com esse nome se formou em 2017. De acordo com informações desse perfil, o suspeito trabalhou nos últimos anos como professor em tempo parcial na C2 Education e como desenvolvedor de jogos autônomo. Anteriormente, trabalhou como engenheiro mecânico na empresa IJK Controls em South Pasadena por um ano e, antes disso, como assistente de ensino no Caltech. Há também uma publicação sobre um artigo de jornal local "sobre uma competição de robótica que minha equipe venceu" no Caltech em 2016. ** Com Agências **

  • Trump é retirado às pressas de evento após 'disparos'

    Trump e a primeira-dama pouco antes dos atentado da noite de sábado WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a primeira dama, Melanie, foram rapidamente retirados do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca pouco antes das 21 horas sábado, 25, após barulhos semelhantes a disparos e gritos "USA" serem ouvidos dentro do salão de baile do Hotel Hilton na capital do país. Diversas autoridades do alto escalão do governo que estavam presentes, incluindo o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, foram evacuados do lugar às 20h49. Os participantes se abrigaram sob as mesas e deixaram o hotel menos de 15 minutos depois. Um homem foi pego, mas não se sabe se o suspeito está morto. Trump publicou na Social Truth cerca de 30 minutos depois que queria retornar ao evento, mas os agentes de segurança encerraram a cerimônia e era preciso seguir os protocolos. Um novo jantar com a imprensa deve ser marcado em menos de um mês. Era a primeira vez que o republicano comparecia ao evento desde o seu primeiro mandato na Casa Branca.

  • Policial penal foragido do Brasil é preso em Orlando

    Pinheiro era considerado foragido da Justiça brasileira desde março ORLANDO - Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, policial penal foragido do Rio de Janeiro, conhecido como Bonitão, foi preso em Orlando, na Flórida, nesta sexta-feira, 2, pela DEA (Drug Enforcement Administration), após informações enviadas pela Polícia Federal (PF). Ele é investigado por atuar na negociação de vantagens indevidas e por favorecimento aos interesses de um traficante internacional de drogas. Segundo a PF, a operação Anomalia foi desenvolvida junto com a Força-Tarefa Missão Redentor II, que busca cumprir mandados do STF contra um núcleo criminoso que comandava as ações ilícitas. O ex-policial era procurado desde março e seu nome estava na lista vermelha da Interpol. Pinheiro vai passar por audiência de custódia na Corte de Imigração e entrar em processo de deportação, avalia a PF. Não há informações sobre o status imigratório do brasileiro. Ficha criminal Em 2019 Pinheiro chegou a ocupar um cargo de confiança na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), então comandada por André Ceciliano (PT). Bonitão tinha sido preso cinco anos antes como informante do traficante Menor P, do Complexo da Maré, e por levar informações do bandido a Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Ele foi condenado, cumpriu pena, mas obteve na Justiça o direito à reabilitação criminal. Mais tarde, ele voltou à Alerj para o gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), onde permaneceu até fevereiro de 2025. Ele recorria em liberdade nos dois processos. ** Com Agências **

  • 'Migrantes não devem ser tratados pior do que animais', enfatiza papa

    CIDADE DO VATICANO - O papa Leão XIV declarou nesta quinta-feira, 23, que os migrantes "não devem ser tratados pior do que animais", ainda que as nações tenham o "direito de estabelecer regras em suas fronteiras". Eles "são seres humanos e devem ser tratados com humanidade e não pior do que animais", afirmou Robert Prevost ao comentar o tema, que, segundo ele, "é um grande desafio". "Mesmo que um país diga que não pode aceitar mais do que isso [receber mais migrantes], quando as pessoas chegam, são seres humanos e merecem respeito à sua dignidade", enfatizou o pontífice. No entanto o líder da Igreja Católica acrescentou que, em sua "opinião pessoal", um Estado "tem o direito de estabelecer regras em suas fronteiras". "Não estou dizendo que todos devam entrar aleatoriamente, mas a sua dignidade deve sempre ser respeitada", ressaltou Leão XIV. ** Com Ansa **

  • Sargento dos EUA é preso por usar informação sigilosa para lucrar mais de US$ 400 mil com apostas sobre captura de Maduro

    WASHINGTON - Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos envolvido na operação militar que capturou Nicolás Maduro foi preso após ser acusado de usar informações privilegiadas para apostar na saída do ex-presidente venezuelano antes. O Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) denunciou Gannon Ken Van Dyke por supostamente fazer apostas na Polymarket — plataforma de apostas baseada em criptomoedas — com conhecimento sobre a operação. "Isso é claramente uso de informação privilegiada e é ilegal segundo a legislação federal", disseram autoridades do DOJ. Van Dyke, militar da ativa do Exército americano que serve em Fort Bragg, na Carolina do Norte, ganhou mais de US$ 409 mil com suas apostas. As forças americanas capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em seu complexo em Caracas, capital da Venezuela, durante uma operação noturna no dia 3 de janeiro, e os levaram a Nova York para responder a acusações relacionadas a armas e drogas. Eles negam essas acusações. Van Dyke teria apostado no momento e no desfecho da operação, conhecida como Operação Absolute Resolve (Operação Determinação Absoluta), "tudo para lucrar", informou o DOJ em comunicado divulgado na quinta-feira (23/4). Segundo o DOJ, por volta de 26 de dezembro de 2025, Van Dyke criou uma conta na plataforma Polymarket e começou a apostar em mercados relacionados a Maduro e à Venezuela. Ele é acusado de apostar mais de US$ 33 mil (cerca de R$ 165 mil) enquanto tinha acesso a informações sigilosas e não públicas sobre a operação. Em comunicado publicado nas redes sociais na quinta-feira (23/4), a Polymarket afirmou: "Quando identificamos um usuário negociando com base em informações governamentais classificadas, encaminhamos o caso ao Departamento de Justiça e cooperamos com a investigação." A empresa acrescentou: "Não há espaço para uso de informação privilegiada na Polymarket. A prisão de hoje é a prova de que o sistema funciona." Van Dyke responde por uso indevido de informações governamentais confidenciais para ganho pessoal, apropriação de informações não públicas do governo, fraude com commodities, fraude eletrônica e realização de transação financeira ilegal, segundo denúncia tornada pública na quinta-feira. "Nossos homens e mulheres em serviço têm acesso a informações classificadas para cumprir suas missões da forma mais segura e eficaz possível, e estão proibidos de usar essas informações altamente sensíveis para ganho financeiro pessoal", afirmou o procurador-geral interino dos EUA Todd Blanche. "O acesso generalizado a mercados de previsão é um fenômeno relativamente novo, mas as leis federais que protegem informações de segurança nacional se aplicam integralmente", acrescentou Blanche. O procurador dos EUA Jay Clayton, do Distrito Sul de Nova York, onde o caso tramita, acrescentou que esses mercados de previsão "não devem servir para o uso de informações confidenciais ou sigilosas obtidas de forma indevida para lucro pessoal". Autoridades do DOJ afirmaram que, como militar, Van Dyke assinou acordos de confidencialidade nos quais se comprometia a "nunca divulgar, publicar ou revelar, por escrito, verbalmente, por conduta ou de qualquer outra forma [...] qualquer informação classificada ou sensível" relacionada a operações militares. Promotores federais alegam que, entre 8 de dezembro de 2025 e pelo menos 6 de janeiro de 2026, Van Dyke participou do planejamento e da execução da Operação Absolute Resolve e teve acesso a informações sensíveis, confidenciais e classificadas sobre a operação. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC, na sigla em inglês), agência federal independente, informou que também apresentou uma ação contra Van Dyke, acusando-o de uso de informação privilegiada. Questionado sobre o caso durante um evento sem relação com o caso na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não tinha conhecimento, mas que iria analisá-lo. Ao ser questionado sobre preocupações de que mercados de previsão possam levar ao uso de informação privilegiada, Trump disse que "não está satisfeito com nada disso". "O mundo inteiro, infelizmente, virou um pouco um cassino. Basta ver o que está acontecendo em todo o mundo, na Europa e em todos os lugares, eles estão fazendo essas apostas", disse. "Nunca fui muito a favor disso." Alertas da Casa Branca e regulação Funcionários da Casa Branca, sede do governo americano, foram alertados no mês passado para não usar informações privilegiadas em apostas em "mercados de previsões". O alerta foi feito por email enviado em 24 de março, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma pausa de cinco dias em sua ameaça de atacar usinas e infraestrutura de energia do Irã. O email enviado aos funcionários da Casa Branca faz referência a reportagens jornalísticas sobre o uso de informações que não vieram a público para apostar em plataformas como Kalshi e Polymarket. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, disse à BBC que "qualquer insinuação sem provas de que funcionários do governo estejam envolvidos em tal atividade é jornalismo infundado e irresponsável". Ingle afirmou também que todos os funcionários federais dos EUA estão sujeitos às diretrizes de ética do governo, que proíbem o uso de informações privilegiadas para ganho financeiro. "O único interesse especial que sempre guiará o presidente Trump é o bem-estar do povo americano." A reportagem entrou em contato com a Kalshi e a Polymarket para comentar o assunto, mas ainda não recebeu resposta. A popularidade de mercados de previsões, que movimentaram mais de US$ 44 bilhões no ano passado, tem crescido bastante. As previsões podem estar relacionadas a praticamente tudo. Em geral, estão ligadas a esportes, mas também podem envolver apostas, por exemplo, em decisões do Banco Central sobre a taxa de juros ou o resultado de eleições. Essas empresas estão mudando o mercado de apostas nos EUA, onde até 2018 era proibido realizar apostas esportivas. Apostas em eleições eram proibidas até 2024. Apostas no mercado de previsões sobre conflitos alimentaram também o debate sobre como esse setor da indústria deve ser regulamentado. Essas empresas não estão enquadradas nos EUA como negócios de apostas e jogos de azar. Diferentemente das bets (firmas de apostas tradicionais), em que as probabilidades são definidas pela própria empresa, as plataformas de mercados de previsão funcionam mais como uma bolsa de valores, permitindo que os usuários apostem uns contra os outros no resultado de eventos futuros por meio de algo chamado de "contratos de eventos". Esses eventos sempre têm como resultado um cenário de "sim" ou "não". Esse modelo permitiu que essas empresas ficassem sob supervisão dos reguladores financeiros nacionais da CFTC. A comissão regula a negociação de derivativos, que incluem mercados de previsões. Em março, líderes do Partido Democrata (de oposição ao governo Trump, do Partido Republicano) apresentaram um projeto de lei para banir completamente o mercado de previsões de negociar apostas relacionadas a guerras ou ações militares. Em teoria, essas apostas já infringem as regras financeiras dos EUA, que proíbem a negociação de contratos relacionados a guerra, terrorismo, assassinato, jogos de azar ou outras atividades ilegais. As apostas realizadas no âmbito das empresas desse mercado de previsões poderiam ser consideradas contratos desse tipo, perante a lei, argumentam os críticos. "Corrupção e exploração estão prosperando neste momento por brechas nos mercados de previsões", afirmou o senador americano Andy Kim (Democrata por Nova Jersey). "Essa manipulação permite que poucos ganhem muito, às custas dos trabalhadores americanos." Críticos dos mercados de previsões afirmam que essas plataformas realizam, na verdade, operações de apostas esportivas e jogos de azar — e que estariam tentando se "disfarçar" como "bolsas de negociações" para evitar regras e impostos mais rigorosos enfrentados pelas bets, que são regulamentadas pelos Estados. A divergência sobre quem deve fiscalizar os aplicativos gerou dezenas de batalhas judiciais nos EUA, à medida que os Estados começam a reivindicar seu direito de regulamentar essas empresas, em vez de deixar a supervisão a cargo da CFTC. No Brasil, há relatos de que brasileiros conseguem usar essas plataformas usando remessas internacionais com criptomoedas ou cartões internacionais. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as plataformas de apostas tradicionais — as bets brasileiras — que pagaram por outorgas de R$ 30 milhões para operar no Brasil, vêm solicitando, em reuniões com o governo, que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda bloqueie a operação de plataformas como a Kalshi. ** Com BBC **

  • EUA aprovam 1ª terapia genética para forma rara de perda auditiva

    WASHINGTON - As autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram uma terapia genética inédita para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária. O anúncio foi feita nesta quinta-feira, 23. Entre duas e três de cada mil crianças no país nascem com deficiência auditiva. Especialistas calculam que mais da metade dos casos de perda auditiva precoce são causados por mutações genéticas. Desenvolvido pela empresa de biotecnologia americana Regeneron, o tratamento - conhecido como Otarmeni - é voltado a um tipo específico e pouco comum de perda auditiva, que atinge cerca de 50 recém-nascidos por ano nos EUA. O medicamento estará disponível para crianças e adultos com perda auditiva severa a profunda causada por determinadas mutações no gene OTOF. Esse gene é responsável por produzir uma proteína essencial para a transmissão de sinais sonoros do ouvido interno até o cérebro. Apesar do custo elevado do tratamento, milhões de dólares por paciente, a Regeneron informou que pretende oferecer o tratamento de maneira gratuita a pacientes elegíveis no país. Administrado com uma única injeção no ouvido por um cirurgião, o tratamento já tem sido considerado como revolucionário por pais de crianças afetadas. "É absolutamente incrível", afirmou, emocionada, Sierra Smith, a jovem mãe de Travis, um bebê que recebeu o tratamento. Segundo ela, após a cirurgia, o filho passou a reagir a sons. “Ele consegue ouvir música, adora dançar e se interessa por instrumentos”, afirmou durante um evento na Casa Branca. Nos testes clínicos, que envolveram 20 pacientes entre 10 meses e 16 anos, ao menos 80% apresentaram melhora significativa da audição poucos meses após o tratamento. ** Com AFP **

  • Maratona de Boston homenageia brasileiro que ajudou atleta a completar a prova

    BOSTON - Os organizadores da Maratona de Boston destacaram nesta quinta-feira, 23, nas redes sociais a iniciativa do brasileiro Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, de socorrer outro atleta durante o trajeto. Perto de bater sua melhor marca pessoal em corridas de rua, o paulista (de camisa branca) ajudou o britânico Aaron Beggs a carregar o estudante de engenharia Ajay Haridasse na reta final da competição. Os três cruzaram a linha de chegada juntos. O brasileiro e o britânico foram aclamados pelo público e estão sendo chamados de "heróis e superstar da Maratona de Boston" pelo gesto de generosidade. "Foi uma decisão muito rápida. Eu precisava de alguns segundos para bater meu melhor tempo, mas vi o rapaz caído no chão e decidi ajudar. Naquele momento, precisava da ajuda de outra pessoa. Na hora, pensei: 'Meu Deus, se alguém parar, paro também e o ajudo'. E deu tudo certo. Conseguimos carregá-lo até o final", disse em entrevista à TV Globo. Com dez maratonas no currículo, ele deixou em segundo plano a meta do seu tempo e completou a maratona em 2h44min exausto e também precisou ser socorrido. Oliveira desembarcou ontem no Brasil direto para o trabalho, em uma indústria metalúrgica de São Bernardo do Campo. No ano passado, outro brasileiro, Pedro Arieta, chamou a atenção da mídia por ação semelhante. Prestes a completar a prova, Arieta deparou-se com um competidor caído no asfalto e não hesitou em parar para ajudá-lo. Assim como essa semana, os atletas cruzaram a linha de chegada juntos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Senado dos EUA vota para avançar com financiamento do ICE

    O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, durante entrevista no início da semana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos votou na madrugada desta quinta-feira, 23, para avançar com um plano de US$70 bilhões para financiar o ICE e a Patrulha de Fronteira (CBP) para os próximos três anos, ignorando as exigências dos democratas por salvaguardas para os agentes de fiscalização da imigração e ⁠suas operações. Os parlamentares aprovaram por 50 votos a 48 para adotar a resolução orçamentária não vinculante e enviá-la à Câmara dos Deputados dos EUA, dando um passo crucial ‌em seus esforços para acabar com a ‌paralisação parcial que atinge o Departamento de Segurança Interna (DHS) desde ⁠meados de fevereiro. Dois republicanos - os senadores Rand Paul e Lisa Murkowski - foram contra a medida. Se adotada pela Câmara, a resolução permitirá que os comitês do Congresso comecem a preencher os detalhes sobre como os US$70 bilhões serão gastos em uma legislação separada que o presidente ‌Donald Trump teria que sancionar. Como os democratas se opõem firmemente à iniciativa de financiamento, os ⁠republicanos planejam empregar um procedimento raramente ‌utilizado, conhecido como reconciliação ‌orçamentária, na legislação separada, que permite que alguns projetos de lei relacionados ao orçamento contornem a oposição democrata no Senado. Essas medidas exigem apenas uma maioria simples para aprovação na Casa de 100 ⁠membros, em vez da supermaioria usual de 60 votos ou mais. Os republicanos detêm uma maioria de 53 assentos a 47. O financiamento para a maior parte do DHS acabou há mais de nove semanas, quando os ‌democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à CBP, que operam sob ⁠a direção do órgão federal. Depois que dois americanos foram baleados fatalmente por agentes do ICE em Minneapolis, os democratas insistiram que agências de imigração estivessem sujeitos às mesmas regras operacionais das forças policiais dos EUA, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares. Mas semanas de negociações terminaram em um impasse. Desde então, o Senado aprovou uma legislação para financiar as operações do DHS que não incluem o ICE e a CBP. Entretanto, a medida foi paralisada na Câmara, onde os republicanos linha-dura exigiram financiamento para essas duas entidades também. ** Com Reuters **

  • Registro de família sendo separada pelo ICE é a Foto do Ano

    MIAMI - O flagrante de uma ação do ICE separando uma família foi escolhida nesta quarta-feira, 22, como Foto do Ano de 2026 pelo World Press Photo, considerado o "Oscar da Fotografia". O registro "Separados pelo ICE" da fotógrafa Carol Guzy para o Miami Herald mostra duas meninas agarradas ao pai no momento em que ele é detido e levado por agentes federais logo após sair de uma audiência de imigração em um tribunal de Nova York. Segundo a família, o homem — um equatoriano que morava no Bronx — não tinha antecedentes criminais. A fotografia de Carol Guzy, além de ter sido veiculada no jornal Miami Herald, também faz parte de um projeto maior que documenta prisões realizadas dentro ou no entorno de tribunais de imigração dos Estados Unidos para chamar a atenção para a política anti-imigrante ostensiva do presidente Donald Trump.

  • Fifa nega trocar Irã por Itália na Copa a pedido dos EUA

    Zampolli argumenta que os quatro títulos italianos na Copa justificariam a substituição NOVA YORK - A Federação Internacional de Futebol (Fifa) não substituirá a seleção do Irã pela da Itália na Copa do Mundo de 2026 a pedido dos Estados Unidos, segundo afirmou nesta quinta-feira, 23, a rede britânica de TV BBC, com base em fontes entidade esportiva. Ontem, o enviado especial do governo de Donald Trump para Negócios Globais, Paolo Zampolli, disse ao jornal "Financial Times" que havia solicitado à Fifa a substituição. A Itália não se classificou para a Copa deste ano, que acontecerá nos EUA, no México e no Canadá. Segundo a fonte ouvida pela reportagem, a Fifa não tem planos para fazer a substituição, que só seria considerada se o Irã desistisse da competição. A participação do país do Oriente Médio na Copa, que terá a maioria dos jogos em cidades dos EUA, foi colocada em questão no início deste ano após os primeiros bombardeios de Israel e EUA contra o Irã no final de fevereiro. A federação de futebol do Irã (FFIRI) pressiona a instituição para transferir os três jogos da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo dos EUA para o México por causa da guerra. A Itália não se classificou para a Copa pela terceira vez seguida, após perder a repescagem europeia para a Bósnia e Herzegovina. Já o Irã garantiu vaga no Mundial em março de 2025, pelas Eliminatórias da Ásia. O governo iraniano chegou a afirmar que a seleção não participaria do torneio por causa da guerra, mas voltou atrás. No fim de março, Infantino afirmou que o Irã estará na Copa do Mundo. Na semana passada, ele disse que visitou a seleção iraniana na Turquia e que a equipe quer disputar o torneio. “Eles devem jogar. O esporte deve ficar fora da política”, disse Infantino. “Claro, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra, mas, se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las, nós fazemos isso.” A estreia dos iranianos será contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles. Pedido dos EUA Segundo o Financial Times, a sugestão de mudança de equipes foi feita pelo enviado especial de Trump durante conversa com Infantino. O jornal afirmou que ele argumentou que os quatro títulos mundiais da Itália justificariam a presença no torneio. Em entrevista ao jornal, Zampolli confirmou que fez a sugestão a Trump e a Infantino. "Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, há currículo suficiente para justificar a inclusão", afirmou. A reportagem diz que a sugestão faz parte também de uma tentativa dos Estados Unidos de reconstruir relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Meloni e Trump trocaram farpas após o presidente norte-americano criticar o papa Leão XIV. A Fifa ainda não havia se posicionado oficialmente sobre o pedido do enviado especial de Trump até a última atualização desta reportagem. ** Com Agências **

  • Xerife de Orlando mostra imagens de prisão de brasileiros ligados à Legacy

    ORLANDO - O xerife do Condado de Orange na Flórida, John Mina, realizou nesta quarta-feira, 22, em Orlando, uma coletiva de imprensa para apresentar imagens da operação que apreendeu 14 pessoas do Legacy Group (tratado no vídeo por Legacy Imigra) e revelar dados relevantes apurados nas investigações. Segundo Mina, os donos do Legacy Group ganharam mais de US$ 20 milhões de forma fraudulenta com golpes aplicados em imigrantes, na maioria brasileiros, que vivem na Flórida, Carolina do Norte e New Jersey. “Mas acredito que outras vítimas irão aparecer agora”, disse o xerife, confirmando que sete pessoas lesadas ajudaram nas apurações. A Legacy cobrava até US$ 26 mil por contratos de legalização e muitas vezes falsificando o protocolo do Serviço de Imigração. Os brasileiros Ronaldo de Campos, Juliana Colucci, Vagner Soares de Almeida e Lucas Trindade são acusados de extorsão, fraude e falsidade ideológica. Outros 10 funcionários da empresa também foram detidos na operação realizada na segunda-feira, 20. Mina ressaltou que a investigação está aberto e encorajou as vítimas a buscarem as autoridades.

  • Tucker Carlson admite arrependimento em defender Trumpismo

    WASHINGTON - O conservador Tucker Carlson admitiu em público que está “atormentado” por ter apoiado o presidente Donald Trump em sua campanha para retornar à Casa Branca em 2024. A declaração foi feita no episódio de segunda-feira, 20, do podcast The Tucker Carlson Show, numa conversa com o seu irmão, Buckley Carlson, antigo autor de discursos de Trump. “Vou ser atormentado por isto durante muito tempo. Quero pedir desculpa por ter enganado as pessoas. Não foi intencional”, afirmou. O posicionamento de Carlson em relação a Trump sempre foi marcado por mudanças bruscas. Em 1999, o antigo rosto da Fox News chegou a descrever o magnata como “a pessoa mais repugnante do planeta”. No entanto, durante a corrida eleitoral de 2016 foi um dos primeiros a dizer que Trump deveria ser levado a sério. A partir daí, tornou-se um dos seus mais influentes defensores mediáticos, posição que se reforçou durante a campanha de 2024. Ruptura A ruptura entre Carlson e Trump parece ter-se aprofundado nos últimos meses, em particular devido ao conflito envolvendo EUA, Israel e o Irã. O crítico considera linguagem usada por Trump sobre o país do Oriente Médio “vil a todos os níveis”. A resposta de Trump não tardou. Numa publicação na rede social Truth Social, o Presidente atacou diretamente Carlson, bem como outras figuras do universo trompista como Candace Owens e Alex Jones. Entre os insultos, Trump escreveu que Carlson “nunca mais foi o mesmo” desde que saiu da Fox News, sugerindo que ele deveria “consultar um psiquiatra”. ** Com Agências **

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