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  • Milhões de pessoas enfrentam frio intenso após nevasca mortal nos EUA

    Pessoas passeiam no Central Park nesta segunda-fria sob frio intenso NOVA YORK - Dezenas de milhões de pessoas estão se recuperando de um frio intenso nesta segunda-feira, após uma tempestade de inverno monstruosa que despejou 30 centímetros de neve do Novo México à Nova Inglaterra, paralisou grande parte do leste dos Estados Unidos, causou pelo menos 30 mortes e cancelou milhares de voos. De Nova York e Massachusetts, no nordeste, até o Texas e a Carolina ‌do Norte, no sul, as estradas estavam congeladas e escorregadias, muitas vezes cobertas por mais de 30 centímetros de neve. Pelo menos 25 governadores declararam estado de emergência. Em alguns Estados do ‌sul, os moradores enfrentaram condições climáticas de inverno nunca vistas em décadas, com gelo de quase três centímetros de espessura derrubando árvores e linhas de energia. A tempestade foi responsável por pelo menos 30 mortes em vários Estados. Em Frisco, Texas, uma jovem de 16 anos morreu em um acidente de trenó no domingo. Outro jovem morreu no Condado de Saline, Arkansas, enquanto era puxado por um quadriciclo sobre a neve e o gelo quando o veículo bateu em uma árvore, disseram as autoridades. Na Pensilvânia, três pessoas morreram enquanto limpavam a ‍neve com pás. Em Austin, no Texas, uma pessoa morreu de aparente hipotermia enquanto tentava se abrigar em um posto de gasolina abandonado, disseram as autoridades. Pelo menos oito pessoas morreram na cidade de Nova York devido à exposição ao frio, disse o prefeito Zohran Mamdani, pedindo aos moradores que liguem para pedir ajuda caso vejam alguém na rua precisando de assistência. Enquanto o sistema de tempestades se afastava da Costa Leste em direção ao Atlântico nesta ‌segunda-feira, uma massa de ar ártico vinda do Canadá chegava em seguida, prolongando as temperaturas abaixo de zero por mais alguns ‌dias, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. "Esta tempestade está deixando a Costa Leste agora, com algumas rajadas de neve isoladas", disse Allison Santorelli, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). "Mas o principal destaque é o frio extremo, que deve persistir até o início de fevereiro." Quase 200 milhões de norte-americanos estavam sob algum tipo de alerta de frio extremo, desde a fronteira com o Canadá até o Golfo do México, disseram os meteorologistas. Lubbock, no Texas, registrou mínima de -20 graus Celsius nesta segunda-feira. Quase 800 mil clientes, incluindo residências e empresas, em todo o sudeste dos EUA, estavam enfrentando o frio sem energia, de acordo com o site de monitoramento PowerOutage.us, incluindo 246 mil no Tennessee. A tempestade causou transtornos no tráfego aéreo, com mais de 12.500 voos cancelados nos EUA no domingo -- o maior número em um único dia desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020. ESCOLAS FECHADAS A mistura de neve, gelo e chuva congelante da tempestade tornou muitas estradas e rodovias perigosamente escorregadias. Em Tulsa, Oklahoma, Ryan DuVal passou parte do domingo dirigindo seu caminhão de bombeiros antigo pelas ruas geladas da cidade, procurando por quem precisasse de ajuda. "Eu simplesmente percebi a necessidade de tirar as pessoas do frio", disse ele. "Sabe, dar uma volta pelas ruas, ver alguém, oferecer uma carona. Se aceitarem, ótimo. Se não, pelo menos posso aquecê-los na caminhonete e dar-lhes água, comida, alguma coisa." Em Bonito Lake, Novo México, os moradores estavam limpando a neve após uma nevasca de 79 centímetros. O Central Park, em Nova York, recebeu 29 centímetros, enquanto o Aeroporto Logan, em Boston, registrou 47 centímetros, disse Santorelli. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse que mobilizou tropas da Guarda Nacional na cidade de Nova York, em Long Island e no Vale do Hudson para auxiliar na resposta de emergência à tempestade no Estado. Ao anunciar que as escolas estariam fechadas para um dia de aulas remotas, Mamdani brincou: "Sei que ‌isso pode decepcionar alguns alunos, então, se vocês me virem, fiquem à vontade para jogar uma bola de neve em mim." *Matéria atualizada em 27/01 às 6h30* ** Com Reuters **

  • Aliados de Trump pressionam governo após agente do ICE matar americano

    Republicanos começam a questionar ações do ICE após assassinato de dois americanos WASHINGTON - A morte do segundo americano em menos de um mês por agentes do ICE em Minneapolis, no Minessota, intensificou a pressão contra ações desastrosas para caçar imigrantes nos Estados Unidos, inclusive de aliados e grupos próximos ao presidente Donald Trump, e pode levar a uma nova paralisação do governo. Enquanto a administração republicana tenta justificar o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de UTI no Centro Médico de Veteranos, como legítima defesa ao afirmar que o homem de 37 anos estava armado, vídeos mostram que ele segurava apenas um celular no momento que foi atacado por agentes do ICE. As imagens de Alex Jeffrey Pretti sendo alvejado por pelo menos cinco tiros quando já estava imobilizado levaram parlamentares do partido de Trump a pedir uma investigação mais profunda sobre as táticas usadas por oficiais federais de imigração. O incidente aconteceu a menos de duas semanas após um agente do ICE atirar e matar a americana Renee Good na mesma cidade. Leia também: Agente do ICE mata americana em operação em Minneapolis O presidente da Comissão de Segurança Interna da Câmara, o republicano Andrew Garbarino, solicitou depoimentos de dirigentes do ICE e da Patrulha de Fronteira (CBP), afirmando que a prioridade deve ser manter os americanos seguros. Além de Garbarino, o deputado do Texas e ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Michael McCaul, também levantou o questionamento. No Senado, os republicanos Thom Tillis, da Carolina do Norte, Bill Cassidy, da Louisiana, Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca, devem somar votos com os democratas para barrar o projeto de lei que prevê a injeção de US$64,4 bilhões no Departamento de Segurança Interna (DHS), US$ 10 bilhões especificamente para o ICE, levando a uma paralisação parcial do governo até o fim do mês, quando expira o prazo para a aprovação do orçamento. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que não fornecerá os votos necessários para que o plano orçamentário siga adiante se a parte que financia o DHS estiver incluída, classificando os acontecimentos em Minnesota como "terríveis" e "inaceitáveis em qualquer cidade americana". Reação Inesperada A reação mais inesperada veio da Associação Nacional do Rifle, a NRA, uma das organizações mais próximas de Trump. A entidade se uniu a outros grupos de defesa das armas e pediu uma investigação completa sobre a morte de Alex Pretti. A NRA criticou declarações do procurador da Califórnia Bill Essayli, indicado por Trump, que sugeriu que agentes estariam quase sempre justificados ao atirar em pessoas armadas. Segundo a associação, esse tipo de discurso é perigoso e criminaliza cidadãos que possuem armas legalmente. O Gun Owners of America, uma organização sem fins lucrativos que faz lobby em defesa do direito às armas, também criticou o comentário do procurador. O grupo afirmou que agentes federais não estão "altamente propensos" a estar "legalmente justificados" a atirar em pessoas com licença para portar arma oculta que se aproximem enquanto estão legalmente armadas. A ong acrescentou que a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos protege o direito dos americanos de portar armas durante protestos. Disputa no Judiciário O governo de Minnesota e as prefeituras de Minneapolis e St. Paul entraram com um pedido urgente na Justiça para que a administração Trump interrompa a operação da polícia migratória, argumentando que a forma como os agentes estão atuando coloca moradores em risco e pode provocar novas mortes. O Estado também solicitou uma medida para garantir que nenhuma prova do local do tiroteio seja destruída ou alterada por agentes federais. O pedido foi aceito imediatamente pela juíza Kate Menendez, que determinou que todas as evidências sejam preservadas. Levante democrata Após um longo período de silêncio, os ex-presidentes democratas Barack Obama e Bill Clinton divulgaram notas duras sobre as ações truculentas do ICE que culminaram na morte de dois americanos até o momento. Em comunicado, Barack e Michelle Obama classificaram a morte como uma tragédia e disseram que o episódio é um alerta de que valores fundamentais dos EUA estão sob ataque, afirmando que agentes federais não estariam atuando de forma legal ou responsável em Minnesota. Bill Clinton afirmou que cenas vistas em Minneapolis são algo que ele jamais imaginou ver no país e pediu que os americanos se manifestem em defesa da democracia. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Milhares protestam e dezenas são presos após agente do ICE matar americana

    Manifestantes afirmam que ICE traz insegurança para as cidades e cobram investigação do assassinato de Renee MINNEAPOLIS - Milhares de pessoas participaram de protestos nos Estados Unidos no sábado, 10, após a morte da americana Renee Nicole Good baleada no rosto por um agente do ICE em Minneapolis, no Minnesota. Autoridades municipais disseram que 30 pessoas foram presas na cidade que foi palco do crime durante as manifestações do fim de semana e um policial ficou ferido após um "pedaço de gelo ter sido atirado contra eles". Os protestos contra a aplicação das leis de imigração se intesificaram depois que o oficial do ICE disparou três tiros à queima-roupa que atingiram a cabeça da mãe de 37 anos que estava em seu carro na quarta-feira (7). A administração Donald Trump afirmou que o agente que atirou agiu em legítima defesa. Autoridades locais insistem que a mulher não representava perigo. Uma multidão se reuniu em Minneapolis na noite de sábado, apesar do frio intenso. Protestos contra o ICE também ocorreram em outras cidades americanas, incluindo Austin, Seattle, Nova York e Los Angeles. A prefeitura de Minneapolis afirmou no sábado que a "grande maioria dos membros da comunidade se manifestou pacificamente". Na noite de sexta-feira, a polícia local declarou uma reunião ilegal, pois manifestantes se reuniram em frente ao Canopy Hotel, na cidade, onde se acreditava que alguns agentes do ICE estivessem hospedados. Em comunicado, a delegacia afirmou que "centenas de pessoas" compareceram e que "alguns indivíduos forçaram a entrada no hotel por uma entrada lateral". Vídeos publicados online mostraram manifestantes apontando luzes fortes para a área, soprando apitos e batendo tambores. A polícia disse que alguns atiraram gelo, neve e pedras contra policiais, viaturas e outros veículos, mas não houve relatos de ferimentos graves. Um policial sofreu ferimentos leves, mas não precisou de atendimento médico, de acordo com a rede americana CBS News. Autoridades disseram que outro hotel na cidade também foi alvo de protestos e teve janelas danificadas e pichações. Em uma entrevista coletiva de imprensa no sábado, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, elogiou a maioria dos manifestantes, que, segundo ele, têm se comportado pacificamente, mas observou que indivíduos que causarem danos à propriedade ou colocarem outras pessoas em perigo seriam presos. Os presos na noite de sexta-feira foram posteriormente liberados, disse o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O'Hara. Frustração Muitos moradores de Minnesota estão frustrados com a presença do ICE no Estado, e O'Hara disse que seu departamento estava recebendo dezenas de telefonemas todos os dias sobre as operações da agência federal. No sábado, três congressistas de Minnesota também tentaram visitar uma instalação do ICE em Minneapolis. As mulheres disseram que inicialmente tiveram permissão para entrar, mas depois foram informadas de que precisavam sair. As parlamentares democratas Ilhan Omar, Kelly Morrison e Angie Craig disseram que o ICE e o Departamento de Segurança Interna estavam obstruindo membros do Congresso de cumprirem seu dever de supervisionar as operações no local. "Eles não se importam de estar violando a lei federal", disse Craig. "O público merece saber o que está acontecendo nas instalações do ICE", publicou Omar no X. Revolta Good foi baleada e morta dentro de seu carro na quarta-feira. Vídeos do incidente mostram agentes do ICE se aproximando de um carro parado no meio da rua e ordenando que a mulher ao volante saísse do veículo. Um dos agentes puxa a maçaneta da porta do motorista. Enquanto o veículo tenta arrancar, um dos agentes na frente do carro aponta a arma para a motorista e vários tiros são ouvidos. O carro então continua se afastando do agente e bate na lateral da rua. A esposa de Good disse à mídia local que o casal havia ido ao local da operação de imigração para apoiar os vizinhos. O agente que atirou em Good é Jonathan Ross, um veterano do ICE que já havia sido ferido em serviço ao ser atropelado por um carro. A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o agente do ICE atirou em Good várias vezes porque ela estava tentando atropelá-lo com seu carro. Mas o prefeito democrata de Minneapolis, Frey, disse que essa versão dos fatos é uma narrativa falsa. Para ele, Good estava tentando sair do local, e não atacar um agente. O FBI está investigando o incidente. Na sexta-feira, autoridades de Minnesota disseram que abririam um inquérito sobre o incidente depois de afirmarem que haviam sido excluídas da investigação federal. O anúncio veio um dia depois de o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota ter dito que o FBI havia inicialmente prometido uma investigação conjunta, mas depois mudou de ideia. O vice-presidente dos EUA disse que a investigação era uma questão federal. **Com BBC**

  • Bagagens suspeitas levam à evacuação de passageiros no aeroporto de Miami por mais de duas horas

    MIAMI - A detecção de um objeto suspeito na área de embarque do terminal sul do Aeroporto Internacional de Miami (MIA) forçou a evacuação de  milhares de passageiros por mais de duas horas na tarde do domingo, 25. A ocorrência levou à mobilização de um amplo esquema de segurança, em um momento já crítico para o transporte aéreo nos Estados Unidos devido aos impactos de uma intensa tempestade de inverno. A investigação se concentrou na área próxima ao Portão 21, onde foi identificada a presença de bagagens desacompanhadas por volta das 17h40. Por medida preventiva, o Departamento do Xerife de Miami-Dade determinou a evacuação imediata do local e acionou o esquadrão antibombas para avaliar o material. As autoridades informaram que não houve feridos durante a operação. Em comunicado oficial, a administração do aeroporto informou que os postos de controle da Administração de Segurança de Transporte (TSA) nos terminais G, H e J foram temporariamente fechados, assim como a via de acesso para veículos naquela área. “Os terminais H e J estão passando por um processo temporário de inspeção de segurança. Os viajantes podem enfrentar breves atrasos”, afirmou a gestão do MIA. A evacuação provocou cenas de confusão entre os passageiros. Testemunhas relataram que milhares de pessoas foram orientadas a deixar os terminais sem informações sobre a natureza do incidente. “Disseram-nos para sair imediatamente, sem qualquer explicação”, disse um passageiro que aguardava embarque em um voo internacional. Outros viajantes mencionaram ter ouvido um barulho alto na área de segurança, o que gerou pânico momentâneo, embora as autoridades não tenham confirmado qualquer ato violento. Alguns voos que já estavam em processo de embarque ou mesmo na pista foram afetados, levando companhias aéreas a suspender temporariamente as operações no terminal sul. A administração do aeroporto recomendou que os passageiros verificassem o status de seus voos e chegassem com antecedência, diante da possibilidade de novos atrasos enquanto as atividades fossem gradualmente normalizadas a partir das 19 horas. Tempestade de inverno amplia impacto O episódio ocorreu em meio a um dos períodos mais desafiadores para a aviação americana desde a pandemia. Uma forte tempestade de inverno, que se estendeu do Texas à Nova Inglaterra, provocou alertas para evitar deslocamentos, cancelamentos em massa de voos. No domingo, mais de 11 mil operações aéreas foram canceladas em todo o país, somando-se aos milhares de cancelamentos registrados no dia anterior. **Com Agências**

  • Casal vai recomeçar vida no RJ após brasileiro ser preso em entrevista de green card

    Casal vai recomeçar a vida no Rio de Janeiro após prisão de brasiel SAN DIEGO - O brasileiro Matheus Silveira, 33 anos, aguarda a deportação após ser preso pelo ICE durante uma entrevista no escritório do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em San Diego, na Califórnia, para viver com a mulher americana no Rio de Janeiro. De acordo com Hannah Silveira, eles tinham acabado de ter o pedido de green card através do casamento aprovado quando uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. "Estamos casados há um ano e meio e sob qualquer governo isso de certa forma resolveria a questão civil", acrescentou a mulher que é advogada e ex-médica das Forças Armadas Americanas. O brasileiro está preso desde 24 de novembro sob custódia no Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego. Hannah conta que o marido assinou sua saída voluntária dos EUA em vez de ser deportado, mas o acordo impede que ele retorne ao território aos EUA por dez anos. Por isso, o casal decidiu retomar a vida no Rio de Janeiro, onde mora a família de Silveira. A secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que Matheus seguirá sob custódia do ICE enquanto aguarda a saída dos EUA. Tricia McLaughlin declarou que o homem era um "imigrante ilegal brasileiro com antecedentes criminais que permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento de seu visto de estudante F-1". Ela acrescentou que "ele já havia sido preso anteriormente por dirigir sob a influência de álcool e que a solicitação de um green card não garante o status de residente permanente". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Nevascas provocam mortes e caos de Norte a Sul dos EUA

    Em Nova York, o domingo teve poucas pessoas nas ruas devido ao estado de emergência Foto: AFP NOVA YORK - Grande parte dos Estados Unidos passou este fim de semana sob uma das maiores tempestades de neve dos últimos 40 anos, colocando cerca de 185 milhões de pessoas diante de alertas meteorológicos e levando 23 estados, do Sul ao Nordeste, a decretarem situação de emergência. O frio extremo já provocou ao menos duas mortes e causou impactos severos no transporte aéreo e no fornecimento de energia. De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, dois homens do condado de Caddo morreram de hipotermia, mortes atribuídas diretamente às condições climáticas extremas provocadas pela tempestade. A tempestade também deixou mais de 1 milhão de consumidores sem energia elétrica em todo o país, aumentando a preocupação com o risco de novos casos de hipotermia, especialmente entre populações vulneráveis. Até a manhã deste domingo, o site de monitoramento PowerOutage.us mostrava mais de 900 mil clientes sem energia elétrica, principalmente no sul, onde a tempestade começou no sábado. Outros 250 mil clientes residenciais e comerciais ficaram sem energia no Tennessee, enquanto Texas, Mississippi e Louisiana, onde esse tipo de tempestade é raro, registraram cerca de 100 mil cortes de energia cada. Dezenas de milhares de casas também foram afetadas no Kentucky (centro-leste) e na Geórgia (sudeste). Os impactos se estendem ao setor aéreo. Mais de 10 mil voos programados para este sábado foram cancelados, além de outros 2 mil do domingo, segundo dados do setor, afetando milhões de passageiros. Grande parte das regiões central e leste do país enfrenta sensações térmicas entre –20 °C e –30 °C e temperaturas de 10 a 40 graus abaixo da média histórica. Meteorologistas alertam que o vento intenso agrava ainda mais o risco à saúde. Considerada pelos meteorologistas como um dos piores episódios de inverno das últimas décadas nos Estados Unidos, a tempestade causou intensa queda de neve e acúmulo de gelo com consequências potencialmente "catastróficas", de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês). Autoridades do Texas, Nova York e Massachusetts pediram aos moradores que permanecessem em casa devido às condições perigosas. Nevou também em toda a região central dos Estados Unidos, incluindo Kansas, Oklahoma e Missouri, onde algumas áreas já registravam 20 centímetros de neve acumulada na noite de sábado, segundo o NWS. Voos cancelados e supermercados vazios Os moradores de Washington acordaram com uma camada de vários centímetros de neve nas calçadas e ruas, com previsão de granizo durante o dia. O presidente Donald Trump disse no sábado em sua plataforma Truth Social: "Continuaremos monitorando e em contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e abrigados!". Os escritórios federais permanecerão fechados por precaução na segunda-feira. Os aeroportos em Washington, Filadélfia e Nova York tiveram quase todos os seus voos cancelados para o dia. Mais de 15 mil voos de e para os Estados Unidos foram cancelados durante o fim de semana, e milhares de outros sofreram atrasos, de acordo com o site FlightAware. A tempestade, descrita como "excepcionalmente grande e duradoura" pelo NWS, é causada pela chegada de uma massa de ar ártico vinda do Canadá. Cientistas observam que as perturbações no vórtice polar, que enviam essas massas de ar ártico em direção ao resto da América do Norte, tornaram-se mais frequentes nos últimos 20 anos. Isso pode ser devido ao aquecimento relativamente rápido do Ártico, que enfraquece a faixa de ventos que normalmente isola a atmosfera sobre essa zona polar. As temperaturas congelantes esperadas após a tempestade podem durar até uma semana, com sensação térmica prevista para cair abaixo de -45°C em algumas áreas. Da Redação com agências

  • Senado pode provocar nova paralisação do governo após morte de americano pelo ICE

    Agente do ICE aponta arma para manifestante em Minnessota no sábado, 24 WASHINGTON – Tomados pela comoção nacional após a morte de mais um americano provocada pelo ICE, vários senadores dos Estados Unidos disseram no sábado que votariam contra um projeto de lei orçamentária na próxima semana, aumentando a probabilidade de uma nova paralisação do governo. O financiamento para o governo federal, incluindo o Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE é subordinado, expira em 31 de janeiro. No fim do ano passado, os EUA viveram o  shutdown  (paralisação governamental) mais longo de sua história. Durante 43 dias, centenas de milhares de funcionários federais foram colocados em licença não remunerada, com exceção daqueles considerados essenciais, prejudicando o funcionamento de diversos serviços no país. A Câmara dos Deputados americana, controlada pelos republicanos, aprovou o financiamento do governo até setembro, mas ele ainda precisa da aprovação do Senado, e a situação em Minneapolis alterou drasticamente o cenário político. O Partido Republicano do presidente Trump controla por uma pequena margem o Senado, composto por 100 membros, mas não possui os votos necessários para aprovar projetos de lei de gastos sem o apoio dos democratas. A legislação precisa de 60 votos para ser avançar no Senado e evitar uma obstrução. A medida inclui US$ 64,4 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, incluindo US$ 10 bilhões para o ICE. Conduta 'inaceitável', 'opressiva' e 'brutal'' O democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse em um comunicado no sábado que o Senado “não dará os votos necessários para avançar com o projeto de lei de dotações orçamentárias se ele incluir o projeto de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS)”, classificando o que está acontecendo em Minnesota como “terrível” e “inaceitável em qualquer cidade americana”. A senadora democrata Catherine Cortez Masto também retirou seu apoio, afirmando em comunicado que "não apoiará o atual projeto de lei de financiamento do Departamento de Segurança Interna”, e desferiu duras críticas ao governo e à atuação dos agentes federais. Mark Warner, um democrata da Virgínia, disse em uma postagem no X, reagindo à morte de Pretti no sábado, que não pode votar a favor do "financiamento do DHS enquanto este governo continuar com essas tomadas de poder federais violentas em nossas cidades". Reconhecendo a profundidade da indignação democrata, os senadores republicanos começaram imediatamente a examinar se poderiam separar o financiamento da segurança interna do restante do pacote e preservar a maior parte do que havia sido um acordo bipartidário para financiar uma grande parcela do governo. A medida em análise também financia o Pentágono e o Departamento de Estado, bem como programas de saúde, educação, trabalho e transporte. Da Redação com agências

  • ICE mata mais um americano em Minnessota

    Imagens do incidente mostram Pretti com um celular na mão durante uma interação com os agentes do ICE MINNEAPOLIS - O assassinato do segundo americano por um agente do ICE em menos de um mês em Minnessota na manhã deste sábado, 24, inflamou ainda mais as tensões entre as forças federais que executam a agenda anti-imigração do presidente Donald Trump e a resistência civil. Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, questionou a movimentação dos oficiais e filmava a ação com o seu celular quando dezenas de agentes do ICE tentaram imobilizá-lo. O incidente acontece pouco mais de duas semanas após a morte de Renee Good na mesma cidade. Vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram o momento que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis contradizem a versão do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) O DHS afirmou que o episódio começou depois que um homem abordou agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do local mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma enquanto era imobilizado, embora não esteja claro de onde partiram o primeiro disparo. Algumas das gravações circulam nas redes. Pretti era um enfermeiro "que se importava com as pessoas" Uma análise feita quadro a quadro de uma das gravações analisadas pelo jornal americano mostram que vários agentes lutando com o homem antes de o derrubarem. O homem parece resistir enquanto os agentes agarram suas pernas, pressionam suas costas e o golpeiam repetidamente. Este vídeo em particular não mostra o que levou ao episódio. As imagens mostram um agente se aproximando e agarrando o homem enquanto os outros o imobilizam. O agente parece retirar uma arma do meio do grupo. Simultaneamente, outro agente desembainha sua arma. O agente mira nas costas do homem e parece disparar um tiro à queima-roupa. Em seguida, parece continuar atirando no homem já rendido. Um terceiro agente desembainha sua arma. Ambos os agentes parecem disparar tiros adicionais contra o homem enquanto ele permanece imóvel no chão. No total, pelo menos dez tiros parecem ter sido disparados em cinco segundos. Pretti era enfermeiro em uma unidade de terapia intensiva. “Ele sentia que protestar era uma forma de expressar sua preocupaçã com os outros”, disse o pai da vítima, Michel Pretti, descrevendo o filho como alguém que “se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que está acontecendo no país com o ICE". Da Redação

  • Tempestade de neve coloca quase 200 milhões de pessoas em alerta nos EUA

    NOVA YORK - Pelo menos 14 Estados estão em alerta durante o fim de semana para enfrentar uma nevasca que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira. O diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Ken Graham, disse que "esta é uma tempestade perigosa", e afirmou que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira. Mais de 9 mil voos foram cancelados nos Estados Unidos neste fim de semana, de acordo com o Flight Aware, um site de rastreamento aéreo Pelo menos 14 estados e o distrito federal declararam situação de emergência. Com isso, autoridades locais podem destravar mais recursos e mobilizar equipes para mitigar o impacto do evento climático. Trabalhadores despejaram sal nas estradas de várias regiões, uma medida que diminui as chances de acidentes ao dificultar a formação de gelo. O Serviço Nacional ainda alertou para o "acúmulo catastrófico de gelo" que pode atingir algumas regiões. O fenômeno ocorre quando a neve derrete e congela novamente, formando gelo no solo, e pode afetar as áreas sul e sudeste do país. À medida que a tempestade avança para o leste neste sábado e domingo (25), mais de meio centímetro de gelo pode se acumular em Atlanta, Charlotte e Raleigh, na Carolina do Norte, neste fim de semana, o que reflete a grande extensão do país que será impactada —1.500 km separam Oklahoma City de Charlotte. No domingo, de 10 a 20 centímetros de neve devem cair sobre a capital, Washington, além de Baltimore, Nova York e Boston. **Com Agências **

  • Brasileiro se declara culpado após morder e cuspir em agentes do ICE em Connecticut

    HARTFORD - Um brasileiro admitiu nesta quinta-feira, 22, ser culpado de atacar um agente do ICE após ser detido em Hartford, capital de Connecticut. O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos identificou o réu como Luis Peterson Ferreira Borges, de 25 anos. Ele segue preso desde o incidente em junho do ano passado. Segundo o processo, as autoridades americanas emitiram em outubro de 2023 um mandado de prisão contra Borges acusando-o de violar a Lei de Imigração e Nacionalidade. O brasileiro só foi preso no dia 25 de junho por agentes do ICE na rua Zion, em Hartford. O DOJ afirma que ele resistiu à prisão e ao ser colocado em uma viatura, Borges "chutou, se debateu e gritou obscenidades para os oficiais". Borges também tem um processo pendente no Tribunal Superior de Connecticut decorrente de uma prisão em setembro de 2023, um mês antes da emissão do mandado de prisão do ICE. Nesse caso, ele é acusado de agressão à segurança pública, emergência médica, transporte público ou pessoal de saúde; agressão em terceiro grau e intimidação baseada em intolerância ou preconceito de primeiro grau. A Manchete USA não conseguiu contato com a defesa de Borges até a publicação dessa matéria. **Com Agências **

  • Minneapolis vive dia de greve geral em protesto contra ações do ICE e do governo Trump

    Organizadores destacam que cidades vivem uma onda de solidariedade para parar ações truculentas (Foto: GI) MINNEAPOLIS - As cidades gêmeas de Minneapolis e St. Paul, que juntas concentram mais da metade da população de Minnesota, vivem nesta sexta-feira, 23, um dia de greve geral contra as operações anti-imigração do governo Donald Trump na região. Lojistas fecharam as portas de centenas de estabelecimentos e sindicatos convocaram trabalhadores a deixar seus locais de trabalho e participarem de manifestações contra o ICE no que chamaram de "dia da verdade e liberdade". Um dos organizadores da greve é o bispo evangélico Dwayne Royster. Ele observa que a situação nas cidades "é tensa e emocional, e muitas pessoas estão sofrendo". "Os moradores de Minnesota estão demonstrando hoje resistência e solidariedade como há muito não se via", afirma o religioso. As ações do governo Trump em Minnesota já duram três semanas e causaram uma onda de protestos depois que um agente do ICE matou a manifestante Renee Nicole Good no dia 7. A sensação de raiva que impulsiona os manifestantes aumentou essa semana depois que uma escola acusou agentes de usarem uma criança de 5 anos de idade como isca para prender imigrantes. O menino foi apreendido e levado para o Texas junto com o pai. Entre os incidentes que causaram revolta está também o de um homem que foi flagrado sendo retirado de dentro de casa, vestindo apenas um calção e uma manta, por agentes do ICE durante a nevasca de St. Paul mesmo sendo cidadão americano sem antecedentes criminais. Desde o início das operações, mais de 3 mil pessoas foram presas em protestos e acusadas de atacar agentes do ICE. Nesta quinta (22), três pessoas foram presas durante uma manifestação dentro de uma igreja. A Casa Branca divulgou uma foto do momento prisão de uma delas —a imagem foi manipulada por inteligência artificial para parecer que a ativista estava chorando. O Departamento de Segurança Interna (DHS), que controla o ICE, disse em nota na sexta que a greve é "loucura total". "Por que esses chefões de sindicatos querem nos impedir de retirar ameaças à segurança pública de suas comunidades?", diz o texto, que lista uma série de imigrantes em situação irregular que teriam cometidos crimes violentos. Na quinta, o vice-presidente, J. D. Vance, discursou em Minneapolis para defender os agentes do ICE. Ele acusou autoridades locais de semearem o caos ao se recusar a cooperar com os agentes federais. "A tragédia aqui é múltipla", disse Vance. "É a tragédia de que Renee Good perdeu a vida. E é a tragédia de que há agentes do ICE entrando em comunidades sem saber se, quando ligarem para a polícia, receberão apoio ou não. É isso que produz essa situação terrível." A greve acontece em um dia de temperaturas extremas: uma nevasca que atinge o meio-oeste dos EUA derrubou os termômetros na cidade para -27ºC, levando a um alerta para que as pessoas se protejam. **Com Agências**

  • Dólar caminha para pior semana no mundo desde junho

    Dólar segue em queda diante de insegurança dos investidores WASHINGTON - O dólar caminha para registrar sua pior semana desde junho, com a imprevisibilidade da condução da política nos Estados Unidos pressionando a moeda frente a outras divisas às vésperas da reunião do Federal Reserve na próxima semana. O índice Bloomberg Dollar Spot recuou para a mínima em três semanas nesta sexta-feira, 23, e acumula queda de 0,8% em cinco dias. Operadores de opções passaram a pagar um prêmio para se proteger contra novas perdas do dólar no próximo mês — uma reversão brusca em relação à semana passada, quando o sentimento altista em relação à moeda americana era o mais forte desde novembro. Os investidores foram sacudidos ao longo da semana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, primeiro ameaçou impor tarifas à Europa no contexto de sua tentativa de obter a Groenlândia e, em seguida, abandonou a ideia de forma abrupta após fechar um acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O fato de o dólar estar em queda — mesmo com a alta dos rendimentos dos Treasuries, diante de apostas de que uma economia resiliente levará o Fed a manter os juros — sugere que os riscos políticos têm peso maior para a moeda do que a política monetária. “A distribuição dos retornos do dólar em 2026 quase certamente deve estar fortemente enviesada para o lado negativo neste momento”, escreveu em nota Brent Donnelly, presidente da Spectra Markets e ex-operador de câmbio. “O mundo está percebendo que o pesadelo da política dos EUA não acabou.” Os mercados de juros precificam dois cortes de 0,25 ponto percentual nas taxas ao longo deste ano e atribuem probabilidade quase nula a uma mudança já na próxima semana. A volatilidade de uma semana, que incorpora a decisão de política monetária do Federal Reserve em 28 de janeiro, subiu para o maior nível em mais de um mês. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficaram praticamente estáveis na semana passada, mantendo-se em níveis baixos após a volatilidade do período de festas, segundo dados do Departamento do Trabalho divulgados na quinta-feira. Os pedidos iniciais aumentaram em 1 mil, para 200 mil, na semana encerrada em 17 de janeiro, enquanto a mediana das projeções em pesquisa da Bloomberg com economistas apontava para 209 mil. “O otimismo com o mercado de trabalho dos EUA ainda não é uma ameaça à nossa visão moderadamente pessimista para o dólar”, disse Pat Locke, estrategista de câmbio do JPMorgan em Nova York. “Os riscos associados a eventos de política nos EUA também inclinam o balanço para uma visão negativa para o dólar nas próximas semanas.” Em um sinal de para onde a atenção dos traders pode se voltar em seguida, Trump afirmou que concluiu as entrevistas com candidatos para assumir a presidência do Fed e reiterou que já tem um nome em mente para o cargo. **Com Bloomberg**

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