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  • Brasileiro com câncer é solto após passar um mês detido pelo ICE sem acesso a tratamento

    Marcelo (de toca) agora vai retormar o tratamento interrompido no dia 13 de dezembro (Foto: Redes Sociais) BOSTON -Marcelo Ribeiro Santos chegou em Massachusetts nesta terça-feira, 13, após passar um mês preso em um centro de detenção do ICE em Nova York e já está apto a retomar o tratamento contra um câncer. Para pagar a fiança de US$ 50 mil, o brasileiro contou com a ajuda de populares. Santos tinha completado a nona aplicação de um ciclo de 12 sessões de quimioterapia quando foi detido no dia 13 de dezembro. Ele estava se preparando para fazer uma cirurgia e, assim, controlar o câncer no reto diagnosticado em estágio 4. Mesmo com os relatórios médicos, o juiz Eric Schultz, da Corte de Imigração de Batavia, relutou em emitir a fiança porque Santos "não se encaixava em um processo de legalização". O magistrado também questionou o motivo que levou o brasileiro de 47 anos a estar tão próximo ao Canadá no momento em que foi detido por um agente da Patrulha da Fronteira [CBP]. Leia também: Ajuda popular consegue US$ 50 mil para pagamento da fiança de brasileiro com câncer Santos mora em Hudson, Massachusetts, e - em sua versão - ele diz que foi a York, em Nova York, para fazer a estimativa de um trabalho de pintura e se perdeu. "Ele errou o caminho e teve um pequeno acidente de carro a 13 milhas do Canadá", explica Nair Freitas, assistente do George Scot Law. O brasileiro, pai de três filhos adultos no Brasil e nenhum familiar nos Estados Unidos, vive no país há cinco anos e está com o visto expirado. A campanha para arrecadar fundos para Santos, mesmo após reunir o dinheiro suficiente para a fiança, continua e já ultrapassa US$ 126 mil que serão usados para arcar com outros custos do tratamento oncológico. Segundo o policial Maycon Macdowel, que começou o movimento para ajudar Santos, durante todo esse tempo o brasileiro não recebeu atendimento médico. Ele foi levado no início de semana passada para um hospital e recebeu apenas medicamentos para dor. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • EUA suspendem emissão de vistos de imigrantes para Brasil e outros 74 países (veja quais serão os permitidos)

    Vistos vão ser suspensos por tempo indeterminado para partir de 20 de janeiro WASHINGTON - Os Estados Unidos vão suspender por tempo indeterminado o processamento da emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo do Brasil, a partir de 21 de janeiro, confirmou a Casa Branca nesta quarta-feira, 14. Para turistas, estudantes e trabalhadores haverá regras mais rígidas, porém o benefício permanecerá acessível. Um memorando orienta os funcionários consulares a não concederem vistos de imigração com base na legislação vigente. O objetivo seria dar tempo ao Departamento de Estado para reavaliar os procedimentos de triagem e verificação de solicitantes. O presidente Donald Trump tem atacado frequentemente as regras de entrada no país, sobretudo concessões a pessoas de países subdesenvolvidos — tendo as declarações mais recentes aberto uma crise com cidadãos somalis. "Os EUA congelaram todo o processamento de vistos para 75 países, incluindo Somália, Rússia e Irã", escreveu a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma publicação na rede social X, com um link para o artigo da Fox News que publicou primeiro a informação. A emissora americana, que teve acesso à lista completa de países afetados, citou que além do Brasil, aparecem Irã, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nigéria, Rússia, Somália e Tailândia. Ao menos parte das nações citadas já estavam incluídas em medidas restritivas anteriores, como a exigência de pagamento de caução para concessão de visto — caso da Nigéria, que o Departamento de Estado havia anunciado a data de início de cobrança para esta quarta — e a suspensão de outros processos de imigração — que já afeta há meses Irã e Iêmen. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, disse à Fox News que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, referindo-se a estrangeiros que poderiam depender do sistema de assistência social e benefícios públicos do país. O Departamento de Estado anunciou na segunda-feira a revogação de mais de 100 mil vistos desde que Trump reassumiu a presidência, em janeiro do ano passado, com um forte discurso anti-imigração. O número foi apontado pelo próprio governo americano como um recorde — duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente. QUEM AINDA PODE E QUEM PERDE O DIREITO Tipos de visto americano para não imigrantes (continuam as emissões) : Turismo, férias, viagem para tratamento médico – B2 Viagem para negócios, empregados domésticos e babás, atletas amadores e profissionais competindo por premiação em dinheiro – B1 Diplomata ou oficiais de governos estrangeiros e seus familiares imediatos e seus empregados domésticos – A1, A2, A3 Trânsito pelos Estados Unidos – C1 Tripulante – D Tratado de Comércio / Tratado de Investidor – E1, E2 Estudante: acadêmico ou vocacional e seus dependentes – F1 ou M1, F2 ou M2 Funcionário de organização internacional e seus empregados domésticos – G1, G4, G5 Funções especializadas em áreas que requerem conhecimento especializado e seus dependentes – H1B e H4 Trabalhador agricultor temporário – H2A Trabalhador temporário realizando serviços ou funções temporárias ou sazonais – H2B Programa de treinamento sem função de trabalho – H3 Mídia, jornalista – I Visitante de intercâmbio, professores, pesquisadores e médicos (em programas de intercâmbio) e seus dependentes – J1, J2 Transferência interna de funcionários e seus dependentes – L1, L2 Estrangeiros com habilidades extraordinárias em ciências, artes, educação, negócios e atletismo, sua equipe de apoio e dependentes – O1, O2, O3 Atleta, artista ou profissional de entretenimento e seus dependentes – P1, P2, P3, P4 Visitante internacional de intercâmbio cultural – Q1 Trabalhador religioso e seus dependentes – R1, R2 Vítima de tráfico humano e seus dependentes – T Vítima de atividade criminosa e seus dependentes – U Tipos de visto americano para imigrantes (param as emissões) Relação familiar: Cônjuge de cidadão dos Estados Unidos – IR1, CR1 Noivo(a) de cidadão dos Estados Unidos. que irá residir no país – K-1 Adoção internacional de crianças órfãs por cidadãos dos Estados Unidos – IR3, IH3, IR4, IH4 Determinados familiares de cidadãos dos Estados Unidos – IR2, CR2, IR5, F1, F3, F4 Determinados familiares de residentes permanentes legais (green card) – F2A, F2B Trabalho (patrocinado por empregador): Trabalhadores prioritários (Primeira preferência) – E1 Profissionais com diplomas avançados ou pessoas com habilidade excepcional (Segunda preferência) – E2 Profissionais e outros trabalhadores (Terceira preferência) – E3, EW3 Criação de empregos / investidores (Quinta preferência) – C5, T5, R5, I5 Certos imigrantes especiais (Quarta preferência) – S, vários Outras categorias de imigrantes: Trabalhadores religiosos – SD, SR Visto de diversidade – DV Residente retornando aos Estados Unidos – SB É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Agência pede remoção de avisos de suicídio dos rótulos de medicamentos para emagrecimento nos EUA

    Farmacêuticas estão comemorando a mudança WASHINGTON - O órgão regulador de saúde dos Estados Unidos solicitou nesta terça-feira, 13, aos fabricantes de medicamentos que removam as advertências sobre o risco potencial de pensamentos suicidas dos medicamentos para perda de peso GLP-1 amplamente utilizados, incluindo ‌o Wegovy, da Novo Nordisk, e o Zepbound, da Eli Lilly. A solicitação, que também abrange o medicamento mais ‌antigo da Novo para perda de peso, o Saxenda, segue uma análise da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) que não encontrou qualquer evidência que relacione os agonistas do receptor GLP-1 a um risco maior de pensamentos ou comportamentos suicidas. Durante anos, Washington tem se dividido sobre se limites às taxas de juros ajudariam os consumidores ou restringiriam o acesso ao crédito. A medida da FDA pode aliviar uma importante preocupação de segurança ‍para a classe de medicamentos em rápido crescimento, testada ou usada para outras condições além da perda de peso, incluindo problemas cardiovasculares, doença hepática gordurosa e apneia do sono. As advertências, parte de sua aprovação original, foram baseadas em relatos de tais eventos observados com uma variedade de medicamentos ‌mais antigos usados ou estudados para perda de peso, disse a FDA. Uma ‌análise da Reuters do banco de dados de eventos adversos da agência em 2023 descobriu que ela recebeu 265 relatos de pensamentos ou comportamentos suicidas em pacientes que tomavam esses medicamentos ou similares desde 2010. Os agonistas do receptor de GLP-1, originalmente desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, imitam um hormônio intestinal que suprime o apetite, criando uma sensação de saciedade. O porta-voz da Novo disse que a empresa está feliz em ver a recomendação da FDA para remover a advertência dos rótulos do Saxenda e do Wegovy, que atualmente incluem riscos de ideação e comportamento suicida. Um porta-voz da Lilly disse que a empresa aprecia "a consideração cuidadosa da FDA sobre essa importante questão de segurança", acrescentando que a Lilly "continuará a trabalhar com a FDA nas próximas etapas para garantir que as informações de segurança adequadas estejam disponíveis para os prescritores". Os rótulos desses medicamentos na União Europeia não trazem tais avisos. O órgão regulador disse nesta terça-feira que realizou análises adicionais de ensaios clínicos controlados por placebo envolvendo medicamentos GLP-1, que ‌não mostraram um risco maior de pensamentos ou comportamentos suicidas em comparação com o placebo, nem outros efeitos colaterais psiquiátricos, como ansiedade, depressão, irritabilidade ou psicose. A revisão abrangeu 91 estudos que envolveram 107.910 pacientes, incluindo 60.338 que receberam um medicamento GLP-1 e 47.572 que receberam placebo, afirmou. **Com Reuters**

  • Presidente da Câmara dos EUA defende análise sobre limitação de juros do cartão de crédito

    WASHINGTON - O presidente da Câmara dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse nesta terça-feira, 13, que o Congresso deveria ‌analisar a ideia do presidente Donald Trump de ‌impor um teto às taxas de juros dos cartões de crédito, mas alertou para a possibilidade de "efeitos secundários negativos". O republicano disse a ‍repórteres que a Câmara "deveria pensar e investigar" a proposta de Trump que foi apresentada na última sexta-feira. "Seria necessária legislação para fazer algo assim", acrescentou Johnson em uma coletiva de imprensa. O parlmentar disse ainda que "existem consequências não ‌intencionais" que poderiam desencadear "efeitos secundários ‌negativos". Johnson citou a possibilidade de que as empresas "parem de emprestar dinheiro e talvez limitem o que as pessoas podem tomar emprestado a um valor muito baixo". Trump disse que queria um limite de um ano para as taxas de juros dos cartões de crédito em 10%, a partir de 20 de janeiro, data que marca o primeiro aniversário do início de seu segundo mandato como presidente. Mas o presidente não disse como isso seria feito, o que gerou dúvidas sobre se ele tentaria impor a ‌medida por meio de um decreto. A taxa média de juros do cartão de crédito está atualmente em torno de 19,65% nos EUA, de acordo com a ‌empresa de serviços financeiros ao consumidor Bankrate. Os ‌cartões de crédito são um dos pilares do financiamento ao consumidor nos EUA, proporcionando às famílias acesso flexível ao crédito, mas geralmente com taxas elevadas. Para os bancos e emissores de cartões, essas taxas altas e as tarifas associadas são ‍uma importante fonte de lucro. **Com Reuters**

  • Frio e IA impulsionaram emissões de gases de efeito estufa dos EUA em 2025

    NOVA YORK - As emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos aumentaram em 2025 devido à demanda por combustível para aquecimento e ao avanço da inteligência artificial (IA), que elevou a geração de energia elétrica, segundo um relatório independente divulgado nesta terça-feira, 13. O aumento de 2,4% em relação a 2024 foi registrado antes mesmo de as medidas favoráveis aos combustíveis fósseis assinadas pelo presidente Donald Trump começarem a ter efeito concreto, apontam os autores do estudo. Esse crescimento contrasta com os dois anos anteriores, quando as emissões diminuíram na maior economia do mundo, segundo estimativa do centro de pesquisas americano Rhodium Group, com sede em Nova York. As emissões dos EUA caíram 0,5% em 2024 e 3,5% em 2023, depois que a economia se recuperou da pandemia de covid-19. Em contrapartida, aumentaram em 2021 (6,3%) e 2022 (1,2%). Em 2025, a pegada de carbono cresceu sobretudo devido ao consumo de energia dos edifícios e do próprio setor elétrico, responsáveis por 6,8% e 3,8% das emissões, respectivamente. “O clima é irregular de um ano para outro (…) flutua assim por causa de um maior consumo de combustível para aquecimento”, disse à AFP Michael Gaffney, analista do Rhodium Group e coautor do relatório. “Mas, no setor elétrico, isso se deve ao aumento contínuo da demanda por parte de centros de dados, operações de mineração de criptomoedas e outros grandes consumidores”, acrescentou. Na Europa, as emissões de países como Alemanha e França seguem em queda, embora em ritmo menor que em anos anteriores, apesar de as temperaturas globais continuarem subindo e de tudo indicar que 2025 será confirmado como o terceiro ano mais quente já registrado. Para piorar o cenário, os altos preços do gás natural para aquecimento e o aumento das exportações de gás natural liquefeito (GNL) favoreceram o retorno do carvão, o “combustível fóssil mais sujo”, que gerou 13% mais eletricidade do que em 2024. A energia solar, no entanto, também registrou alta de 34%, o que ajudou a elevar a produção de eletricidade sem emissões para 42%, um recorde. No setor de transportes, o mais poluente, as emissões permaneceram relativamente estáveis. Os EUA, segundo maior poluidor do mundo depois da China, acumulam as maiores emissões desde o início da era industrial, em meados do século XIX. As emissões americanas diminuem, em média, 1% ao ano desde o pico registrado em 2007, tendência associada à substituição do carvão pelo gás natural, ao aumento da participação de fontes renováveis e à melhora da eficiência energética. No entanto, desde que Donald Trump voltou ao poder há um ano, Washington tenta barrar projetos solares e eólicos e revogou incentivos fiscais para a compra de veículos elétricos, ao mesmo tempo em que favorece grupos petrolíferos. Segundo Ben King, um dos coautores do relatório, os números positivos da energia solar e das vendas de veículos elétricos demonstram, ainda assim, “um progresso sustentado”. “Energia solar, eólica e baterias estão entre os recursos mais baratos (…) e também entre os mais disponíveis”, destacou. A tendência de médio e longo prazo é incerta, e os Estados Unidos parecem distantes da meta de reduzir suas emissões entre 50% e 52% até 2035, em relação a 2005, objetivo fixado pelo governo do ex-presidente democrata Joe Biden. As estimativas anuais do Rhodium Group resultam da combinação de dados oficiais e de modelos baseados em indicadores econômicos e de geração de energia. **Com Agências**

  • Quatro migrantes morrem sob custódia do ICE nos EUA nos primeiros 10 dias de 2026

    69 mil pessoas estão sob custódia do ICE segundo levantamento de 7 de janeiro WASHINGTON - Quatro migrantes morreram enquanto estavam sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos nos primeiros dez dias de 2026, de acordo com comunicados à imprensa do governo, perda de vidas que vem na esteira de recorde ‌de mortes em detenções no ano passado sob o comando do presidente Donald Trump. Os incidentes envolveram dois migrantes ‌de Honduras, um de Cuba e outro do Camboja, e ocorreram entre 3 e 9 de janeiro, de acordo com o ICE. A onda de mortes sob custódia coincide com o disparo de tiro fatal em mãe de três filhos de Minnesota por um agente ‍do ICE, incidente que provocou protestos em Minneapolis e em cidades de todo o país. O governo Trump pretende acelerar as deportações e aumentou o número de migrantes em detenção. Em 7 de janeiro, as estatísticas do ICE mostraram que a agência estava detendo 69 mil pessoas. E a expectativa era ‌que os números aumentassem após uma injeção maciça de financiamento do ICE ‌aprovada pelo Congresso dos EUA no ano passado. Pelo menos 30 pessoas morreram sob custódia do ICE em 2025, nível mais alto em duas décadas, segundo dados do órgão. Setareh Ghandehari, diretora de advocacia da Detention Watch Network, considerou o alto número de mortes "verdadeiramente espantoso" e pediu ao governo que fechasse os centros de detenção. O Departamento de Segurança Interna dos EUA e o ICE não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O detento cubano, Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em 3 de janeiro em Camp East Montana, um centro de detenção inaugurado pelo governo Trump no terreno de Fort Bliss, no Texas. O ICE disse que estava investigando a morte de Lunas, acrescentando que ele havia se tornado perturbador, foi colocado em isolamento e depois encontrado em estado de sofrimento. Ele foi declarado morto por técnicos de emergência médica, informou o ICE. Os dois hondurenhos -- Luis Gustavo Nunez Caceres, de 42 anos, e Luis Beltran Yanez-Cruz, de 68 anos -- morreram em hospitais da região em Houston e Indio, Califórnia, em 5 e 6 de janeiro, respectivamente, ambos devido a problemas cardíacos, informou o ICE. Parady La, um homem cambojano de 46 anos, morreu em ‌9 de janeiro após graves sintomas de abstinência de drogas no Centro de Detenção Federal na Filadélfia, informou o ICE. A administração começou a usar esse espaço no ano passado, segundo o serviço. O governo Trump reduziu drasticamente o número de migrantes libertados da detenção por razões humanitárias, levando alguns a aceitarem a deportação. **Com Reuters**

  • EUA acusam homem baleado por agente da Patrulha de Fronteira em Portland

    PORTLAND - O venezuelano baleado por um agente de patrulha de fronteira na semana passada em Portland, Oregon, foi acusado nesta segunda-feira, 12, de agressão a policiais ‌federais, informou o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos. Luis Nino-Moncada enfrenta acusações de agressão agravada a um agente federal e depredação de propriedade federal. A denúncia ressalta que ainda que o réu bateu repetidamente com seu carro no veículo vazio dos ‍agentes. Ele volta ao tribunal na quarta-feira, 14. O incidente em Portland ocorre em meio ao aumento das tensões relacionadas aos esforços de deportação em massa do presidente Donald Trump, e após um agente de imigração do ICE atirar e matar uma ‌mulher em Minneapolis, Minnesota, um dia antes. Segundo as ‌autoridades, Nino-Moncada, baleado no braço e atualmente sob custódia do FBI, tem ligações com a gangue venezuelana Tren de Aragua e está nos EUA ilegalmente. O agente da patrulha de fronteira atirou nele e em uma mulher que estava no carro por medo de que Nino-Moncada "pudesse atingir a eles e a outros agentes da Patrulha de Fronteira com o veículo alvo", afirma o DOJ. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona a patrulha de fronteira, disse na semana passada que Nino-Moncada teria usado seu carro como arma. Não há imagens das câmeras dos uniformes dos agentes nem de segurança sobre o incidente. A mulher foi identificada pelo DHS como Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras, que, segundo as autoridades federais, também está nos EUA ilegalmente. Ela foi baleada no peito. Yorlenys foi presa pelo CBP ao entrar no país pela froteira com o México há três anos e solta, mas nunca compareceu à Corte conforme o determinado. O DOJ alega que ela também tem vínculos com a gangue ‌venezuelana, estava envolvida com prostituição e já esteve envolvida em um tiroteio em Portland. Após o tiroteio, a dupla fugiu no veículo, dirigindo cerca de três quilômetros a nordeste antes de pedir ajuda médica. **Com Reuters**

  • Trump diz que pode deixar Exxon fora da Venezuela depois que CEO chamou país de "não investível"

    Darren Woods destacou que leis atuais impossibilitam exploração de petróleo na Venezuela WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo, 11, que poderia impedir a Exxon Mobil de investir na Venezuela, depois que o presidente-executivo da companhia chamou o país de "não investível" durante ‌uma reunião na Casa Branca na semana passada. O presidente-executivo da Exxon, Darren Woods, disse a Trump que ‌a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atrativa de investimento, durante uma reunião de alto nível na sexta-feira com pelo menos 17 outros executivos do setor de petróleo. Trump pediu ao grupo que gastasse US$100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela em ‍uma reunião realizada menos de uma semana depois que as forças dos EUA capturaram e removeram o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder em um ataque noturno descarado. Os comentários céticos de Woods rapidamente se tornaram a manchete dominante, minando as esperanças da Casa ‌Branca de criar um impulso a partir de seu envolvimento com os ‌executivos de petróleo mais proeminentes do mundo. "Não gostei da resposta da Exxon", disse Trump aos repórteres no Air Force One, quando voltava para Washington no domingo. "Provavelmente estarei inclinado a manter a Exxon fora. Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais." A Exxon não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. EXXON E CONOCOPHILLIPS SINALIZAM CAUTELA SOBRE VENEZUELA A Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron, os três maiores produtores de petróleo dos EUA, foram durante décadas os parceiros mais importantes da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA. O governo do falecido presidente Hugo Chávez nacionalizou o setor entre 2004 e 2007 e, embora a Chevron tenha negociado acordos de parceria com a PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país e entraram com processos de arbitragem importantes logo em seguida. "Nossos bens foram confiscados duas vezes e, portanto, você pode imaginar que para voltar a entrar uma terceira vez seriam necessárias algumas mudanças bastante significativas em relação ao que historicamente vimos aqui", disse Woods a Trump na sexta-feira. Woods ‌disse que a Exxon precisava que fossem introduzidas proteções duradouras aos investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país também precisava ser reformada. "Se olharmos para as estruturas legais e comerciais em vigor na Venezuela hoje, não é possível investir", disse ele. **Com Reuters**

  • Trump anuncia tarifa de 25% sobre países que têm negócios com o Irã

    Anúncio de Trump não detalha o que é fazer negócios com o Irã WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 12, que impôs uma tarifa de 25% sobre produtos de países com laços comerciais com o Irã. A medida pode pressionar ainda mais o governo iraniano, alvo de amplos protestos que estão entrando agora na terceira semana. Segundo Trump, essa tarifa entra em vigor "imediatamente". Entretanto, ele não detalhou o que exatamente seria "fazer negócios" com o Irã. "Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios realizados com os Estados Unidos da América", escreveu Trump nesta segunda nas redes sociais. "Esta ordem é final e conclusiva", acrescentou. A China é o maior parceiro comercial do Irã, seguida pelo Iraque, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Índia. O Brasil tem trocas comerciais com o Irã, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De janeiro a dezembro de 2025, as exportações para o Irã totalizaram US$ 2,9 bilhões — o 31º país no ranking das exportações brasileiras, com destaque para milho não moído (68% do valor exportado) e soja (19%). As importações vindas do Irã tiveram menor valor, de US$ 84,6 milhões no ano passado, colocando-o na 82ª posição dos países dos quais o Brasil mais importou. A maior parte (79%) desse volume é composta por adubos e fertilizantes químicos. A reportagem pediu posicionamento do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre os impactos para o Brasil e aguarda retorno. Ameaças de ação militar no Irã A nova tarifa americana surge depois de Trump ameaçar intervir militarmente se o Irã matasse manifestantes. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na segunda-feira que as opções militares, incluindo ataques aéreos, ainda estavam "sobre a mesa". A Casa Branca não divulgou informações adicionais sobre as tarifas e nem quais países seriam mais afetados. A indignação com a queda vertiginosa do valor da moeda iraniana, o rial, desencadeou protestos no final de dezembro, que se transformaram em uma crise de legitimidade para o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A agência de notícias HRANA (Human Rights Activist News Agency), sediada nos EUA, afirmou ter checado e confirmado a morte de quase 500 manifestantes e 48 membros das forças de segurança iranianas. Entretanto, fontes disseram que o número de mortos pode ser muito maior. Milhares de pessoas teriam sido presas. Um apagão nacional na internet desde a noite de quinta-feira (08) dificultou a obtenção e a verificação de informações. As organizações internacionais de notícias não conseguem reportar de dentro do Irã. Trump ameaçou intervir e disse no domingo (11/01) que autoridades iranianas o ligaram "para negociar", mas acrescentou: "Talvez tenhamos que agir antes de uma reunião". As sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano tiveram um impacto severo na economia do país, que também foi enfraquecida pela má gestão e corrupção do governo. Em 28 de dezembro, lojistas foram às ruas de Teerã para expressar sua indignação com mais uma forte queda no valor do rial em relação ao dólar americano no mercado paralelo. A moeda iraniana atingiu uma mínima histórica no último ano, enquanto a inflação disparou para mais de 40%, resultando em grandes aumentos nos preços de itens do dia a dia, como óleo de cozinha e carne **Com BBC**

  • Juiz determina soltura imediata de empresário brasileiro

    Gil está preso desde 4 de dezembro quando foi abordado por agentes do ICE em Marlboro BOSTON – O empresário Gildázio Martins de Oliveira, conhecido como Gil, proprietário do Tropical Café, conquistou a sua liberdade provisória, atendendo a uma determinação expedida na sexta-feira, 9, pelo juiz federal F. Dennis Saylor, de Boston. O brasileiro é casado com uma cidadã americana e sua fiança estabelecida em US$ 8 mil já havia sido paga. Gil vive nos Estados Unidos desde 1999 e estava detido pelo ICE com base em uma interpretação controversa da lei imigratória, sobretudo para casos com fianças pagas. A decisão reforça uma série de sentenças recentes que rejeitam a aplicação de normas destinadas a imigrantes “recém-chegados” para pessoas que residem no país há muitos anos. A prisão de Gil ganhou grande repercussão no início do mês passado. Ele é proprietário do Tropical Café de Marlboro e Framingham há 18 anos, casa de shows e eventos com artistas brasileiros. O empresário foi detido no dia 4 de dezembro e mantido em cárcere no presídio de Plymouth mas a razão para sua abordagem na rua ainda não está clara. A MANCHETE USA teve acesso aos documentos da Corte onde advogados do governo argumentaram que o brasileiro não poderia ingressar com uma ação individual pela própria libertação, já que há ações coletivas em curso, tanto na Califórnia quanto em Boston, questionando práticas não legais do ICE. Segundo essa tese, integrantes de uma ação coletiva não poderiam mover processos individuais. O juiz Dennis Saylor rejeitou o argumento, apontando uma contradição na posição do governo. Em outras ocasiões, os próprios advogados federais sustentaram que a lei migratória não permite ações coletivas e que apenas processos individuais seriam cabíveis - exatamente como o apresentado por Gil. De acordo com o resumo do caso feito pelo magistrado, um juiz de imigração havia autorizado o ICE a aplicar a regra dos “imigrantes em chegada”, mas estabeleceu que, caso essa interpretação fosse considerada incorreta, a fiança deveria ser fixada em US$ 8 mil. Após questionar formalmente os advogados do governo no mês passado, Saylor observou que eles próprios reconheceram que os tribunais de Boston têm rejeitado a aplicação dessa norma a casos semelhantes. A partir dessa posição, o juiz concedeu o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e ordenou ao superintendente da Cadeia do Condado de Plymouth, Antone Moniz, que liberte o brasileiro assim que for comprovado o pagamento da fiança por sua família. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • O Agente Secreto faz história no Globo de Ouro

    Wagner Moura agradeceu em português o público brasileiro LOS ANGELES - O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo, 11, no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles, na Califórnia. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação. O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França). Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor. A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição. Melhor ator Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto. Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido). A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama. Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme. Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção. Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial. **Com AB**

  • Ajuda popular consegue US$ 50 mil para pagamento da fiança de brasileiro com câncer

    Imagem de Marcelo durante vídeo-chamada da prisão (Foto: Divulgação Go Fund Me) BOSTON - Um juiz de imigração de Nova York estabeleceu nesta sexta-feira, 9, a fiança de US$ 50 mil para dar a Marcelo Ribeiro Santos a liberdade provisória. Seu caso adquiriu requintes desumanos já que o brasileiro enfrenta um câncer desde junho e está há quase um mês sem atendimento médico. Populares doaram o valor e a expectativa é soltá-lo já na próxima semana para que ele possa retomar o tratamento. Mesmo com as informações médicas, o juiz Eric Schultz, da Corte de Imigração de Batavia, relutou em emitir a fiança porque Santos "não se encaixa em um processo de legalização". O brasileiro migrou para os Estados Unidos há cinco anos e está no país com o visto de turista expirado. O magistrado também questionou o motivo que levou o brasileiros de 47 anos estar tão próximo ao Canadá no momento em que foi detido por um agente de patrulha [CBP]. "A audiência de fiança durou mais de uma hora e o juiz levantou a possibilidade de tráfico de pessoas por conta do local onde ele foi preso por estar indocumentado", conta Nair freitas, assistente do escritório de advocacia que defende Santos. O brasileiro mora em Hudson, Massachusetts, e sua versão diz que foi a York, em Nova York, para fazer a estimativa de um trabalho na pintura e se perdeu. "Ele errou o caminho e teve um pequeno acidente de carro a 13 milhas do Canadá", explica Nair, do George Scot Law. Ele tinha completado a nona sessão de quimioterapia quando foi detido por um agente da patrulha (CBP) no dia 13 de dezembro. O brasileiro, pai de três filhos adultos no Brasil e nenhum familiar nos EUA, deveria completar 12 ciclos das aplicações químicas para fazer uma cirurgia e, assim, controlar o câncer no reto diagnosticado em estágio 4, mas a interrupção na tratamento pode alterar o plano médico. "A saúde dele se deteriorou mais na prisão e ele vai precisar de ajuda para se recuperar", avalia Nair. A campanha para arrecadar fundos para Marcelo, mesmo após reunir o dinheiro suficiente para a fiança, continua para arcar com outros custos do tratamento oncológico. Segundo o policial Maycon Macdowel, que começou o movimento para ajudar Santos, durante todo esse tempo o brasileiro não recebeu atendimento médico. Ele foi levado no início de semana para um hospital e recebeu apenas medicamentos para dor. Mcdowel também denuncia que não foi designado a Santos um agente de imigração, o que o impossibilita de enviar dinheiro para o preso para questões básicas. SERVIÇO: A página de arrecadação de fundos para ajudar Santos está disponível aqui . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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